Após abrir a manhã em queda, a taxa de câmbio firmou trajetória de elevação ao longo desta segunda-feira (03), encerrando a sessão negociada a R$ 4,807, variação de +0,4% ante à véspera. Já o dollar index terminou o pregão cotado a 103,0 pontos, alta de 0,1% em relação ao fechamento de sexta-feira. Em um movimento descolado de fundamentos macroeconômicos, investidores aproveitaram ganhos recentes da moeda americana para refazer posições compradas na moeda estrangeira, pressionando o valor da divisa americana. Os principais destaques do dia foram a divulgação do novo Boletim Focus com revisões favoráveis para as principais estimativas para o Brasil e a expectativa de votação da Lei do Carf na Câmara dos Deputados ainda hoje.
Variações | No dia: +0,37% | Na semana: +0,37% | No mês: +0,37% | No ano: -8,96% | Em 12 meses: -9,67% |
Correção técnica O dólar negociado no mercado interbancário fechou o dia em elevação, descolado dos principais pares emergentes e desatrelado de um fundamento econômico. O movimento pode ser reflexo de investidores aproveitando os ganhos recentes da moeda americana para refazer posições compradas ou, ainda, investidores desfazendo-se de posições em renda fixa com a perspectiva de redução para a taxa básica de juros (Selic) a partir de agosto.
Melhora das estimativas do Focus Nesta manhã, o Banco Central divulgou o novo Boletim Focus com mais uma revisão favorável para as principais variáveis macroeconômicas brasileiras, reforçando a percepção de que há uma melhora qualitativa importante do ambiente de negócios no país. Em um espaço de quatro semanas, a mediana das projeções para a inflação ao final de 2023 se alterou de 5,69% para 4,98%; de crescimento, de 1,68% para 2,19%; câmbio, de R$ 5,10 para R$ 5,00; e juros Selic, de 12,50% para 12,00%.
Saldo comercial recorde Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 10,6 bilhões em junho, acumulando saldo positivo de US$ 45,5 no primeiro semestre deste ano. Trata-se do maior valor para o primeiro semestre da série histórica, com início em 1989. Dado o forte resultado, a Secretaria elevou sua estimativa para o saldo comercial do ano, de US$ 84,1 bilhões para US$ 84,7 bilhões.
Mercado de moedas No cenário externo, o dollar index terminou o pregão cotado a 103,0 pontos, alta de 0,1% em relação ao fechamento de sexta-feira. Moedas pares do real, como o peso chileno, o peso colombiano, o peso mexicano, a lira turca, o rand sul-africano e a rúpia indiana se valorizaram em relação à divisa americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 49,024 pontos, variação de +0,1% ante à véspera.



