Câmbio termina a terça em alta, refletindo cautela em relação às tarifas dos EUA
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,8909 (+0,7%)
▲ Dollar Index (DXY): ~100,1 pontos (+0,5%)
Em um dia sem grandes eventos, o mercado de câmbio repercutiu a recuperação da moeda americana em meio a um ambiente de incerteza sobre a evolução das políticas comerciais dos Estados Unidos.
Variações | No dia: +0,66% | Na semana: +0,35% | No mês: +3,23% | No ano: -4,64% | Em 12 meses: +13,65% |
Incerteza ainda elevada Após abrir o dia em queda, a taxa de câmbio do real inverteu seu sentido para alta ao longo desta terça-feira, em linha com um movimento externo de fortalecimento do dólar. Não houve um motivo claro para essa recuperação da moeda americana, que pode ter sido um movimento de realização de lucros após as perdas expressivas nas últimas semanas. O ambiente ainda é de incerteza mais elevada em função da falta de clareza sobre o futuro das barreiras comerciais americanas. Se, por um lado, o governo dos Estados Unidos ofereceu isenções temporárias a um conjunto amplo de tarifas nos últimos dias, por outro a Casa Branca afirmou que estuda a aplicação de um novo conjunto de sobretaxas, desta vez sobre as cadeias produtivas de semicondutores e de produtos farmacêuticos.
Cenário fiscal brasileiro Adicionalmente, investidores domésticos se mantiveram à espera pelo envio do projeto de lei de diretrizes orçamentárias (PLDO) de 2026 pelo governo federal ao Congresso Nacional, o que ocorreu após o término das negociações. Tal como anunciado anteriormente, o governo manteve a meta de superávit primário de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Embora o Palácio do Planalto reitere frequentemente seu compromisso com as metas fiscais estabelecidas, especialistas permanecem céticos quanto à possibilidade de seu cumprimento tanto pela tendência de desaceleração das receitas quanto pela percepção de resistência em reduzir os gastos públicos. Ainda que o cenário externo tenha sido preponderante nas negociações do real nas últimas semanas, qualquer sinal de dificuldades na condução da política fiscal pode resultar em elevação da percepção de riscos para ativos brasileiros e prejudicar o desempenho da moeda nacional.




