
Fechamento de Câmbio
Real se recupera após Copom deixar os próximos em aberto

- Moedas
O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente. Faça seu download. →
By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

Dólar comercial (US$/R$) e Dollar Index (pontos)

Brasil: Histórico e expectativa mediana para a taxa de juros – boletim Focus de 24 de outubro de 2025

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deve manter inalterada a taxa básica de juros (Selic) na reunião da próxima quarta-feira (5), preservando-a em 15,00% ao ano.
Por que isso é importante: A perspectiva de que a Selic permanecerá em patamar elevado por um prazo prolongado tende a elevar as projeções de retorno dos títulos públicos brasileiros.
Panorama: Caso confirmada, esta será a terceira reunião consecutiva em que o Copom mantém a Selic inalterada, mantendo as condições financeiras em território restritivo.
Monitoramento da economia: Com o BC em compasso de espera, os indicadores econômicos continuam sendo determinantes para as apostas para a trajetória dos juros no país.
Na próxima semana, o foco da atenção dos investidores deve recair sobre a divulgação dos Índices Gerente de Compras (PMI) de manufatura e de serviços de outubro dos EUA, divulgados pelo instituto ISM.
Por que isso é importante: Os PMIs devem sugerir resiliência da atividade produtiva e aceleração nos componentes de preços, reforçando a percepção de que a economia segue mais vigorosa que o antecipado.
Expectativa para os dados: A mediana das projeções de analistas aponta que o PMI industrial deve passar de 49,1 pontos em setembro para 49,2 pontos em outubro, enquanto o PMI de serviços deve avançar de 50,0 para 51,0 pontos no mesmo período.
“Apagão” de dados: As divulgações dos PMIs ganham maior importância em meio à paralisação do governo americano, que suspendeu a divulgação de dados oficiais e aumentou a relevância de indicadores privados e regionais na avaliação da conjuntura econômica.
EUA: Histórico e expectativa para a taxa de juros – atualizado em 31 de outubro de 2025

Após a decisão de juros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed) da semana passada, investidores antecipam um ritmo mais lento de queda nos juros americanos nos próximos meses.
Por que isso foi importante: A percepção de que os juros americanos cairão a um ritmo mais devagar impulsiona a rentabilidade dos títulos do Tesouro americano e favorece a atração de investimentos estrangeiros, fortalecendo o dólar globalmente.
Panorama: Na semana passada, assim como era largamente antecipado, o FOMC reduziu sua taxa básica de juros em 0,25 p.p., do intervalo entre 4,25% a 4,00% a.a. para a faixa entre 4,00% a.a. e 3,75% a.a.
Opiniões divergentes: Já na abertura da coletiva de imprensa, antes de abrir para perguntas de jornalistas, Powell afirmou que “nas discussões do Comitê nesta reunião, houve opiniões bastante divergentes sobre como proceder em dezembro. Uma nova redução na taxa básica de juros na reunião de dezembro está longe de ser garantida – longe disso. A política monetária não está em um curso predefinido”.
Mudança no balanço de riscos: Nesse sentido, apesar da ausência de dados oficiais, o presidente do Fed listou um conjunto de dados regionais e privados que sugerem que o mercado de trabalho parece estável ou que “não está claramente desacelerando rapidamente”, sugerindo que os riscos de enfraquecimento do mercado de trabalho parecem menores.
Apesar de Estados Unidos e China terem concordo em estender a “trégua” comercial entre os dois países por mais um ano, investidores temem que o acordo seja frágil e que as tensões comerciais possam voltar a escalar em breve.
Por que isso é importante: Investidores temem que as tensões comerciais elevadas entre as duas maiores economias do mundo possam provocar uma desaceleração mais acentuada do crescimento global, reduzindo o apetite por risco entre investidores e prejudicando o desempenho de ativos arriscados, como o real.
Panorama: Na quinta-feira passada (30), os presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping, se encontraram presencialmente pela primeira vez em quase seis anos e chegaram a um acordo para estender a trégua tarifária, flexibilizar controles de exportação e reduzir barreiras comerciais.
De volta ao passado: Na prática, o novo acordo apenas anula a maior parte das barreiras comerciais aplicadas ao longo do ano.
Na próxima quarta-feira (05), a Suprema Corte americana fará uma audiência para ouvir os argumentos em relação à legalidade da aplicação de tarifas “recíprocas” de importação pela Casa Branca.
Por que isso é importante: Caso a Suprema Corte americana decida que as tarifas “recíprocas” são ilegais, a insegurança sobre as políticas comerciais americanas pode aumentar, o que resultaria em maior aversão global a riscos e prejudicar o desempenho de ativos arriscados, como o real.
Panorama: No final de maio, um painel de três juízes da Corte Internacional de Comércio dos Estados Unidos decidiu que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, extrapolou os limites jurídicos de sua autoridade ao impor tarifas de importação por meio de declaração de Estado de Emergência pela IEEPA (International Emergency Economic Powers Act), uma lei de 1977.
Alternativas jurídicas: Caso a Suprema Corte reafirme a ilegalidade das “tarifas recíprocas”, é bastante provável que a Casa Branca irá buscar alternativas para aplicá-las.
Possíveis alternativas jurídicas para a implantação de tarifas nos EUA

TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.
É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.
© 2026 StoneX Group, Inc.
Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Real se recupera após Copom deixar os próximos em aberto


Câmbio deve refletir decisão do Copom


Dólar recua com expectativas por avanços no Oriente Médio, mas cenário eleitoral limita queda

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.
Confiança
Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.
Transparência
Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.
Especialização
Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.