
Mercado Externo: Dia de alta para a esfera financeira mundial
Os principais índices norte-americanos iniciam a sexta-feira em alta, à medida que os dados de inflação — que vieram abaixo das expectativas — animaram o mercado. Uma inflação mais controlada permitirá uma abordagem mais focada no mercado de trabalho por parte do FOMC na próxima reunião de política monetária nos EUA. Dessa forma, as apostas em cortes de juros se fortalecem.
No Brasil, as assinaturas para o acordo entre o Mercosul e a União Europeia foram adiadas para janeiro, o que prolonga a espera pelo pacote de medidas que visa facilitar o comércio entre os dois blocos econômicos. França e Itália seguem fazendo jogo duro enquanto a Alemanha pressiona pela assinatura do acordo. Fato é que as perspectivas de um acordo comercial entre os blocos aparecem, hoje, mais distante do que no início do mês.
No conflito do Mar Negro, a Europa aprovou um empréstimo de 90 bilhões de euros para manter o funcionamento da máquina militar ucraniana, reforçando o papel do país na guerra contra a Rússia. Os países se mantêm reticentes a um acordo de paz que agrade ambas as partes, mas a Casa Branca segue pressionando para a resolução do conflito com a cessão de territórios no leste da Ucrânia para o seu país vizinho.
Na Europa, as bolsas operam em alta, absorvendo os estímulos da decisão expansionista do Banco Central inglês. Além disso, os mercados europeus receberam com bons olhos as projeções de crescimento econômico de até 1,4% em 2025 e 1,2% em 2026, feitas pelo Banco Central Europeu. Por fim, o debate em torno do orçamento de 2026 na França envolve divergências político-ideológicas significativas, sendo um ponto de atenção para eventuais volatilidades nas bolsas europeias nos próximos períodos.
Na Ásia, os mercados encerraram em alta, mesmo após o Banco Central do Japão decidir elevar a taxa de juros em 25 pontos-base, para 0,75%, o maior patamar dos últimos 30 anos. Essa decisão sugere estímulos baixistas às ações japonesas, devido ao aumento da atratividade dos ativos de renda fixa. Em contrapartida, a elevação das taxas promove o fortalecimento do iene.
Soja em baixa
A soja ampliou as perdas na sessão, após registrar a sexta baixa consecutiva nesta quinta-feira.
Os estímulos permanecem predominantemente baixistas, à medida que o ritmo das exportações norte-americanas segue lento, sobretudo pela tímida atuação chinesa na ponta compradora. O país asiático já comprou aproximadamente 7 milhões de toneladas das 12 prometidas por autoridades americanas após o acordo entre os países. Enquanto não houver novos direcionamentos, a tendência é que os futuros em Chicago continuem absorvendo essa pressão.
Soma-se a isso o fato da safra brasileira estar apresentando um bom desenvolvimento, o que significa que veremos um primeiro semestre de 2026 com a soja brasileira muito mais atrativa em relação a outras origens.
Os futuros de janeiro/26 encerraram as operações em US¢1051/bu.
Milho em baixa
O milho se recuou no pregão à medida que ajustes técnicos devolveram ligeiramente os ganhos dos últimos dois dias.
A commodity acompanha a soja nas perdas matinais. Ainda assim, o milho vem encontrando suporte através da ótica da demanda e, sobretudo, do aquecimento das exportações norte-americanas. Diferentemente da oleaginosa, o grão continua oscilando em torno das margens mais altas do semestre.
Os futuros de março/26 encerraram as operações em US¢444.25/bu.
Trigo estável
O trigo permaneceu estável no pregão após um ajuste técnico na sessão diurna de quinta-feira.
A dinâmica do mercado permanece amplamente baixista, devido à pressão advinda da oferta e das negociações entre Ucrânia e Rússia.
Os futuros de março/26 encerraram as operações em US¢508/bu.

Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

Fonte: **Estimativas StoneX.