▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 4,991 (-0,2%)
▲ Dollar Index (DXY): 106,7 pontos (+0,1%)
Em um dia de agenda cheia, o mercado de divisas repercutiu o forte crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no terceiro trimestre, que, por sua vez, levou a um firme recuo dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries). Adicionalmente, investidores também acompanharam a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de interromper seu ciclo de aperto monetário após dez altas consecutivas e a publicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) no Brasil.
Variações | No dia: -0,21% | Na semana: -0,81% | No mês: -0,72% | No ano: -5,47% | Em 12 meses: -6,69% |
Alívio externo O dólar negociado no mercado interbancário encerrou a sessão desta quinta-feira em leve baixa, após passar todo o pregão oscilando próximo à estabilidade. O movimento da taxa de câmbio surpreendeu, visto a divulgação do resultado mais forte que o esperado para a primeira prévia do PIB americano no terceiro trimestre. Após um crescimento de 2,0% e 2,1% no primeiro e no segundo trimestre de 2023, respectivamente, o Produto Interno Bruto do país cresceu a uma taxa anualizada de 4,9% entre os meses de julho e setembro, acima da mediana das estimativas de analistas, que apontava para uma alta de 4,5% no período. O dado mostra uma expansão acelerada sustentada pela força da demanda interna, de modo que a economia do país dá indícios de uma reaceleração. Entretanto, os rendimentos dos Treasuries recuaram expressivamente, possivelmente porque o núcleo da inflação ponderada para o terceiro trimestre veio mais baixo que o antecipado. De toda forma, a reação inesperada dos Treasuries acabou por enfraquecer moderadamente a moeda americana, favorecendo, em contrapartida, o real.
IPCA-15 de outubro Também repercute no mercado de divisas a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 de outubro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerado a prévia da inflação oficial. De acordo com a instituição, o nível de preços avançou 0,21% no mês, em linha com as expectativas de analistas e indicando desaceleração em relação a setembro, quando foi registrada alta de 0,35%. Entre os grupos estudados pelo instituto, o de Transportes foi o que reportou a maior alta, subindo 0,78% em outubro, e o maior impacto no índice (0,16 p.p.). Destaca-se também a queda observada para o grupo de Alimentação e bebidas, que recuou 0,31%, a quinta retração consecutiva registrada para o segmento. O resultado do IPCA-15 é a última leitura da inflação brasileira antes da reunião do Copom da próxima quarta, de modo que deve reforçar a interpretação de que as pressões inflacionárias no Brasil estão arrefecendo e que o Banco Central tem uma margem segura para continuar seu ciclo de cortes no ritmo planejado de 0,50 ponto percentual.
Decisão do BCE Adicionalmente, o BCE publicou nesta manhã sua decisão de manter os juros da autoridade monetária em 4,00% ao ano, finalizando seu ciclo de dez altas consecutivas que levou sua taxa básica à máxima histórica. Nos últimos meses, os resultados de indicadores da atividade econômica na Europa têm decepcionado, de modo que há fortes indícios de que o continente está entrando numa recessão econômica. Assim, os dirigentes da autarquia decidiram finalizar seu ciclo de altas para não penalizar excessivamente a atividade produtiva na Europa e tentar conter sua desaceleração.
Mercado de moedas No cenário externo, o dollar index terminou o pregão cotado a 106,7 pontos, variação de +0,1% ante à véspera. Moedas pares do real, como o peso colombiano, o peso mexicano, o rand sul-africano, e o rublo russo também se valorizaram em relação à divisa americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 46,692 pontos, avanço de 0,4% frente ao término de terça-feira.



