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Fechamento de Câmbio

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Câmbio fecha a segunda em queda, refletindo rebaixamento da nota de créditos dos EUA

 
Leonel Oliveira Mattos
Vitor Andrioli
 

 

▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,6549 (-0,2%)
▼ Dollar Index (DXY): ~100,4 pontos (-0,7%)

O mercado de moedas repercutiu o enfraquecimento amplo da moeda americana após a agência de classificação de riscos Moody’s rebaixar a nota soberana de crédito dos Estados Unidos.

 

Variações | No dia: -0,25% | Na semana: -0,25% | No mês: -0,37% | No ano: -8,46% | Em 12 meses: +10,78% |

Preocupações fiscais nos EUA Após abrir as operações em alta, a taxa de câmbio do real inverteu sua tendência para baixa, em linha com o movimento externo de recuo generalizado do dólar. Esse movimento foi impulsionado pelo rebaixamento da nota soberana de crédito dos Estados Unidos de Aaa para Aa1 pela agência de classificação de riscos Moody’s no final da tarde de sexta-feira (19). Com a decisão, os EUA perderam a nota máxima de investimento, o “triplo A”, nas três principais agências de classificação de riscos, a Moody’s, a Fitch (em agosto de 2023) e a S&P (em agosto de 2011). Em nota, a Moody’s demonstrou preocupação com o aumento da dívida pública americana, alertando para o custo de financiamento dessa dívida e para um desequilíbrio fiscal crescente, projetando um déficit de quase 9% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2035, ante estimativa anterior de 6,4%, em 2024. Após esse rebaixamento, a preocupação de investidores com a sustentabilidade da trajetória do endividamento americano se exacerbou e levou a uma fuga dos ativos do país, enfraquecendo o dólar de maneira ampla e significativa.

Selic mais alta por mais tempo Contribuiu para o fortalecimento do real, também, falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que defendeu a manutenção da taxa básica de juros (Selic) em patamar restritivo por um tempo mais prolongado do que o usual em ciclos anteriores. O comentário reforça a perspectiva de maior diferencial de juros do Brasil frente a outras economias por mais tempo, o que favorece a atração de investimentos estrangeiros e tende a valorizar o real.

image 112940Fonte: StoneX cmdtyView. Elaboração: StoneX.
  • Moedas

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