Dólar reflete ajuste de expectativas para política monetária americana
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 4,927 (+1,2%)
▲ Dollar Index (DXY): 103,4 pontos (+0,7%)
O mercado de divisas repercutiu a um fortalecimento generalizado da moeda americana, provocado por uma redução das expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve já em março e pela continuidade das tensões geopolíticas no mar vermelho.
Variações | No dia: +1,23% | Na semana: +1,44% | No mês: +1,55% | No ano: +1,55% | Em 12 meses: -4,31% |
Flutuações nas expectativas O dólar negociado no mercado interbancário terminou a sessão desta terça-feira em forte alta, sendo cotado a R$ 4,927, maior valor de fechamento desde 15 de dezembro. O dia foi marcado por uma elevada aversão global a riscos, que provocou, por sua vez, um fortalecimento generalizado da moeda americana, elevação nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e prejudicou o desempenho de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países emergentes, como o real. O movimento foi causado por comentários de autoridades do Banco Central Europeu (BCE) durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, que buscaram frear as expectativas de investidores de cortes agressivos de juros por parte da instituição, afirmando que ainda há um grau de incerteza elevado em relação à trajetória da inflação e que, por isso, ainda não se pode afirmar com segurança quando uma flexibilização monetária começaria. As falas acabaram por influenciar as apostas para a trajetória da política monetária americana, diminuindo o otimismo de que o Federal Reserve possa cortar seus juros logo em março.
Mercado de moedas No cenário externo, o dollar index terminou o pregão cotado a 103,4 pontos, variação de +0,7% ante à véspera. Moedas pares do real, como o peso chileno, o peso colombiano, o peso mexicano, a lira turca, o rand sul-africano, a rúpia indiana e o rublo russo também se desvalorizaram em relação à divisa americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 47,418 pontos, recuo de 0,4% frente ao término de segunda-feira.



