Câmbio termina a terça em baixa, refletindo a possibilidade de avanço nas negociações entre Brasil e EUA
▼ Taxa de câmbio (USDBRL): R$ 5,5689 (-0,4%)
▲ Dollar Index (DXY): ~98,9 pontos (+0,3%)
O mercado de divisas repercutiu um ambiente de maior otimismo entre investidores quanto à possibilidade de avanço nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmar que os EUA estariam abertos a discutir a aplicação de tarifas de importação.
Variações do dólar comercial | No dia: -0,42% | Na semana: +0,12% | No mês: +2,46% | No ano: -9,86% | Em 12 meses: -1,01% |
Sinais de abrandamento da postura comercial americana impulsiona moedas emergentes
A sinalização do governo americano de que isentaria alimentos de suas tarifas de importação e o otimismo de que o governo brasileiro avance em uma negociação comercial com a Casa Branca impulsionou o desempenho de moedas de economias emergentes, dentre elas o real.
Por que isso foi importante: Estes eventos podem diminuir o impacto das tarifas de importação americanas sobre economias emergentes, melhorando a perspectiva para exportações e atividade produtiva nesses países.
Isenção para recursos naturais: O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou a repórteres que produtos que não são cultivados no país, como café, cacau e frutas tropicais, poderão ser isentos das tarifas de importação prometidas pela Casa Branca para esta sexta-feira (01).
- Porém, a fala não especifica quais produtos e quais países poderiam ser isentos.
Extensão com a China: Contribuiu com o otimismo de investidores para as perspectivas de economias emergentes, também, a notícia de que autoridades chinesas e americanas concordaram com uma extensão de 90 dias na redução temporária das tarifas de importação aplicadas por ambas.
- Essa extensão ainda depende da aprovação dos líderes dos dois países, mas as autoridades sinalizaram que ambos devem aprovar.
- Essa redução temporária se encerraria em 12 de agosto.
Otimismo com o Brasil: A poucos dias da efetivação da pesada tarifa de importação de 50% sobre produtos brasileiros, o Palácio do Planalto tem intensificado seus esforços para abrir canais de negociação com a Casa Branca.
- Pela manhã, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou a repórteres que tem mantido contato frequente com o secretário do Comércio americano, Howard Lutnick, e com o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent.
- Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que “o Brasil nunca abandonou a mesa de negociação. Eu acredito que, nesta semana, já há algum sinal de interesse em conversar”.
- Adicionalmente, reportagens de mídia especializada afirmam que o governo brasileiro pediu aos Estados Unidos para excluir os setores de alimentos e a Embraer da tarifa de 50% sobre produtos brasileiros.

Fonte: StoneX cmdtyView. Elaboração: StoneX.

