Câmbio fecha a segunda em alta, refletindo anúncios de tarifas pelos EUA
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,4809 (+1,0%)
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Em dia de agenda esvaziada, o mercado de divisas repercutiu o anúncio unilateral de novas tarifas de importação pela Casa Branca para seus parceiros comerciais com efeito a partir de 01 de agosto.
Variações | No dia: +1,04% | Na semana: +1,04% | No mês: +0,84% | No ano: -11,28% | Em 12 meses: +0,07% |
Casa Branca volta a aumentar unilateralmente as tarifas de importação de parceiros comerciais
Tarifas de importação por data de anúncio.

Fonte: Casa Branca. Elaboração: StoneX.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o aumento abrupto das tarifas de importação de produtos do Japão, Coreia do Sul, Malásia, Cazaquistão, África do Sul, Laos e Myanmar.
Por que isso foi importante: O novo aumento das tarifas de importação resultou em maior aversão global a riscos e fortalecimento generalizado da moeda americana, o que prejudicou o desempenho de moedas de economias emergentes, como o real.
Panorama: Com o encerramento do prazo para a redução temporária das tarifas, em 09 de julho, as autoridades econômicas americanas afirmaram que voltariam a notificar unilateralmente todas as nações sobre novas alíquotas que entrarão em vigor em 01 de agosto.
- Hoje, Trump postou em rede social cartas direcionadas aos líderes dos sete primeiros países, alertando que essas alíquotas podem ser modificadas a qualquer momento e que serão novamente elevadas em caso de retaliação.
- O anúncio voltou a elevar a percepção de riscos entre investidores e os receios de impactos prejudiciais das tarifas à economia americana.
- Neste fim de semana, Trump também ameaçou impor uma tarifa adicional de 10% a países alinhados às “políticas antiamericanas do BRICS”.
- Nas últimas semanas, investidores se mostravam mais otimistas em relação à política comercial americana mesmo diante de diretrizes confusas e de uma aplicação inconsistente e imprevisível das tarifas de importação.
Contexto: A Casa Branca provocou uma onda de pessimismo e aversão ao risco com a aplicação de um “choque tarifário” em 02 de abril, supostamente para fins de “reciprocidade”.
- Uma semana depois, em 09 de abril, o governo dos EUA recuou, reduzindo temporariamente quase todas as tarifas de importação a 10% por 90 dias, prazo que se encerra nesta quarta (09).
- As exceções ficam por conta da China, cuja alíquota permanecerá reduzida a 30% até 12 de agosto, e dos produtos da cadeia do aço e do alumínio, cuja alíquota foi elevada a 50% em 03 de junho.
- Na prática, as autoridades econômicas dos EUA estão sinalizando que as tarifas reduzidas vão ser estendidas até o final de julho.
Ritmo lento: À época, Trump prometeu “90 acordos comerciais em 90 dias”.
- Porém, somente dois entendimentos mais formais foram alcançados: com o Reino Unido e com o Vietnã, além de um “consenso” com a China para manter o comércio bilateral durante a trégua de 90 dias.
- Apenas o entendimento com o Reino Unido teve seus termos publicados.
- O avanço escasso em acordos comerciais era amplamente antecipado, visto que estes habitualmente demoram anos para serem formalizados por abrangerem uma enorme diversidade de produtos e muitos pontos de interesse para as nações.

Fonte: StoneX cmdtyView. Elaboração: StoneX.

