Dólar recua em dia de agenda fraca e poucos orientadores
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 4,932 (-0,6%)
▼ Dollar Index (DXY): 104,0 pontos (-0,3%)
Em um dia de agenda esvaziada, o mercado de divisas apresentou um enfraquecimento generalizado da moeda americana, embora sem fundamentos ou orientadores mais evidentes para o movimento. Coube destaque, apenas, à decisão do Banco Central da China (PBoC) de cortar sua taxa referencial de juros de cinco anos, ainda na madrugada.
Variações | No dia: -0,61% | Na semana: -0,72% | No mês: -0,13% | No ano: +1,66% | Em 12 meses: -4,48% |
Dia sem guia Após abrir as operações estável, o dólar negociado no mercado interbancário passou a cair durante a manhã e se manteve em queda até o encerramento das negociações, acompanhando o cenário externo de enfraquecimento da moeda americana. O movimento, entretanto, não teve direcionadores claros, visto que as perdas do dólar se concentraram ao redor de dois momentos que não coincidiram com dados ou notícias relevantes, a saber, às 06h00min e às 10h00min. Embora o conjunto dos indicadores do dia tenham um sentido global de prejudicar a moeda americana – uma leitura mais fraca do índice regional do Fed de Philadelphia, uma desaceleração inflacionária no Canadá e um estímulo monetário na China – o horário da divulgação dos dados não coincidiu com as flutuações.
Corte de juros na China O principal tópico do dia foi a decisão de política monetária do Banco Central chinês de reduzir sua taxa referencial de juros de cinco anos de 4,20% a.a. para 3,95% a.a., no maior corte à taxa (-0,35 p.p.) na história do PBoC. Já a taxa referencial de um ano foi mantida estável em 3,45% a.a. Enquanto a taxa de um ano serve como referência para a maior parte dos empréstimos e financiamentos ao consumidor e às empresas, a taxa de cinco anos é particularmente importante para o mercado imobiliário e para a definição de hipotecas. O movimento era esperado há bastante tempo por analistas, visto que a economia chinesa apresenta sinais evidentes de redução no ritmo de expansão econômica desde o segundo semestre do ano passado e o setor imobiliário do país apresenta um desempenho muito aquém da média. Contudo, ainda que o estímulo fosse antecipado, causou certa surpresa a reação inexpressiva dos mercados de ativos globais nas horas seguintes à sua divulgação, enquanto se aguardava por uma melhora do apetite de risco global que beneficiasse os ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países emergentes.
Mercado de moedas No cenário externo, o dollar index terminou o pregão cotado a 104,0 pontos, variação de -0,3% ante à véspera. Moedas pares do real, como o peso chileno, o rand sul-africano, a rúpia indiana e o rublo russo também se valorizaram em relação à divisa americana, e o Índice de Moedas Emergentes do J.P. Morgan terminou a sessão cotado a 46,873 pontos, avanço de 0,2% frente ao término de segunda-feira.



