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Relatório Semanal de Café

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Semana é marcada pelo retorno das chuvas no Brasil
 
Fernando Maximiliano
Leonardo Rossetti
William Rutherford-Roberts
Alexis Rubinstein
A chegada das chuvas pressionou os preços de café, mas mercado segue de olho na redução nos estoques certificados de café arábica. Cecafé e GCA divulgarão seus dados nesta semana
 
 
Resumo

•    Preços de café arábica recuaram 270 pontos (1,3%) em NY e Indicador, com indicador Cepea indo a R$ 1199/sc, avanço de 1,3%.
•    Robusta recua USD 51 (2,3%) em Londres, mas avança R$ 4,09/sc (0,5%) no Brasil para R$ 834,41/sc.
•    Agentes seguem recebendo estoques certificados como alternativa no curto-prazo
•    Estoques certificados caem mais de 20% em pouco mais de 4 meses em Londres
•    Estoques certificados caem mais de 200 mil sacas desde meados de setembro em NY, tendência é de mais quedas
•    Chuvas retornam ao cinturão cafeeiro e volumes ainda maiores são previstos para as próxima duas semanas
•    Agências climáticas seguem apontando para ocorrência de La Niña; NOAA divulgará nova atualização na quinta-feira (14)
•    Cecafé divulgará dados de exportação nesta semana, analistas esperam volumes menores
•    No dia 15 a Green Coffee Association divulgará dados de estoques nos portos americanos em setembro – expectativa é de queda
•    Pressão no complexo robusta em meio a flexibilização dos bloqueios no Vietnã
•    Chuvas devem continuar por mais tempo no Vietnã – risco de atraso na colheita e problemas de qualidade
•    Dólar se valoriza em meio a aversão ao risco global
•    Divisa brasileira fecha acima de R$5,50, maior patamar desde abril
•    IPCA registra alta de 6,9% em setembro
•    Café avança 5,5% no IPCA de setembro, acumulado do ano chega a 24,2%

   Fatores baixistas       Fatores altistas

 

O retorno das chuvas no cinturão cafeeiro no Brasil arrefeceu as preocupações dos agentes e contribuiu para pressionar as cotações de café na semana. Apenas na terça-feira (05), as cotações de café arábica recuaram mais de 800 pontos, em resposta aos modelos de previsão do tempo que estavam apontando para acumulados de até 150 mm em 7 dias em algumas regiões brasileiras. Para o restante da semana, os preços recuperaram território, em meio as quedas nos estoques certificados de café pela bolsa, como será abordado abaixo. O contrato de café mais ativo em Nova Iorque, com vencimento em dezembro, recuou 270 pontos (1,3%), encerrando a semana cotado a US₵ 201,35/lb.
Intraday semanal (Contrato mais ativo)  - 04/10 a 08/10
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Fonte: CommodityNetwork Traders’ Pro. Elaboração: StoneX.

O último boletim climático da StoneX, que é produzido a partir dos dados das agências americanas NOAA e Nasa, mostra municípios produtores na região Sul de Minas receberam volumes em torno de 80 mm nos últimos 15 dias. As regiões das Matas de Minas, Mogiana, ROSP, Paraná e Sul do Espírito Santo, receberam volumes entre 40 e 90 mm de chuva. A região do Cerrado mineiro segue com o menor acumulado, em torno de 30 mm. Para os próximos 14 dias, o modelo aponta para acumulados entre 100 e 200 mm na maior parte das regiões produtoras. As chuvas recentes foram suficientes para iniciar uma nova onda da florada, que foi noticiada em alguns municípios do Sul de Minas e Matas de Minas. Ademais, as chuvas previstas devem continuar estimulando a abertura da florada nas regiões produtores e favorecendo o desenvolvimento da produção no Brasil. 

Ainda sobre o clima, as agencias americana, NOAA, e Australiana, BOM, continuam apontado para a ocorrência de um La Niña com intensidade entre fraca e moderada no fim deste ano e no início do próximo ano. Como já foi comentado em outras edições do relatório semanal de café, a ocorrência do La Niña entre dezembro e janeiro pode estar associado ao excesso de chuvas na Colômbia, América Central e Ásia – a maioria dos países localizados nesta região estarão no seu período de colheita. A próxima atualização para as previsões do NOAA será divulgada na quinta-feira (14).

image 19576
Fonte: StoneX, com dados de NOAA/NCEP/EMC.
Nesta semana serão divulgados os dados das exportações brasileiras de café em setembro pelo Cecafé, que deve apontar para redução nas exportações brasileiras em meio à crise logística que se instalou em meio a pandemia da Covid-19. Os dados do Cecafé já haviam mostrado uma redução de 28% nas exportações em agosto. Para setembro, os dados preliminares da Secex já haviam apontado para uma redução de mais de 20% nas exportações de café, cenário que poderá ser confirmado pelos dados do conselho. Assim como outros países, o Brasil vem enfrentando sérios problemas logísticos, o que tem limitado a oferta de contêineres e provocado uma disparada nos custos de frete marítimos.

