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Grãos | Chamada de Abertura

By: Ana Luiza Lodi, Market Intelligence Specialist

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Mercado Externo: Argentina concede dinamismo às operações

Os índices acionários norte-americanos registraram novo recorde ontem, impulsionados principalmente pelo desempenho das ações de tecnologia após o anúncio de que a Nvidia investirá US$ 100 bilhões na construção de datacenters em parceria com a OpenAI. Hoje, a atenção do mercado se volta às declarações do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, após manifestações divergentes de outras autoridades do banco central norte-americano.

Na Ásia, os mercados operaram próximos da estabilidade. O feriado no Japão reduziu a liquidez na região, enquanto na China as bolsas encerraram em leve queda, refletindo fundamentos domésticos mais frágeis, tendência observada já há algum tempo.

Na Europa, os índices acompanham o movimento positivo vindo dos Estados Unidos. Entretanto, o cenário geopolítico permanece em foco, com a intensificação dos conflitos no leste europeu. A Rússia tem realizado sobrevoos com drones em territórios de países membros da OTAN, aumentando a tensão na região e entregando suporte para o petróleo em função da elevação do prêmio de risco na região.

No Brasil, os investidores monitoram a ata do Copom e o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembleia da ONU. Ontem, foram anunciados novos alvos brasileiros de sanções no âmbito da Lei Magnitsky. Até o momento, as medidas têm se concentrado em indivíduos, com impacto limitado sobre empresas e produtos. Ainda assim, o mercado permanece cauteloso diante da expectativa de novos anúncios do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, nesta terça-feira.

Na Argentina, o noticiário segue movimentado após a suspensão temporária dos impostos de exportação sobre produtos agrícolas. Além disso, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou que o Tesouro americano está “pronto para fazer o que for necessário para apoiar a Argentina”, o que deu sustentação aos ativos locais e fortaleceu o peso.

Soja em baixa

A soja segue despencando.

A Argentina anunciou ontem (22) que zeraria os impostos de exportação sobre os produtos agrícolas, inclusive dos grãos, como a soja, milho e trigo. Essa determinação faz com que a soja argentina fique 25% mais barata aos compradores mundiais, o que aumentou consideravelmente a competitividade do grão.

A China realizou, após o comunicado, compras de grandes quantidades da soja argentina na noite de ontem.

Com os estoques nacionais e as compras junto à Argentina, a China deve ter suprimento necessário de soja até que a safra brasileira, que está sendo plantada agora, seja colhida no início do ano que vem. Assume-se, desta maneira, uma maior independência chinesa para com o grão estadunidense. A soja de Chicago deverá ser pressionada, e há uma preocupação e pessimismo bastante significativo dos produtores quanto a essa tendência baixista.

O monitoramento de safras do USDA apontou que houve um recuo de 2% na área de soja em boa/excelente condição, o que pode ser considerado um estímulo altista, ainda que a dinâmica de queda tenda a continuar. Apesar do recuo, o índice ainda está 3% acima da média dos últimos anos. A colheita da safra caminha bem, e ocorre de maneira semelhante à média dos últimos anos. Nesta semana, tem-se que 9% da soja já foi colhida, em comparação aos 5% da semana passada.

Milho em alta

O milho encerrou o pregão noturno desta terça-feira em alta.

Ainda que a Argentina tenha retirado as taxações sob a exportação do milho e essa estratégia possua fortes estímulos baixistas para o grão, observou-se uma alta. As exportações norte-americanas estão bastante aquecidas, como revelou o relatório de vendas de exportação do USDA na última quinta-feira e ainda são absorvidos efeitos de suporte aos preços, recuperando-se ligeiramente após as perdas que ocorreram após a determinação do governo argentino.

O consumo global aquecido e estimativas de menores estoques para a safra 2025/2026 também contribuem positivamente aos futuros. O mercado estará atento para o nível de comercialização do milho Chicago, que deve encontrar dificuldades mediante à ampliação da competitividade associada à Argentina.

O progresso da safra, apesar das recentes incertezas climáticas que impactaram negativamente aos preços, ocorre em conformidade com a média dos últimos anos. 11% da colheita já tinha sido realizada até o dia 21, em comparação aos 7% da semana anterior. Quanto à condição da safra, houve uma diminuição de 1% da área de milho em condição boa/excelente, o que pode significar em uma pequena redução nas estimativas de produtividades e proporcionar alguns estímulos altistas aos futuros.

Trigo em alta

Os futuros encerram as operações deste pregão noturno em alta.

O mercado opera em ajustes técnicos enquanto os efeitos da determinação argentina ainda estão sendo absorvidos.

A tendência, apesar da alta do último pregão, continua sendo de queda, dada a alta oferta global do grão, estimativas de grandes safras, sobretudo a produção russa, e a alta competitividade de preços internacionais, potencializada agora para zeragem dos impostos de exportação de produtos agrícolas na Argentina, que possui 8 toneladas de trigo em estoque para ser comercializado.

Nos EUA, o Trigo de Inverno avançou no plantio, que alcançou 20% (9 p.p. a mais do que o observado na semana passada). Os trabalhos de campo estão levemente abaixo da média dos últimos anos para esse momento de desenvolvimento da safra (23%).

O Trigo de Primavera está com a colheita quase finalizada, em 96% (2% de avanço em comparação à semana anterior). A área de trigo em boa/excelente condição teve um recuo percentual de 1 ponto.

   

image 119921Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

image 119922

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

image 119923

Fonte: **Estimativas StoneX.
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5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

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4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

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Comentários de Encerramento de Mercado

Comentários sobre o fechamento dos mercados de grãos e oleaginosas para o dia 03/08/2026.

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