Câmbio encerra quarta em forte queda, refletindo alívio global após suspensão das tarifas
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,8470 (-2,5%)
▲ Dollar Index (DXY): ~103,0 pontos (+0,1%)
Em novo dia de intensa volatilidade, o mercado de moedas repercutiu a recuperação do apetite global por riscos após o governo dos Estados Unidos reduzir as tarifas de importações para 10% para praticamente todos os países durante 90 dias, com exceção da China, que enfrentará sobretaxas de 125%.
Variações | No dia: -2,52% | Na semana: +0,15% | No mês: +2,46% | No ano: -5,35% | Em 12 meses: +16,78% |
Escalada das tensões comerciais Em novo dia de ampla volatilidade, a taxa de câmbio do real oscilou mais de vinte e cinco centavos entre a mínima (R$ 5,8278) e a máxima (R$ 6,0957), até encerrar o dia no maior recuo diário desde 05 de março. A primeira metade do pregão foi marcada pela profunda aversão ao risco e busca por ativos de qualidade por conta da expressiva escalada das tensões comerciais entre EUA e China. Após a Casa Branca confirmar, na última terça-feira (08), a elevação das tarifas sobre produtos importados do país asiático para 104% (50% adicionais em relação às previamente anunciadas), o governo chinês anunciou uma retaliação, impondo tarifas de 84% sobre bens americanos, com vigência a partir de amanhã (10). Cabe ressaltar, também, que hoje havia entrado em vigor as taxações adicionais sobre a lista de 57 países que foram enquadrados acima da taxa mínima de 10%. Esta escalada das tensões aprofundou os receios de uma recessão econômica global, impulsionou o desempenho de ativos considerados “portos seguros” em cenários de incerteza e volatilidade, como o euro, o iene japonês e o franco suíço, e levou o real próximo a R$ 6,10, maior cotação intradiária desde 13 de janeiro.
Alívio temporário nas tarifas Entretanto, esse movimento se alterou drasticamente durante à tarde, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar que pausaria a aplicação das sobretaxas adicionais por 90 dias, mantendo as tarifas de importação em 10% para sobre praticamente todas as economias por esse período. Adicionalmente, as tarifas sobre a importação de aço, alumínio e automóveis será reduzida de 25% para 10% nesse mesmo intervalo. Por outro lado, as tarifas sobre produtos chineses serão elevadas para 125% imediatamente. Este adiamento das tarifas resultou em um intenso otimismo, recuperando o desempenho de ativos arriscados e fortalecendo o real em mais de 4,5% no pregão.




