Câmbio fecha a terça em estabilidade, refletindo sessão de poucos eventos
= Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,5673 (0,0%)
▼ Dollar Index (DXY): ~97,3 pontos (-0,5%)
Em dia de agenda vazia, o mercado de divisas repercutiu o movimento de recuo global do dólar, com investidores atentos ao noticiário envolvendo as tensões comerciais entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais, conforme se aproxima o início da cobrança das novas tarifas anunciadas pela Casa Branca.
Variações do dólar comercial | No dia: +0,04% | Na semana: -0,37% | No mês: +2,43% | No ano: -9,88% | Em 12 meses: -0,02%
Dólar recua globalmente, mas real segue pressionado por cautela fiscal e comercial
A moeda americana registrou perdas frente à maioria das moedas mais líquidas, com investidores acompanhando novos desenvolvimentos às vésperas do prazo de 1º de agosto, data marcada para a entrada em vigor das novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.
- Apesar do movimento global de desvalorização do dólar, o real teve um dos desempenhos mais fracos da sessão. O resultado deve ter refletido, em parte, a cautela dos investidores diante da possibilidade de novas sanções ou elevações tarifárias por parte do governo de Donald Trump, especialmente contra o Brasil, país que recebeu a alíquota mais elevada até o momento.
- A expectativa pela divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias também pode ter contribuído para limitar a demanda pela moeda brasileira, refletindo a sensibilidade ao cenário fiscal doméstico.
Panorama geral: A proximidade da data para implementação das novas tarifas tem mantido elevada a volatilidade no mercado cambial internacional, com penalizações recorrentes ao dólar em meio à incerteza sobre a condução comercial por parte da Casa Branca.
- Nesta manhã, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que se reunirá com autoridades chinesas na próxima semana, com expectativa de discutir a prorrogação do prazo para um eventual acordo, atualmente com data limite no dia 12 de agosto.
- Ontem, Bessent também destacou que a preocupação do governo americano está centrada na qualidade dos acordos comerciais, e não em seu prazo de conclusão, o que reforçou a leitura de que Washington pode considerar flexibilizações ou adiamentos nas tarifas anunciadas.
Cenário doméstico: O impasse entre Brasil e EUA permanece sem sinais claros de avanço. Nesta manhã, investidores repercutiram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de classificar as novas declarações do ex-presidente Jair Bolsonaro como violação das medidas cautelares. Tal decisão, por sua vez, pode ter gerado maior sentimento de apreensão com relação às tensões comerciais com os EUA, tendo em vista que Bolsonaro segue no centro das tensões diplomáticas entre os dois países.
- Além disso, já no final do pregão, o Ministério do Planejamento e Orçamento tornou público o Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, documento de alta sensibilidade ao mercado por detalhar a execução orçamentária federal. Apesar de sua relevância, a divulgação não provocou variação significativa no real, embora possa ter reforçado o clima de cautela entre os investidores ao longo da sessão.

Fonte: StoneX cmdtyView. Elaboração: StoneX.

