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Fechamento de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Câmbio fecha a terça em elevação,
cotado a R$ 5,134
 
Leonel Oliveira Mattos
Leonardo Rossetti
Vitor Andrioli
Dólar reflete cautela dos investidores na véspera de
decisões de política monetária nos EUA e no Brasil
O par real/dólar subiu pelo sétimo dia consecutivo e encerrou a sessão desta terça-feira (14) negociado a R$ 5,134, alta de 0,4% em relação ao fechamento de segunda. Já o dollar index se manteve em forte valorização e terminou o pregão cotado a 105,5 pontos, variação de +0,4% ante à véspera e seu maior valor desde dezembro de 2002. O mercado de divisas repercutiu mais um dia de cautela e pessimismo no cenário internacional, com desvalorização de ativos arriscados, como índices acionários, commodities e moedas de economias emergentes, e busca por ativos associados a segurança, particularmente a divisa americana. Os investidores aguardam pelas decisões de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), do Federal Reserve (Fed), e do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil (BC), a serem anunciadas amanhã. Após a inflação ao consumidor nos EUA superar as estimativas de analistas, há um sentimento crescente de que o Fed pode adotar um tom mais agressivo na condução de seu aperto das condições financeiras, o que pode, por sua vez, induzir uma recessão econômica em âmbito global.
Variações | No dia: +0,43% | Na semana: +2,90% | No mês: +7,99% | No ano: -7,88% | Em 12 meses: +1,84% |

 

O dólar negociado no mercado interbancário operou em alta pelo sétimo pregão seguido e fechou o dia em seu maior valor em mais de um mês, cotado a R$ 5,134. O movimento do câmbio nacional foi bastante associado aos movimentos internacionais de pessimismo e aversão ao risco, em função das expectativas de que o FOMC adotará uma postura sucessivamente mais rígida em sua política monetária. Esta perspectiva ganhou força após o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de maio nos Estados Unidos surpreender analistas e atingir o maior valor em quatro décadas, levando os investidores a apostar que o Comitê possa reajustar os juros do país em 0,75 p.p., algo não adotado desde 1994. Hoje (14), 95,8% das apostas nos mercados de juros futuros dos Estados Unidos apontavam para um aumento de 0,75 p.p. amanhã – há uma semana, eram apenas 3,9% das apostas.

Há uma visão crescentes entre analistas de que o Federal Reserve não terá a possibilidade real de realizar um “pouso suave” da economia americana, recuperando a estabilização de preços sem desacelerar intensamente o crescimento econômico, sendo pressionado a escolher um de dois “erros” de política monetária. Por um lado, se não for rígido em seu aperto monetário, há um risco de o processo inflacionário se retroalimentar com a necessidade de elevados reajustes salariais, e se pode conviver com altas taxas de inflação por bastante tempo. Por outro, se a contração das condições financeiras for excessiva, há um risco de estagnar a atividade econômica e o mercado de trabalho, estancando o ciclo de geração de riqueza.

No Brasil, enquanto investidores aguardam pelo Copom, é importante destacar que o Senado Federal aprovou ontem, por 65 votos a 12, o texto-base do projeto de lei complementar (PLP) 18/22, que classifica combustíveis, energia elétrica, transporte coletivo, gás natural e comunicações como “essenciais e indispensáveis”, limitando a alíquota estadual de ICMS cobrada sobre essas mercadorias. A matéria retorna para votação na Câmara. A proposta prevê uma compensação aos Estados por meio de abatimento de dívidas com a União toda vez que a queda de arrecadação estadual passar de 5%. O texto aprovado também reduz a zero as alíquotas de Cide e PIS/Cofins incidentes sobre a gasolina até 31 de dezembro de 2022. Atualmente, tais tributos federais já estão zerados para diesel e gás de botijão. O relator optou também por derrubar a zero a PIS/Cofins incidente sobre álcool hidratado e sobre álcool anidro adicionado à gasolina. Além disso, foi aprovado hoje, também no Senado, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que mantém a competitividade de biocombustíveis diante de combustíveis fósseis. Esta competitividade deve ser atingida por meio de um regime fiscal favorecido aos biocombustíveis, o que deve ser detalhado por meio de projeto de lei complementar.

No cenário externo, o dollar index se manteve em forte valorização e terminou o pregão cotado a 105,5 pontos, variação de +0,4% ante à véspera e seu maior valor desde dezembro de 2002. Moedas pares do real, como o peso chileno, o peso mexicano, a lira turca e o rublo russo também se desvalorizaram perante a moeda americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 51,286 pontos, recuo de 0,4% frente ao término de segunda-feira.

  • Moedas

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