Enquanto por um lado o retorno das chuvas tem um tom baixista para Nova Iorque, a forte queda nos estoques certificados de café traz um sentimento positivo e foi o principal motivo para a recuperação dos preços no final da semana passada. Desde meados de setembro, os estoques certificados de café arábica recuaram mais de 200 mil sacas, para retornar ao nível em torno de 1,94 milhões de sacas. Como já comentamos em matérias anteriores, os estoques certificados estão intimamente relacionados aos diferenciais de preço nas origens, além de estar relacionados aos custos de transporte para certificação. A expectativa é que os estoques certificados continuem recuando, já que a redução na oferta de café tende a manter os diferenciais fortalecidos, o que desestimula a certificação de café. Além disso, esse processo depende dos custos de frete, que estão elevadíssimos, o que não faz do processo de certificação atraente. 

Além dos estoques certificados, a recuperação do consumo de café também traz um sentimento positivo para as cotações de café. Como será abordado em sessão específica abaixo, os dados têm apontado para a recuperação do consumo de café a níveis pré-covid nos Estados Unidos. Recentemente, a própria Organização Internacional do Café elevou suas estimativas para o consumo de café em 2020 em 247 mil sacas, para 167,258 milhões de sacas. 

Na sexta-feira (15), serão divulgados os dados de estoque nos portos americanos pela GCA em setembro. Os dados de estoque da GCA trazem um panorama da dinâmica do café no mercado doméstico americano. O último relatório apontou para um aumento de 56 mil sacas em agosto, porém volume ainda era 9% menor que o observado em agosto de 2020. Para setembro, nos últimos 5 anos, os estoques recuaram aproximadamente 100 mil sacas em média. Considerando o ritmo de consumo nos Estados Unidos, a sazonalidade dos estoques e os problemas logísticos, que podem estar afetando a chegada de café nos portos, existem a expectativa de que o relatório GCA aponte para uma importante redução nos estoques em setembro, o que pode ter um efeito altista sobre as cotações.

De forma geral, no ponto de vista fundamental, o sentimento do mercado ainda é positivo. Apesar do retorno das chuvas, que traz um sentimento baixista, existem vários fatores altistas que devem suportar os preços, como o balanço de O&D negativo, as perdas para o potencial produtivo no Brasil no próximo ano, crise logística, ocorrência do La Niña com expectativa de excesso de chuva em países da América Central, Colômbia e Ásia etc. Nesta semana, o mercado estará de olho nos estoques certificados de café, no clima no Brasil, nos dados de exportações de café no Brasil, a atualização do NOAA e a divulgação dos dados de estoque pela GCA no dia 15. 

Demanda regressa a níveis pré-pandêmicos

 

A pandemia de covid-19 afetou o consumo de café globalmente, à medida que os escritórios fecharam e as cafeterias foram forçadas a encerrar suas atividades. Apesar de certa compensação na forma de uma mudança do consumo fora de casa para dentro de casa, no geral, estima-se que, no auge da pandemia, as pessoas simplesmente beberam menos café.

No entanto, com a implementação de vacinas, a reabertura de muitas economias e um regresso gradual ao que será agora conhecido como “novo normal”, novos dados sugerem que a demanda tem retornado aos níveis pré-pandêmicos.

Na mais recente edição do estudo de Tendências da Associação nacional do café, dados revelam que o consumo de café nos EUA tem mostrado tendência de recuperação à rotina de antes da pandemia. O consumo de café fora de casa subiu 16% desde janeiro de 2021, quase de volta aos níveis de janeiro de 2020. No geral, sinais indicam que os americanos estão se aventurando fora de casa novamente, bebendo 9% mais café durante viagens e 20% em locais de alimentação, além de uma alta do consumo no trabalho. O relatório observou que as restrições do coronavírus atingiram duramente os jovens, mas o consumo de café dessas gerações está aumentando novamente. Setenta e um por cento dos americanos já visita cafés ou planeja fazê-lo no próximo mês, aumento de quase 50% desde janeiro de 2020. A encomenda em locais com drive-through e por aplicativos mantém-se bem acima dos níveis pré-pandêmicos. 

Robusta é impulsionado para baixo por quadro técnico enfraquecido, com estoques de arábica em foco
O contrato mais ativo do robusta em Londres caiu 2,4% na semana passada, com o impulso de queda associado a um foco mais proeminente nas grandes reduções dos estoques de arábica no período, com 133.368 sacas retiradas na semana. Até esta manhã, o novembro/21 havia encontrado suporte em torno do nível de USD 2.100/t, com resistência refletida por volta de USD 2.145/t. As bandas de Bollinger mostram estreitamento constante das faixas superior e inferior, acompanhado pela tendência em direção à banda inferior, sinal de diminuição da força técnica no novembro/21. Os estoques certificados de robusta continuaram a cair, com o volume total agora em mínimas não vistas desde meados de outubro de 2020, embora o declínio de 14,5 mil sacas na semana seja pequeno quando comparado à queda nos estoques de arábica. 

