
Mercado Externo: Nova primeira-ministra do Japão movimenta segmento cambial
Os principais índices acionários fecharam em alta nesta segunda-feira (20). As preocupações referentes a uma possível crise de crédito diminuíram um pouco, ainda que o fim das ameaças não seja consensual entre os agentes. Hoje, mercados estadunidenses operam em estabilidade, contemplando leves perdas, enquanto esperam a divulgação de balancetes de grandes empresas, como a Coca-Cola e a Netflix.
O shutdown chega ao vigésimo primeiro dia. Ainda não há consenso no congresso acerca da questão orçamentária e agentes seguem “no escuro” sem a divulgação de relatórios públicos relevantes, como as vendas de exportação e o WASDE.
O mercado segue observando o desenrolar do conflito comercial entre China e EUA. A situação de hoje é a mesma de ontem, uma vez que as tensões continuam momentaneamente um pouco aliviadas. O encontro entre Donald Trump e Xi Jinping deve ocorrer ao final do mês, na Coreia do Sul.
As bolsas asiáticas encerraram as operações desta terça-feira em alta. O destaque vai para o Japão, que teve Sanae Takaichi oficialmente eleita primeira-ministra do país. É a primeira mulher a ocupar o cargo na história do país. Takaichi possui, conforme as interpretações do mercado, um perfil expansionista na pauta econômica, e, desta maneira, o iene opera em queda hoje.
A China divulgou números de desaceleração econômica ontem, que eram esperados pelo mercado. Ainda que a economia chinesa mostre resiliência em meio ao contexto de guerra comercial, o governo chinês buscar por estratégias para aquecê-la ainda mais. Investimentos em novas indústrias e substituições de importações são algumas medidas que poderão potencializar o segmento produtivo-industrial. Alguns pacotes de subsídios também devem ser anunciados para fortalecer o consumo doméstico, que aumentou proporcionalmente no último trimestre no cálculo do Produto Interno Bruto.
Na Europa, mercados operam de maneira mista e aguardam novidades na conjuntura macroeconômica e política global.
Sob a ótica cambial, percebeu-se uma nova valorização do real frente ao dólar nesta segunda-feira mediante aos alívios das tensões comerciais entre China e EUA. Hoje, em dia de agenda pouco movimentada, a dinâmica cambial deve refletir a percepção do mercado em relação à vitória de Sanae Takaichi, de perfil expansionista, no Japão.
Soja em alta
A soja ampliou as altas recentes nesta última sessão noturno, ainda que de maneira menos intensa em comparação aos ganhos dos últimos dias.
Os futuros do grão em Chicago apresentam uma crescente significativa desde que as tensões entre a China e os Estados Unidos foram aliviadas. O otimismo dos discursos de Trump foi repassado ao mercado à medida que o representante norte-americano acredita em avanços nas tratativas relativas à soja para com a nação asiática.
Ainda assim, estímulos baixistas continuam estruturados no mercado, uma vez que a China continua fora da pauta exportadora estadunidense.
O USDA reportou nesta segunda-feira as inspeções de exportação de soja referentes à semana passada. Notou-se que, conforme as estimativas, houve um aumento significativo em relação à semana anterior, de 45%. A elevação nas exportações pode ter contribuído para os ganhos intradiários da soja, uma vez que este é um estímulo altista aos preços.
Milho em baixa
A precificação do milho em Chicago sofreu recuos neste pregão noturno após 5 dias consecutivos de ganhos diários.
As altas recentes para o milho estavam se desacelerando nos últimos 3 dias, uma vez que há estímulos baixistas pesando nos futuros. Primeiramente, o clima seco no Meio-Oeste estadunidense deve ter contribuído para a aceleração da colheita. Em paralelo, as expectativas para a safra 25/26 são bastante significativas e projetam rendimentos robustos.
Além do mais, a grande fonte de suporte dos preços vem sendo as exportações norte-americanas para o milho, que se encontram bastante aquecidas. Entretanto, as últimas remessas semanais têm diminuído nos períodos mais recentes, o que pode contribuir para a limitação de altas mais acentuadas, ainda que seja um fator essencialmente de suporte.
Trigo em baixa
A precificação do trigo em Chicago sofreu um recuo nesta sessão após a estabilidade dos últimos dias.
A dinâmica para o grão norte-americano, que é um dos mais baratos do mundo no momento, é predominantemente baixista dada a ampla oferta global e os altos níveis de competitividade.
As exportações continuam em bom nível, conforme as inspeções semanais do USDA. Sob esse aspecto, os futuros podem encontrar certo suporte e as eventuais quedas podem ser ligeiramente limitadas pela ótica da demanda.
Nos últimos dias as condições climáticas nas regiões produtoras foram de seca. Entretanto, nos próximos dias são esperadas algumas chuvas no Meio-Sul, o que pode contribuir para o desenvolvimento da cultura de inverno.
Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

Fonte: **Estimativas StoneX.