Câmbio fecha a quinta em queda, refletindo dados aquecidos para varejo americano e otimismo em relação às tarifas no Brasil
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,5477 (-0,2%)
▲ Dollar Index (DXY): ~98,6 pontos (+0,3%)
Em novo dia de forte volatilidade, o mercado de divisas repercutiu o crescimento mais forte que o esperado das vendas do varejo americano, bem como movimentações do governo brasileiro para amenizar as tensões comerciais com os EUA.
Variações | No dia: -0,24% | Na semana: -0,01% | No mês: +2,07% | No ano: -10,20% | Em 12 meses: +1,14% |
Vendas no varejo dos Estados Unidos surpreendem positivamente em junho
As vendas no varejo americano de junho cresceram acima do esperado, sugerindo que a economia do país segue se expandindo.
Por que isso foi importante: A ausência de impactos mais sensíveis das tarifas de importação americanas sobre o crescimento econômico diminuiu as preocupações de uma possível desaceleração e impulsionou ganhos amplos do dólar.
Em detalhes: as vendas do varejo americano cresceram 0,6% em junho, acima da estimativa mediana de 0,1% e da retração de 0,9% observada em maio.
- O chamado grupo de controle do indicador, que exclui os componentes mais voláteis de automóveis, combustíveis, materiais de construção, materiais de escritório e fumo, cresceu 0,5% em junho, acima da estimativa mediana de 0,3% e da alta de 0,2 % de maio.
Panorama geral: O resultado mais robusto do varejo contribui para dissipar preocupações sobre uma eventual perda acelerada de dinamismo no consumo das famílias, que poderia refletir uma deterioração da confiança em meio ao ambiente de maior incerteza comercial.
- O indicador ganha relevância adicional por refletir diretamente o comportamento do mercado consumidor, que tem sido, nos últimos anos, um dos principais motores do crescimento econômico nos Estados Unidos.
- Os dados se somam a outros indicadores recentes, como inflação, mercado de trabalho e atividade econômica, que, até o momento, têm mostrado impactos limitados após o choque tarifário promovido pela Casa Branca em abril.
- Esse conjunto de evidências tende a fortalecer o otimismo entre os agentes de mercado, que passam gradualmente a considerar a possibilidade de que os efeitos negativos das medidas comerciais sejam menos intensos ou mais diluídos do que inicialmente estimado.
Real se fortalece frente ao dólar, na contramão do movimento externo
Em um dia de fortalecimento global do dólar, o real se valorizou frente à moeda americana e apresentou um dos melhores desempenhos da sessão.
Panorama: Apesar de abrir a sessão em forte alta, a taxa de câmbio do real foi pouco a pouco devolvendo suas perdas até passar para queda no final da tarde.
- Os ganhos do real não tiveram uma razão clara e bem-definida.
- Entre as hipóteses para esse fortalecimento estão movimentos de realização de lucros após as desvalorizações recentes, a alta dos preços internacionais do petróleo e esforços do governo brasileiro para amenizar as tensões comerciais com os Estados Unidos.
- Em entrevista pela manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que o governo brasileiro faça uma força-tarefa para resolver pontos de discordância na negociação tarifária com os EUA.
- Já o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deseja conversar com Donald Trump, porém que ainda não houve oportunidade.

Fonte: StoneX cmdtyView. Elaboração: StoneX.

