Câmbio termina a terça em queda, em dia sem direcionadores claros
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,6755 (-0,2%)
▼ Dollar Index (DXY): ~103,2 pontos (-0,2%)
Às vésperas da “super-quarta”, o mercado de divisas não teve direção clara, cabendo destaque ao avanço de ativos europeus após a aprovação de mudanças às restrições constitucionais ao endividamento alemão no parlamento do país.
Variações | No dia: -0,19% | Na semana: -1,21% | No mês: -4,07% | No ano: -8,13% | Em 12 meses: +12,94% |
Dia sem guia Após abrir a sessão em elevação, a taxa de câmbio do real passou a apresentar tendência de queda, emendando a sexta sessão consecutiva de baixa e retornando ao menor valor de encerramento desde 25 de outubro (R$ 5,7066). O mercado global de divisas não teve direção clara, particularmente entre as moedas de economias emergentes, e não houve motivos específicos para o fortalecimento do real. Analistas atribuem esse avanço da moeda brasileira a uma possível entrada de fluxo externo, a um possível desmonte de posições vendidas de estrangeiros nos contratos futuros de câmbio e à ausência de surpresas negativas no anúncio do projeto de ampliação da isenção do imposto de renda para pessoas físicas, mas não é possível determinar com precisão o peso desses fatores.
Expansão fiscal na Alemanha No exterior, vale mencionar o avanço de ativos europeus, como o euro, após a câmara baixa do Parlamento da Alemanha (Bundestag) aprovar uma “mudança radical” nas regras fiscais do país, possibilitando a emissão de € 500 bilhões em títulos de dívida pública para investir em infraestrutura e expandir as forças armadas alemãs. O expressivo aumento de empréstimos, por sua vez, deve impulsionar tanto a maior economia da Europa como os demais países do continente, contribuindo para mitigar possíveis efeitos negativos das tensões comerciais recentes com os Estados Unidos. Agora, o projeto segue para câmara alta do Parlamento (Bundesrat), com expectativa de votação na sexta-feira (21).




