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Relatório Semanal de Café

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Clima, logística e câmbio continuam ditando as cotações de café 
 
Fernando Maximiliano
Leonardo Rossetti
William Rutherford-Roberts
Alexis Rubinstein
Apesar do sentimento construtivo em meio a redução na oferta, a perspectiva da chegada das chuvas e a redução da estimativa no consumo de café pela ICO contribuíram para pressionar o mercado
 
Resumo 

•    Preços de café arábica recuaram 495 pontos (2,56%) em NY e Indicador Cepea recuou 0,68%, para R$ 1.074/saca
•    Robusta recua USD 11 (0,53%) em Londres, 500 VND/kg (1,25%) em Dak Lak, mas avança R$ 11,40/sc (1,57%) no Brasil
•    Clima seco no Brasil segue preocupando o mercado
•    Consenso do mercado que o balanço de O&D será negativo em 2021/22 
•    OIC apontando para redução substancial da produção em 2021/22
•    Relatório NOAA aumentou para 70-80% a probabilidade de ocorrência do La Niña
•    Colômbia sofre devido ao excesso de chuva
•    Escassez de contêineres na Ásia
•    Fundos de Índice ajudaram a pressionar preços em último relatório COT 
•    Com inflação e instabilidade política em foco, dólar se valoriza 1,4% na semana
•    Preços de café moído sobem 7,5% ao consumidor brasileiro em agosto
•    Com cenário político do radar, semana deve ter mercado cambial volátil 

 

Na última semana, os preços de café arábica recuaram 495 pontos (2,56%) em relação à sexta-feira anterior (03) para terminar o período a US₵ 188,05/lb para o contrato mais ativo (dezembro). A perspectiva da chegada das chuvas e a abertura da florada no café robusta contribuíram para pressionar as cotações de café na semana. A divulgação do último relatório da Organização Internacional do Café (OIC), que apontou para uma redução no consumo de café, também teve impacto negativo nos preços – tema será abortado em sessão específica neste relatório. Ademais, os preços de café reagiram à alta do dólar, como será abortado abaixo.
Intradia semanal (contrato mais ativo) - 06/09 a 10/09
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Fonte: Commodity Network Trader's Pro. Elaboração: StoneX.

Do ponto de vista fundamental, o sentimento do mercado continua construtivo, devido ao balaço negativo em 2021/22, aos problemas logísticos e aos fatores climáticos. Como foi comentado no último relatório, é um consenso que o balanço de O&D deverá ser negativo em 2021/22 – as estimativas para o balanço de oferta e demanda variam de -2,6 a -13 milhões de sacas. Com relação a logística, vários países estão enfrentando problemas para exportar o café, como o Peru, a Colômbia, o Brasil, Vietnã e Indonésia – não exista uma expectativa para solução destes problemas em um curto prazo. 

Já em relação ao clima, algumas regiões produtoras no Brasil receberam volumes substanciais de chuva, como a região das matas de Minas, São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Bahia e Rondônia. Alguns municípios da região sul de Minas, maior produtor nacional, receberam volumes entre 30 e 60 mm nos últimos 60 dias, porém volume ainda é inferior à média história principalmente mais ao norte da região, o que pode ser notado no mapa de anomalia de chuva. A região do cerrado segue com volumes bem abaixo da média história, com acumulados entre 5 e 20 mm nos últimos 60 dias. As chuvas observadas nas Matas de Minas e no sul do estado do Espírito Santo foram suficientes para iniciar o processo de floração das lavouras, sendo que estes volumes estão mais próximos da média histórica. A região norte do Espírito Santo não recebeu volumes satisfatórios de chuvas, mas os volumes observados associado a prática da irrigação, contribuíram para a abertura da florada do café robusta no estado. Ademais, o último modelo GFS tem apontado para um clima majoritariamente seco e quente em todo o cinturão cafeeiro no Brasil nos próximos 14 dias. 

