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Fechamento de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Câmbio encerra a terça em leve queda,
cotado a R$ 5,42
 
Leonel Oliveira Mattos
Leonardo Rossetti
Vitor Andrioli
Resultados corporativos impulsionaram o otimismo dos investidores
O par real/dólar flutuou em território negativo ao longo desta terça-feira (19), encerrando a sessão negociado a R$ 5,420, variação de -0,1% ante à véspera. Este foi o sexto pregão consecutivo que a moeda americana se manteve acima do patamar de R$ 5,40. Já o dollar index terminou o dia cotado a 106,7 pontos, recuo de 0,6% em relação ao fechamento de segunda-feira. O mercado de divisas repercutiu o maior apetite por risco de investidores, impulsionado principalmente pelas divulgação de resultados trimestrais de companhias de capital aberto no Brasil e no exterior. Índices acionários na Europa, Estados Unidos e no Brasil encerraram o dia em alta, afastando momentaneamente preocupações quanto à aceleração inflacionária e a possibilidade de uma estagnação econômica no curto prazo. Contribuiu para a valorização do real, também, a decisão da Petrobras de reduzir o preço de venda da gasolina em suas refinarias em R$ 0,20 por litro, uma queda de 4,9%. É digno de nota, ainda, que o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) da área do euro se manteve em aceleração e atingiu 8,6% no acumulado em 12 meses, maior valor da série histórica iniciada em 1997.
Variações | No dia: -0,12% | Na semana: +0,25% | No mês: +3,60% | No ano: -2,76% | Em 12 meses: +4,42% |

O dólar negociado no mercado interbancário oscilou entre queda firme e leve retração ao longo do dia até encerrar a sessão a R$ 5,42, próximo da estabilidade, amparado tanto por fatores domésticos como externos. Desde cedo, os ativos europeus se destacaram após a divulgação do CPI de junho mostrar uma alta acumulada em 12 meses de 8,6% – em linha com as estimativas de analistas, mas novo recorde na série iniciada em 1997. A média não evidencia a disparidade das realidades vividas pelos 19 países que usam o euro, visto que a inflação acumulada varia de 6,1%, na Malta, a 22,0%, na Estônia. Apesar do Banco Central Europeu haver sinalizado, em sua última reunião, que pretendia elevar os juros em 0,25 p.p. em julho e em 0,50 p.p. em setembro, a aceleração inflacionária persistente e os riscos de um desabastecimento de gás natural por retaliação de Moscou aumentaram as expectativas de que o BCE possa reajustar a taxa de juros em 0,50 p.p. já nesta quinta-feira.

Índice de Preços ao Consumidor (CPI) acumulado em 12 meses em junho de 2022
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Fonte: eurostat.

Contribuiu para a valorização da moeda brasileira, também, o ambiente de maior apetite por riscos dos investidores, particularmente relacionado aos mercados acionários. A divulgação de resultados corporativos trimestrais tem, de forma geral, superado as expectativas de analistas e dado fôlego à uma tendência compradora. Hoje, Ibovespa (Brasil), Nasdaq, Dow Jones (Estados Unidos) e Stoxx 600 (Europa) encerraram em alta. Apesar de os fundamentos macroeconômicos serem pessimistas, que temem por uma recessão em meio a um ambiente de alta inflação, os resultados corporativos mostram que, pelo menos por ora, a demanda dos consumidores permanece elevada e os lucros empresariais, também.

No Brasil, vale destacar o anúncio da redução no valor do preço de venda da gasolina pela Petrobras em suas refinarias de R$ 4,06 por litro para R$ 3,86 por litro, uma variação de -4,9%. Não houve alteração no preço do diesel nem do GLP. De acordo com a estatal, a redução no preço da gasolina acompanha a evolução dos preços internacionais, que se encontravam em patamar inferior aos praticados no Brasil. Em função do seu peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), analistas estimam que esta alteração deva reduzir em aproximadamente 0,20 ponto percentual o valor do IPCA do mês de agosto.

No cenário externo, o dollar index terminou o dia cotado a 106,7 pontos, recuo de 0,6% em relação ao fechamento de segunda-feira. Moedas pares do real, como o peso chileno, o rand sul-africano, a rúpia indiana e o rublo russo também se valorizaram perante a moeda americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 50,296 pontos, variação de +0,1% frente ao término de segunda-feira.

  • Moedas

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