
Mercado Externo Misto: Bolsas ensaiam alguma recuperação após pessimismo de ontem
A terça-feira (dia 02) foi um dia de nervosismo nos mercados financeiros internacionais, com alta do dólar Index, recuo do euro e quedas acionárias nos EUA e na Europa, diante das preocupações com a situação fiscal da França e do Reino Unido. Os títulos locais registraram forte alta dos rendimentos, com os papéis do Reino Unido no maior nível desde 1998.
Nesta quarta-feira (dia 03), a maior parte das bolsas da Ásia também encerrou o dia no vermelho. Destaque para a queda do Nikkei japonês, em meio aos pedidos de renúncia do primeiro-ministro do país, após a derrota eleitoral de seu partido em eleições recentes. Além disso, os investidores monitoram a situação do Fed nos EUA, com Donald Trump continuando os ataques relacionados à pressão por cortes nos juros. A possibilidade de perda de independência da instituição preocupa, podendo se refletir no comportamento da inflação do país.
Já os mercados europeus operam, em sua maioria, em alta nesta quarta-feira (dia 03), numa correção, após os sentimentos negativo que predominou entre os agentes ontem.
No Brasil, o dólar à vista começou o dia em baixa, acompanhando o julgamento de Jair Bolsonaro, e no aguardo de dados do mercado de trabalho dos EUA. O dólar no exterior também perdia força, num movimento de correção, após o estresse de ontem. Já o Ibovespa Futuro começou o dia em queda, acompanhando o julgamento e com preocupações quanto a uma possível intensificação das sanções e das tarifas aplicadas pelos EUA ao Brasil.
Soja em baixa
A soja terminou o pregão noturno desta quarta-feira (dia 03) em Chicago em baixa, com a falta de algum tipo de acordo entre China e EUA, que contemple o mercado de soja. Por enquanto, a China não comprou soja norte-americana da safra 25/26, com a colheita se aproximando.
Houve redução das condições boas/excelente da safra do país, para 65%, mesmo nível do ano passado e ainda acima da média de cinco anos, o que não deve significar maiores cortes na expectativa para a produção. Estados que são grandes produtores, como Iowa e Illinois, continuam mostrando condições excelentes.
Milho em baixa
O milho também encerrou em baixa, após ter subido no início do pregão, com as exportações fortes dos EUA e a queda do percentual bom/excelente das lavouras do país configurando fatores de suporte.
Mesmo com o recuo das lavouras classificas em bom/excelente, passando de 71% para 69%, segundo o USDA, as expectativas são de colheita de uma safra recorde, destacando boas produtividades e crescimento de área. Há expectativas de que o USDA possa cortar sua estimativa para o milho do país no relatório da semana que vem, mas a colheita ainda deve configurar um recorde.
Trigo em baixa
O trigo é continua pressionado pelas boas perspectivas para a safra do cereal, com o avanço da colheita no hemisfério norte. Boas chuvas na Austrália alimentam as possibilidades de uma colheita muito favorável no país. A situação positiva na Rússia também reforça as perspectivas para a produção e as exportações do país, aumentando a competição com o trigo dos EUA, apesar das exportações norte-americanas estarem apresentando bom desempenho.

Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro.

Fonte: CommodityNetwork Traders-Pro em relação ao fechamento do dia anterior.

Fonte: **Estimativas StoneX.