Câmbio fecha segunda em alta, refletindo avanço global do dólar após acordo entre EUA e UE
▲ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,5925 (+0,5%)
▲ Dollar Index (DXY): ~98,7 pontos (+1,0%)
O mercado de divisas repercutiu o fortalecimento generalizado da moeda americana após Estados Unidos e União Europeia anunciarem um acordo comercial no fim de semana.
Variações do dólar comercial | No dia: +0,54% | Na semana: +0,54% | No mês: +2,90% | No ano: -9,47% | Em 12 meses: -0,59% |
EUA e UE chegam a acordo comercial
No final de semana, Estados Unidos e União Europeia anunciaram um acordo comercial que prevê a aplicação de tarifas de importação de 15% pelos EUA a partir de 01 de agosto.
Por que isso foi importante: O acordo representa uma vitória da Casa Branca ao elevar a tarifa de importação sobre um de seus maiores parceiros comerciais e ainda obter algumas concessões por parte dos europeus. Isto, por sua vez, favoreceu o desempenho global do dólar.
Detalhes: Com o acordo, a maior parte das exportações europeias para os EUA serão taxadas em 15%.
- Adicionalmente, a UE se comprometeu a comprar US$ 750 bilhões em produtos energéticos americanos e a investir mais US$ 600 bilhões no país.
- O bloco europeu também vai facilitar o acesso de produtores americanos ao seu mercado de equipamentos militares.
Alguns desentendimentos: O presidente americano, Donald Trump, disse que a tarifa de 15% não inclui o setor farmacêutico nem o de metais como aço e alumínio, sugerindo que as tarifas setoriais sobre esses segmentos se somarão à alíquota básica.
- Já a líder europeia, Ursula Von der Leyen, disse que tarifas setoriais não se somariam à alíquota de 15%, inclusive para medicamentos, chips e automóveis. Já as tarifas sobre metais “serão reduzidas e um sistema de cotas será implementado”, disse ela.
Negociações ainda continuam: Este acordo, assim como os demais anunciados até aqui (Reino Unido, Japão, Vietnã, Filipinas e Indonésia), representa um entendimento formal de pontos de consenso enquanto as negociações por um verdadeiro acordo comercial continuam.
- Embora exista o risco de as conversas chegarem a um impasse e este entendimento ser anulado, ele ainda representa um avanço nas negociações comerciais, aumenta a previsibilidade e diminui as chances de um “conflito tarifário”.
Endurecimento da postura: Em todos os entendimentos anunciados até aqui, os países concordaram com pesadas tarifas sobre a maior parte de seus produtos: 10% para o Reino Unido, 15% para o Japão e União Europeia, 19% para Filipinas e Indonésia e 20% para o Vietnã.
- Isso mostra que a Casa Branca realmente pretende aumentar pesadamente suas barreiras comerciais, o que aumenta os receios de uma “estagflação” dos Estados Unidos, isto é, desaceleração do crescimento junto com um aumento das pressões inflacionárias.
- Hoje, Trump afirmou que aplicará uma tarifa de importação entre 15% e 20% para os mais de 150 países para os quais a Casa Branca ainda não anunciou as alíquotas válidas a partir de 01 de agosto.

Fonte: StoneX cmdtyView. Elaboração: StoneX.