% de precipitação dos últimos 60 dias em relação à média histórica
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Fonte: StoneX, com dados do NOAA/NCEP/EMC (GFS: Global Forecast System), 2021.

Na Colômbia, o volume excessivo de precipitações tem causado problemas – houve relatos de que as chuvas têm destruídos estrados e causado problemas para a produção no País. A situação na Colômbia pode piorar ainda mais, já que os modelos da agência Americana NOAA aumentaram para 70-80% a chance da ocorrência de La Niña no final deste ano e no início do próximo ano. A ocorrência do La Niña entre dezembro e fevereiro está associada ao um aumento no volume de chuvas na Colômbia, América Central e Ásia, o que pode gerar problemas logísticos, na produção e de qualidade. Importante ressaltar que a partir de setembro a Colômbia está no período de colheita da sua safra principal. Além disso, a partir de meados de novembro, países da América Central e Vietnã iniciarão seu período de colheita. 

Como foi abordado em outras edições deste relatório, os problemas logísticos causados pela pandemia da Covid-19 têm gerado atrasos nos embarques de café em vários países produtores. No Brasil, os dados preliminares de exportação, divulgado pela Secex, apontaram para uma redução de 10% nas exportações em agosto. Os dados do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) ainda não foi divulgado, mas devem apontar tendência indicada nos dados da Secex. Não existe um calendário oficial para a divulgação dos dados, mas os dados do Cecafé deverão ser divulgados no início desta semana.

Ainda nesta semana, teremos a divulgação do relatório da da Green Coffee Association (GCA), que traz os dados do volume de estoque de café nos portos americanos. Os estoques GCA é um importante indicador do mercado doméstico de café nos EUA. O último relatório GCA mostrou um incremento de 5% nos estoques entre junho e julho, porém o volume visto em julho ainda era 13,9% inferior ao visto em julho do ano anterior. 

No Brasil, o indicado CEPEA para a variedade arábica registrou um recuo de 0,68%, para fechar a semana cotado a R$ 1.073,90/saca. Por outro lado, o indicado CEPEA para o robusta apontou para um ganho de 1,57%, quando fechou cotado a R$ 735,73/saca. 

As cotações de café arábica com qualidade inferior avançaram em relação ao café arábica com padrões mais finos. De acordo com o consultor em gerenciamento de risco da StoneX Brasil, Raphael Morais, as exportadoras e tradings estão tendo menor atividade no mercado físico, tendo foco no recebimento de cafés futuros, devido as preocupações com relação aos problemas logísticos, que têm dificultado a exportação e as negociações no mercado internacional. Por outro lado, foi notado uma atividade mais intensa por parte da indústria nacional, que segue preocupada em meio a forte redução na oferta de café e a alta nos preços. 

Como resultado, a forte demanda da indústria pelos cafés arábicas inferiores e pela variedade robusta tem suportado os preços no mercado doméstico e contribuído para diminuir a diferença de preço entre os cafés arábicas inferiores e o café arábica de melhor qualidade. Raphael recorda que no mesmo período do ano passado, o café LG 600 1x1 (600 defeitos, com 1% impureza e 1% de fundo) era negociado em torno de R$ 350,00/saca, enquanto o café tipo 6 foi visto em torno de R$ 600,00/saca, com a diferença entre os padrões na casa de R$ 250,00/saca (-41,6%). Nos últimos dias, o mesmo padrão, LG 600 1x1, foi comercializado a R$ 950,00/saca, enquanto a tipo 6 foi visto em torno de R$ 1.080/saca, apontando para uma diferença de apenas R$ 130,00/saca (-12%). 

