Câmbio fecha a quarta em queda, refletindo maior apetite global por ativos arriscados
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,718 (-0,2%)
▲ Dollar Index (DXY): ~99,8 pontos (+0,2%)
O mercado de câmbio refletiu mais uma sessão marcada pelo aumento do apetite por risco no cenário internacional, impulsionado pelo tom mais conciliador adotado por Donald Trump quanto à condução da política monetária do Federal Reserve e à dinâmica do conflito comercial com a China.
Bom humor externo A moeda brasileira registrou nova sessão de valorização frente ao dólar nesta quarta-feira, acompanhando o movimento de alta de outros ativos considerados arriscados, como ações e commodities. Tal desempenho refletiu, em grande medida, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, feitas na véspera. Em coletiva de imprensa, Trump afirmou não ter a intenção de demitir o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, esclarecendo que estaria apenas “suavemente sugerindo uma ou duas reduções na taxa de juros”. O presidente norte-americano também indicou que as tarifas atualmente impostas sobre produtos chineses — classificadas como excessivamente elevadas — seriam “substancialmente” reduzidas em breve. As declarações destoam do tom agressivo adotado no início da semana, quando críticas renovadas ao Federal Reserve impactaram negativamente os mercados financeiros, provocando perdas generalizadas nos ativos norte-americanos. Nesse contexto, contribuiu ainda para a melhora do sentimento de mercado a resposta do Ministério do Comércio da China, que manifestou interesse em retomar o diálogo sobre a disputa tarifária com os Estados Unidos, desde que cessassem as ameaças recorrentes por parte da Casa Branca. Ainda ao longo do dia, o governo norte-americano voltou a se pronunciar por meio da porta-voz oficial da Casa Branca, Karoline Leavitt, que declarou não haver intenção de promover uma redução unilateral das tarifas aplicadas à China, o que pode ser interpretada como sinal de uma eventual negociação visando reduções tarifárias mútuas.




