Câmbio encerra quarta em alta, refletindo Ptax de fim de mês e dados para os EUA
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,6758 (+0,8%)
▲ Dollar Index (DXY): ~99,5 pontos (+0,3%)
O movimento do pregão repercutiu a disputa pela formação da taxa Ptax de fim de mês, que trouxe bastante volatilidade e concentrou o volume de operações nos horários utilizados pelo Banco Central (BC) para a sua formação. Adicionalmente, o mercado de divisas refletiu a divulgação de dados mistos para a economia americana, com uma resultados mais fracos para Produto Interno Bruto e mercado de trabalho, porém melhores que o esperado para inflação e demanda dos consumidores.
Variações | No dia: +0,79% | Na semana: -0,25% | No mês: -0,54% | No ano: -8,13% | Em 12 meses: +9,30% |
Taxa Ptax de fim de mês Após abrir a sessão em baixa, a taxa de câmbio do real passou a apresentar alta firme e encerrou uma sequência de oito pregões consecutivos de fortalecimento. A formação da taxa Ptax de fim de mês dificulta a interpretação das negociações, visto que o volume de operações se concentrou entre os horários utilizados pelo Banco Central para a formação da taxa, ou seja, entre os boletins das 10h00min e das 13h10min. A taxa Ptax é uma referência divulgada diariamente pelo BC e seu valor de fim de mês é muito utilizado em contratos de câmbio e de derivativos. Desta forma, os operadores do mercado intensificam suas transações neste intervalo, tentando direcioná-la a níveis mais favoráveis às suas posições, sejam elas compradas (que apostam em alta das cotações) ou vendidas em dólar (que apostam em baixa). Hoje, a taxa Ptax de abril se encerrou em R$ 5,6608, recuo de 1,4% em relação ao fechamento de março.
Taxa Ptax de fim de mês – venda

Fonte: Banco Central do Brasil. Elaboração: StoneX.
Dados mais fracos nos EUA Adicionalmente, a moeda americana se fortaleceu diante da maior parte das divisas em um dia de dados mistos para a economia do país. Em particular, o desempenho de ativos arriscados, como ações, commodities e moedas de países emergentes parece ter sido prejudicado pela divulgação da prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, que recuou inesperadamente em 0,3% a uma taxa anualizada, frente a uma estimativa mediana de alta de 0,4% no período. O crescimento econômico do país foi prejudicado pela desaceleração do consumo das famílias e dos gastos do governo, bem como pela expansão das importações por empresas para formação de estoques antes da aplicação das tarifas anunciadas para abril. Adicionalmente, o instituto ADP apontou para uma geração de 62 mil empregos privados em abril, ante projeção mediana de 125 mil novos postos de trabalho. O desempenho mais fraco dos indicadores pode reforçar preocupações entre investidores de que a elevação das barreiras comerciais americanas de forma abrupta, inconsistente e imprevisível possa resultar em uma recessão econômica no país, gerando aversão global a riscos e busca por ativos de segurança, o que tende a enfraquecer o real. Por outro lado, o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de março se manteve estável (0,0%) tanto no indicador cheio quanto em seu núcleo, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, enquanto o consumo pessoal nesse mês se expandiu mais que o esperado, em 0,5%. Contudo, esses números não foram suficientes para inverter o pessimismo provocado pela retração do PIB.