O último relatório Commitment of Traders (COT), divulgado pelo CFTC, informou que no período entre 31 e 7 de setembro, os fundos especulativos elevaram suas posições compras em futuros e opções de 49.839 na semana anterior para 52.419, com um avanço líquido de 2.691 em suas posições compradas, indo a 36.511. Um avanço como este, usualmente tende a atuar de forma altista para os preços, todavia, durante o período, as cotações do contrato mais líquido em Nova Iorque recuaram 195 pontos, encerrando o dia 7 de setembro cotado a US₵ 193,95. Para este movimento, podemos ver uma contribuição importante dos fundos de índice, que não acompanham necessariamente as tendências do mercado de café. Os fundos de índice diminuíram suas posições compradas em 3.514 e vendidas em 782 contratos, reduzindo sua posição liquidamente comprada em 2.732 contratos, para um total de 58.570.

OIC divulga avaliação final do balanço de 2020/21, apontando para redução substancial da produção em 2021/22

 

À medida que nos aproximamos do final do ano cafeeiro de outubro de 2020 a setembro de 2021, avaliações finais do balanço global são feitas. Algo típico para o mercado do café são as variações das previsões de produção e consumo, mas a opinião consensual é que o ano cafeeiro terminará com um superávit de oferta, conforme o ano de safra alta no Brasil e bons rendimentos de muitos dos outros produtores superam uma demanda estagnada impactada pela pandemia global de COVID-19. 
 
Mais recentemente, a Organização Internacional do Café (OIC) publicou seu relatório de agosto sobre o mercado de café, revisando as previsões de produção e consumo para o período.

Para a produção, a OIC aumentou ligeiramente sua estimativa em 0,02%, de 169,604 milhões previstos no mês passado para 169,644 milhões de sacas. O consumo foi revisto em menos de 0,3%, de 167,584 milhões para 167,011 milhões de sacas. No geral, espera-se que o ano cafeeiro de 2020/21 termine com 2,633 milhões de sacas de superávit. 

“Espera-se que a relação oferta/demanda seja mais apertada, pois prevê-se que a oferta total seja apenas 1,6% maior do que a demanda no ano cafeeiro de 2020/21, em comparação com 3,1% em 2019/20. Com a esperada redução substancial da produção do Brasil advinda das geadas recentes e problemas relacionados ao clima em muitos outros países exportadores, espera-se que a oferta total caia abaixo do consumo mundial”, observou a OIC em seu relatório.

Esta é, de longe, a previsão mais baixa de um excedente na indústria, com a CoffeeNetwork estimando um excedente entre 11 e 12,8 milhões, o USDA prevendo um excedente de 12,66 milhões e várias outras empresas apresentando um excedente que varia entre 4,5 e 10,5 milhões de sacas.

Embora o número de consumo da OIC esteja em linha com outras previsões, sua estimativa de produção é significativamente menor. A grande variação entre as previsões deriva de muitas questões do setor, incluindo a falta de transparência e os desafios que daí decorrem na elaboração precisa de relatórios sobre a produção. Para manter a consistência dos dados, a OIC converte os números de produção de uma base de ano-safra para uma base de campanha de comercialização, dependendo dos meses de colheita para cada país, o que poderia levar a algumas discrepâncias nas suas previsões em relação a outras.

Olhando para o futuro, o foco começará a mudar para o ano-safra global de 2021/22, com as primeiras estimativas já indicando deslocamento para um déficit global da oferta. Embora a OIC não tenha divulgado previsões para este período, a organização indicou que “uma redução substancial da produção mundial no ano cafeeiro de 2021/22 é esperada, uma vez que algumas origens importantes foram afetadas por choques relacionados ao clima.”

Robusta em queda após impulso acima de USD 2.100/t no início da semana passada
A última semana foi volátil para o complexo de robusta, com o contrato de novembro/21, mais ativo, fechando com queda de 0,5%, apesar de ter atingido máximas não vistas desde agosto de 2017 em torno de USD 2.130/t. O cenário fundamental que conduziu o mercado a um nível mais elevado ultimamente manteve-se firme no começo da semana passada, ajudando a empurrar o complexo a máximas de vários anos. A escassez de contêineres na Ásia, associada a receios relativos a bloqueios rigorosos no Vietnã, ajudou a elevar o complexo londrino a suas máximas, embora relatos sugiram que, apesar do lockdown atual, os impactos sobre os fluxos comerciais seriam mínimos devido à diminuição das reservas, que limitou novas vendas nas últimas semanas.

