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Fechamento de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Câmbio encerra a terça em leve queda,
cotado a R$ 5,352
 
Leonel Oliveira Mattos
Leonardo Rossetti
Vitor Andrioli
Commodities sustentam queda do dólar
enquanto investidores aguardam pelo Fed
O par real/dólar operou de forma instável ao longo do dia, encerrando a sessão desta terça-feira (26) negociado a R$ 5,352, variação de -0,4% ante à véspera. Já o dollar index terminou o dia cotado a 107,2 pontos, ganho de 0,7% em relação ao fechamento de segunda-feira. A divisa brasileira mostrou resiliência em um dia de significativa aversão ao risco no exterior, sendo amparada pela menor leitura do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) em mais de dois anos e pela alta nos preços internacionais de commodities. Além disso, investidores operaram em compasso de espera pela decisão de política monetária do Federal Reserve, de amanhã. No cenário internacional, a moeda americana se fortaleceu expressivamente no pregão, repercutindo a ampliação dos temores de uma recessão econômica global no curto prazo.
Variações | No dia: -0,38% | Na semana: -2,65% | No mês: +2,31% | No ano: -3,98% | Em 12 meses: +3,00% |

O dólar negociado no mercado interbancário descolou da dinâmica internacional e se manteve em baixa em um dia de aversão aos riscos no exterior. A tendência de queda se estabeleceu ainda pela manhã, embora com pronunciada oscilação, amparada pelo aumento dos preços das commodities alimentícias, metálicas e energéticas – o Índice de Commodities terminou o dia com valorização de 1,07%, enquanto o Índice de Commodities TR/CC CRB subiu 0,62%. Contribuiu para o fortalecimento do real, também, a divulgação de que o IPCA-15 se desacelerou de 0,69% em junho para 0,13% em julho, a menor marca mensal para o indicador desde junho de 2020 (0,02%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 5,79% e, em 12 meses, de 11,39%. Esta queda foi motivada pelos subsídios governamentais aos combustíveis, que produziram redução no preço de gasolina (-5,01%) e etanol (-8,16%), e à energia elétrica, que ficou 4,61% mais barata. Por outro lado, o maior impacto positivo ao índice veio de alimentação e bebidas (+1,16%), resultado, principalmente, do aumento do leite longa vida (+22,27%) e de seus derivados, como requeijão (4,74%), da manteiga (4,25%) e queijo (3,22%).

No exterior, analistas avaliam a possibilidade de uma recessão econômica em curto prazo, concomitantemente a um cenário de alta inflação. Conforme apontado no Relatório de Abertura de Câmbio de hoje (26), a divulgação de resultados do Grupo Walmart nos Estados Unidos acendeu o alerta para uma queda na demanda dos consumidores americanos em função da alta de preços de alimentos e combustíveis, enquanto a aprovação de um plano de emergência pela União Europeia para racionar o uso de gás natural como consequência dos cortes de fornecimento do insumo pela Rússia amparou a visão de que o continente pode passar por uma crise energética em breve.

Os fatores de risco para o crescimento econômico global estão concentrados para baixo, frente à aceleração de preços elevada, persistente e disseminada na maior parte das economias avançadas, a políticas monetárias contracionistas para combater as altas taxas de inflação, à oferta restringida de diversas commodities em função da guerra entre Rússia e Ucrânia e aos desequilíbrios nas cadeias logísticas provocados pelas medidas de tolerância zero contra a Covid-19 na China.

No cenário externo, o dollar index terminou o dia cotado a 107,2 pontos, ganho de 0,7% em relação ao fechamento de segunda-feira. Moedas pares do real, como a lira turca, o rand sul-africano, a rúpia indiana e o rublo russo se desvalorizaram perante a moeda americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 50,020 pontos, variação de -0,3% ante à véspera.

  • Moedas

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