
Mercado Externo: Olhares atentos à guerra comercial
Os principais índices acionários norte-americanos terminaram a sexta-feira (10) em queda após as tensões comerciais entre China e EUA voltarem à tona. A gênese dos novos entraves foi a decisão da nação asiática em limitar as exportações de recursos associados às terras-raras, que são essenciais para a produção no setor tecnológico e de inteligências artificiais. A China é o maior exportador global desses produtos. Dessa forma, a limitação das exportações chinesas é visto pelas autoridades americanas como uma grave ameaça à segurança nacional e ao desenvolvimento do setor de tecnologia.
No domingo (12), entretanto, Trump discursou em tom mais conciliador e recuou suas intenções de tributar os produtos chineses. Inclusive, deve ocorrer a reunião presencial junto a Xi Jinping na Coreia do Sul, que havia sido anteriormente cancelada. Assim, os mercados reagem em recuperação leve e gradual nesta segunda-feira (13). Os ativos financeiros nos Estados Unidos operam em alta nesta manhã.
A paralisação do governo americano segue em vigor, e, perto de completar duas semanas, as suspensões de divulgações de relatórios relevantes seguem gerando incerteza e movimentando os mercados financeiros.
Na Ásia, as bolsas fecharam a segunda-feira no negativo mediante as recentes tensões comerciais internacionais. A China ressaltou que não possui medo das disputas comerciais para com os estadunidenses, o que mantém o alerta aos agentes acerca de novas escaladas nos entraves político-econômicos entre os países. Na Europa, entretanto, os mercados reagiram de maneira mais positiva às recentes declarações dos representantes, e os principais índices financeiros operam em alta neste momento.
O Ibovespa inicia esta segunda-feira em alta após recuos advindos dos estresses de sexta-feira. Paralelamente, o real esboça uma recuperação frente ao dólar após a divisa americana avançar sobre as moedas do globo no final da última semana.
Soja em alta
A soja esboçou uma recuperação nesta sessão após as perdas bastante significativas da última sexta-feira.
A retomada das tensões comerciais havia estimulado a queda dos futuros da soja em CBOT na última semana. As recentes atenuações nos discursos de Trump, todavia, possibilitaram respiros à precificação.
Ainda assim, a dinâmica contemplada pela soja americana é predominantemente baixista, uma vez que a China continua fora da pauta exportadora estadunidense e as colheitas estão avançando.
Milho estável
O milho acompanhou as perdas do complexo de soja na última sexta-feira e, nesta última sessão, permaneceu estável, com ligeiras perdas.
Dado o shutdown, as informações acerca das vendas de exportação do grão e as atualizações de safra estão comprometidas. Independentemente, sobre a ótica produtiva, a safra recorde e a expectativa de possíveis revisões para baixo nos números de demanda americana de milho são fatores de baixa para o mercado no curto-prazo. Além disso, o mercado de milho também repercute as perdas na soja frente à escalada de tensões
Trigo em baixa
O trigo encerrou esta sessão com novas perdas após a depreciação no mercado de grãos na última sexta-feira.
Ainda que as exportações norte-americanas para o grão estejam nos maiores patamares dos últimos 12 anos, a abundância da safra de primavera engrandeceu a relação estoque/uso para o país. Portanto, o comportamento para o trigo contempla aspectos majoritariamente baixistas.
Sob a ótica global, sabe-se de ampla oferta e dos altos níveis de competitividade do grão, o que faz com que os futuros estejam corriqueiramente pressionados.
Chuvas nas planícies norte-americanas, sobretudo na região noroeste, devem favorecer o desenvolvimento da cultura de inverno, o que pode contribuir para maiores rendimentos da safra.
Os destaques se dão também à safra argentina, que demonstra boa evolução.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

Fonte: **Estimativas StoneX.