cotações do contrato mais ativo em londres nos últimos 6 meses
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Fonte: Bloomberg. Elaboração: StoneX.
Apesar das preocupações em torno das restrições, relatos sugerem que os produtores têm sido capazes de se movimentar livremente pelas fazendas, permitindo um tratamento adequado da próxima safra, enquanto as atividades portuárias também são normais, embora poucas. É provável que a preocupação com a interrupção logística tenha abrandado o movimento de alta. No entanto, a taxa de envio mais lenta, juntamente com uma oferta apertada diante da safra nova, continua a ser um fator de suporte. Do ponto de vista técnico, o contrato de novembro/21 atingiu um território de sobrecompra na terça-feira da semana passada, com essa instabilidade e a falha em manter ganhos na sessão seguinte tendo contribuído para a inversão acentuada da trajetória ocorrida na segunda metade da semana passada.

A partir do fechamento de terça-feira, o novembro/21 perdeu 2,4% durante o restante da semana. A inversão da tendência também resultou num estreitamento acentuado do spread novembro/21-janeiro/22, que se estreitou de um prêmio de USD 41,0/t até segunda-feira a um de USD 10,0/t na sexta-feira. De segunda a quinta-feira, o total de contratos em aberto caiu de 60.724 para 59.638, enquanto, no contrato de janeiro/21, ele aumentou de 25.710 para 27.684, à medida que os participantes rolaram posições. O contrato mais ativo (janeiro/21) fechou essencialmente inalterado na semana, perdendo 0,2%. 

contrato mais líquido em londres vs. preços no vietnã
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Fonte: Bloomberg, Giacaphe. Elaboração: StoneX.
Os preços internos no Vietnã caíram ligeiramente ao longo da semana passada, em linha com as cotações em Londres. O contrato de novembro/21 apresentou um prêmio médio de cerca de USD 300/t em comparação com o preço de Dak Lak. O robusta indonésio de grau 4 apresentou um desconto médio de aproximadamente USD 280/t contra o novembro/21 na semana passada. 
Estoques certificados de café robusta vs. segundo vencimento em londres
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Fonte: ICE London, Bloomberg. Elaboração: StoneX.

Os estoques certificados de robusta caíram por 332 toneladas na semana passada, para 13.414 toneladas (2.235.667 sacas), o que marca o menor total desde dezembro de 2020. A falta de classificações continua a ser o motivo da queda gradual dos estoques, com falta de um relatório de classificação pela ICE desde 24 de maio.

Precipitação mensal nas terras altas do centro (vietnã)
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Fonte: Refinitiv Reuters. Elaboração: StoneX.
As chuvas nas Terras Altas do Centro, no Vietnã, devem ser consistentes, porém leves, na primeira metade desta semana, antes de volumes mais pesados durante o fim de semana. A precipitação ficou abaixo da média na região em agosto, embora o volume acumulado durante os primeiros 10 dias de setembro tenha sido de aproximadamente 176 mm, com a média de cinco anos de 300 mm para o mês. Chuvas consistentes e pesadas nas próximas duas semanas devem ajudar a manter bons níveis de umidade do solo. Como mostrado pelo gráfico abaixo, até agosto, as chuvas cumulativas mensais haviam ficado acima da média de abril até julho, o que sugeriria bons níveis da umidade, ajudando as safras nos meses mais secos, como agosto.
Com inflação e instabilidade política em foco, dólar se valoriza 1,4% na semana
Em semana de grande volatilidade no mercado cambial brasileiro, o par real/dólar encerrou cotado a R$ 5,265, em alta de 1,4% frente a sexta-feira anterior (3). A moeda americana chegou a atingir máximas de R$ 5,32 entre a terça e quarta-feira, contribuindo para as maiores quedas diárias das cotações de café em Nova Iorque na semana. A conjuntura doméstica figurou como principal fator de influência para as oscilações no câmbio, com destaque para a divulgação do IPCA de agosto e as repercussões políticas das manifestações no feriado de 7 de setembro.
De acordo com o IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou avanço de 0,87% em agosto, acima das expectativas dos analistas e maior inflação para o mês em 21 anos. No ano, o IPCA já acumula alta de 5,67%, e variação de +9,68% nos últimos 12 meses, maior patamar desde fevereiro de 2016 e significativamente acima do limite superior da meta do Banco Central para 2021, de 5,25%. O aumento de preços dos combustíveis, alimentação e energia elétrica contribuíram com participação importante no resultado.

