Dólar volta a tocar o patamar dos R$ 5,00 ante um cenário externo adverso
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 4,996 (+0,6%)
▲ Dollar Index (DXY): 104,2 pontos (+0,1%)
O mercado de divisas repercutiu um ambiente de negócios de pouco apetite por riscos após dados para o mercado de trabalho nos Estados Unidos reforçarem a percepção de que os juros permanecerão estáveis por algum tempo, ao mesmo tempo que números piores que o esperado para a inflação na China prejudicou o desempenho de moedas de países emergentes.
Variações | No dia: +0,55% | Na semana: +0,59% | No mês: +1,16% | No ano: +2,97% | Em 12 meses: -3,87% |
Arrefecimento da economia chinesa O dólar negociado no mercado interbancário encerrou mais uma sessão em alta, encostando na barreira psicológica dos R$ 5,00, porém sem rompê-la no pregão desta quinta-feira. As cotações da taxa de câmbio do real acompanharam o ambiente internacional de fortalecimento da moeda americana e pouco apetite por riscos desde o início das operações, influenciado pela divulgação de números inflacionários abaixo que o esperado para a economia chinesa. De acordo com dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS), o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) do país apresentou deflação de 0,8% em relação a janeiro do ano passado, abaixo da mediana das estimativas, que apontava para deflação de 0,5% no período. O dado reforça a percepção de fraca demanda interna e piorou as perspectivas para o dinamismo econômico chinês em 2024, prejudicando o desempenho de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países emergentes, tal como o real.
Resiliência do mercado de trabalho americano O fortalecimento global da moeda americana se intensificou após a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego no país, que diminuíram em 9 mil solicitações em relação à semana anterior e ressaltou a leitura de um mercado de trabalho resiliente mesmo após quase dois anos de aperto monetário pelo Federal Reserve. Uma sequência de dados econômicos mais aquecidos aliados a um discurso mais cauteloso por parte das autoridades tem afastado as apostas dos investidores sobre um início dos cortes de juros por parte do banco central estadunidense, de março para maio ou talvez até junho.
Mercado de moedas No cenário externo, o dollar index terminou o pregão cotado a 104,2 pontos, variação de +0,1% ante à véspera. Moedas pares do real, como o peso chileno, o peso mexicano, a lira turca e o rand sul-africano também se desvalorizaram em relação à divisa americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 46,792 pontos, recuo de 0,3% frente ao término de quarta-feira.



