Câmbio fecha a terça em queda, refletindo possível redução nas tensões comerciais entre EUA e China
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,726 (-1,3%)
▼ Dollar Index (DXY): ~98,9 pontos (+0,6%)
O mercado de divisas repercutiu ao ambiente externo de maior apetite por riscos, refletido, sobretudo, na recuperação dos ativos norte-americanos após as perdas generalizadas registradas na sessão anterior. Entre os fatores que contribuíram para essa reversão, destacam-se declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que sinalizou expectativa de arrefecimento nas tensões comerciais com a China, classificando a atual guerra comercial como “insustentável”.
Bom humor externo e recuperação do dólar A taxa de câmbio do real apresentou trajetória de queda constante ao longo desta terça-feira, acompanhando o movimento global de retomada do apetite por risco, que favoreceu o desempenho de ações, commodities e moedas de economias emergentes. Tal movimento ocorreu apesar da alta do Dollar Index (DXY), que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, e refletiu, em parte, um ajuste à queda da moeda norte-americana registrada na véspera, quando os mercados brasileiros estiveram fechados devido ao feriado. Na ocasião, ativos norte-americanos sofreram perdas generalizadas após novas críticas do presidente Donald Trump ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, o que enfraqueceu a percepção de independência da autoridade monetária e afetou a credibilidade do dólar enquanto principal reserva de valor internacional. Na sessão de hoje, a reversão parcial desse cenário foi influenciada, ainda, por novas declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, que, em evento fechado, sinalizou expectativa de arrefecimento nas tensões comerciais com a China, classificando a guerra comercial em curso como “insustentável”. Essas declarações, por sua vez, contribuíram ao mesmo tempo com o movimento de recuperação do dólar em âmbito global, ao diminuir a percepção de instabilidade institucional diante das tensões comerciais recentes, quanto para elevar o apetite para o risco dos investidores, o que tende a favorecer commodities, ações e moedas países emergentes, como o real.