Neste contexto, destaca-se o aumento de preços do café torrado e moído, que registrou aumento de 7,5% nos preços nas prateleiras do consumidor brasileiro. A alta é reflexo dos diversos ajustes de preços promovidos por grande parte das maiores torrefadoras no país nos últimos meses, em função das fortes altas nas cotações do grão, e que começaram a ser repassados de maneira mais expressiva ao consumidor final.

Com o forte avanço do IPCA, parte dos agentes têm elevado suas expectativas de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central possa elevar ainda mais a taxa Selic nas próximas reuniões. Nota-se que, aumentos na Selic tendem a ser altistas para o real no curto-prazo, no entanto, o ambiente político conturbado e os riscos fiscais do país têm impedido uma recuperação sustentada da moeda brasileira, como foi observado após as últimas elevações na taxa básica de Juros.

O cenário político teve grande peso para a volatilidade do dólar na última semana, após o presidente Jair Bolsonaro voltar a atacar o poder Judiciário e ministros do Supremo Tributal Federal (STF) em discursos durante manifestações a favor de seu governo, onde ameaçou não acatar determinadas decisões vindas do Judiciário, o que acarretaria crime de responsabilidade. As falas do presidente voltaram a elevar a tensão em Brasília, e promoveram movimentações partidárias, com novos partidos se posicionando como oposição ao governo e iniciando discussões sobre um possível impeachment, adicionando novo elemento de incerteza entre os investidores.

O aumento do isolamento político de Bolsonaro também pode colocar em risco a aprovação no Congresso de medidas importantes para o governo, como a reforma do imposto de renda e a PEC que busca prorrogar os pagamentos da dívida com precatórios. A PEC dos Precatórios é considerada fundamental para abrir espaço no Orçamento de 2022 para acomodar o programa Auxílio Brasil, que substituirá o Bolsa Família. As articulações para encontrar alguma solução legal para a aprovação da PEC dos Precatórios, vinha tendo participação do ministro presidente do STF Luiz Fux, através do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e podem ter sido prejudicadas pelas falas do presidente da República.

Nesta semana, a continuidade dos desdobramentos dos eventos do feriado de 7 de setembro continuará no foco dos agentes, e deve ser fonte de volatilidade para o mercado cambial. Apesar da carta publicada pelo presidente Bolsonaro na última quinta-feira (9), em que tenta se retratar dos ataques proferidos aos membros do STF e às instituições, ter trazido algum alívio aos ânimos, o histórico de imprevisibilidade das ações do presidente contribui para que os agentes mantenham posição de apreensão. A capacidade do governo de avançar com as pautas de sua agenda de reformas também deve ser analisada pelos investidores.

Entre os destaques no exterior, após a divulgação da última semana de uma inflação ao produtor nos Estados Unidos acima dos esperados por analistas, o mercado deve manter alguma cautela enquanto aguarda a publicação do Índice de Preços ao Consumidor (PCI) nesta terça-feira (14), que será importante para a formação de expectativas sobre os próximos movimentos na política monetária do Fed.

AGENDA SEMANAL
BRasil
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tabela de indicadores
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Fonte: ICE/NY; ICE/EU; B3; Commodity Network Trader’s Pro.
 
 
  • Café

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