Dólar reflete redução do otimismo com juros americanos
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 4,930 (+0,1%)
▲ Dollar Index (DXY): 103,4 pontos (+0,1%)
O mercado de divisas repercutiu a divulgação de dados aquecidos para o varejo americano, reforçando a percepção de que o Federal Reserve pode optar por uma trajetória mais cautelosa e não iniciar seu corte de juros em março. Adicionalmente, a divulgação de dados econômicos na China sinalizou uma desaceleração do país e prejudicou o desempenho de ativos arriscados.
Variações | No dia: +0,07% | Na semana: +1,52% | No mês: +1,62% | No ano: +1,62% | Em 12 meses: -3,42% |
Recalibragem de expectativas O dólar negociado no mercado interbancário encerrou a sessão desta quarta-feira em leve alta, em um dia de oscilação mais contida, especialmente em relação às fortes perdas do dia anterior. O ambiente de negócios foi novamente de aversão aos riscos, após os dados de vendas do varejo e de produção industrial nos Estados Unidos em dezembro crescerem acima do antecipado, causando uma elevação nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) e diminuindo as apostas de investidores de que o Federal Reserve (Fed) deva iniciar seu ciclo de cortes de juros na decisão de março. Ainda assim, vale notar que as apostas de investidores, apesar de menores, continuam majoritariamente apontando para uma redução na taxa de juros para a decisão de 20 de março, mesmo após dados mais aquecidos para o mês de dezembro, que incluem preços ao consumidor e criação de empregos, e diversos comentários de autoridades do Fed reforçando uma postura de cautela frente à possibilidade de afrouxamento monetário.
Desaceleração chinesa Adicionalmente, contribuiu para o enfraquecimento do real a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do 4º trimestre da China, que sinalizou uma desaceleração da atividade econômica no país. Ainda que PIB tenha crescido 5,2% em relação ao último trimestre do ano passado – acima da meta oficial de 5% –, o número decepcionou investidores por conta da base de comparação mais baixa, visto que nesse período ocorreu o prolongado e rigoroso confinamento de Shangai por conta da política de tolerância zero contra a Covid-19. Além disso, o aumento do PIB se desacelerou em bases trimestrais, caindo de um avanço de 1,5% no terceiro trimestre para uma alta de 1,0% no quarto período. Por fim, o crescimento abaixo do antecipado das vendas do varejo no mês de outubro reforça as percepções de que a demanda interna chinesa segue enfraquecida e que as perspectivas para 2024 não são otimistas.
Mercado de moedas No cenário externo, o dollar index terminou o pregão cotado a 103,4 pontos, variação de +0,1% ante à véspera. Moedas pares do real, como o peso colombiano, o peso mexicano, a lira turca, o rand sul-africano, a rúpia indiana e o rublo russo também se desvalorizaram em relação à divisa americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 47,347 pontos, avanço de 0,1% frente ao término de terça-feira.