Contrato de novembro/21 de café robusta com bandas de Bollinger 
image 19577
Fonte: Bloomberg. Elaboração: StoneX.
Uma pressão maior no complexo de robusta também pode ser atribuída à flexibilização dos bloqueios no Vietnã, embora os volumes de negociação sejam reduzidos, uma vez que a safra nova ainda não chegou em abundância. Espera-se que as chuvas continuem por mais tempo do que o normal, de acordo com as previsões meteorológicas vietnamitas, com a estação chuvosa devendo durar até o início de novembro. Por sua vez, é provável que isso ocasione atrasos na colheita para a safra de 2021/22 do país, ao mesmo tempo que aumenta o risco potencial de problemas de qualidade. Os preços internos no Vietnã rondavam os USD 1.760/t no final da semana passada, subindo apenas USD 3,80/t em comparação com uma perda de USD 51,0/t na primeira tela de Londres. A tendência lateral no preço de Dak Lak reflete custos de produção e transporte mais elevados, enquanto os potenciais atrasos na chegada da safra nova ao mercado também acrescentam suporte.
2ª tela do robusta em londres vs. 1preço em dak lak (vietnã)
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Fonte: Bloomberg, Giacaphe. Elaboração: StoneX.
As Terras Altas do Centro, no Vietnã, receberam precipitação acima da média em setembro, com dados meteorológicos da Refinitiv mostrando aproximadamente 460 mm de chuvas no mês passado, em comparação com uma média de cinco anos de cerca de 300 mm. Com previsão de tempestades tropicais levando mais chuvas fortes nas próximas semanas, problemas de qualidade, bem como atrasos na colheita, devem ser fatores monitorados.

Precipitação mensal nas terras altas do centro (vietnã)
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Fonte: Refinitiv. Elaboração: StoneX.

 

Os fundos optaram por reduzir a posição liquidamente comprada em robusta na semana passada, para um total de 33.753 lotes (-392). A redução foi predominantemente motivada por um corte no total comprado, que caiu por 264 contratos, para 36.493, enquanto o total vendido foi reduzido em 128, para 2.740. 

Em meio a aversão ao risco no exterior, dólar atinge maior nível desde abril
Em meio ao sentimento global de maior aversão ao risco, o dólar voltou a romper o patamar dos R$ 5,50, o que não ocorria desde abril, e engatou sua quinta semana consecutiva de valorização no mercado cambial brasileiro. A divisa americana encerrou cotada a R$ 5,51, em forte alta de 2,7% em relação à sexta-feira anterior, enquanto o dollar index terminou em estabilidade, próximo dos 94,1 pontos.

Em meio ao sentimento global de maior aversão ao risco, o dólar voltou a romper o patamar dos R$ 5,50, o que não ocorria desde abril, e engatou sua quinta semana consecutiva de valorização no mercado cambial brasileiro. A divisa americana encerrou cotada a R$ 5,51, em forte alta de 2,7% em relação à sexta-feira anterior, enquanto o dollar index terminou em estabilidade, próximo dos 94,1 pontos.

De maneira geral, a semana foi marcada por maior aversão ao risco nos principais mercados globais, marcada pelas preocupações com uma possível crise no fornecimento global de importantes matrizes energéticas, que levou a cotação do petróleo WTI a suas máximas em 7 anos, enquanto o gás natural atingiu seus maiores valores em mais de 7 anos. Contribuiu para cautela dos investidores o impasse entre republicanos e democratas para a aprovação no Congresso de medida para suspender ou elevar o limite da dívida pública americana, para evitar que o país entre em “default” pela primeira vez em sua história.

De acordo com a secretária do Tesouro, Janet Yellen, caso os Estados Unidos os Estados Unidos ficarem sem pagar as contas governamentais poderia gerar efeitos “catastróficos”, comprometendo a reputação do título de dívida americana como ativo mais seguro do mundo, podendo provocar turbulências no mercado financeiro e uma possível recessão. Ao final da semana, o Senado do país conseguiu entrar em acordo para aprovar temporariamente um aumento do limite de endividamento, o que trouxe algum alívio dos agentes, no entanto, uma decisão definitiva deve ser debatida e votada apenas em dezembro.

Na sexta-feira, a menor geração de empregos nos Estados Unidos, também elevaram as dúvidas acerca do ritmo de recuperação da economia americana. Segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS), o saldo entre contratações e demissões do país em setembro foi de 194 mil vagas, enquanto as projeções do mercado esperavam por 475 mil. O mercado de trabalho americano tem mostrado dificuldades em seguir um ritmo consistente em sua recuperação, o que eleva as dúvidas sobre se o Fed manterá a expectativa de início da redução dos estímulos monetários frente a uma retomada “incompleta” do mercado de trabalho.

No Brasil, as divulgações no geral trouxeram sentimento negativo em relação à recuperação da economia brasileira. As divulgações do IBGE indicaram uma deterioração na perspectiva de recuperação para o segundo semestre. A Pesquisa Industrial mensal indicou uma retração de 0,7% na produção industrial em agosto, terceiro mês consecutivo de queda, acumulando retração de 2,3% nos últimos 3 meses. Já o setor varejista registrou recuo de 3,1% em agosto, contra uma expectativa dos analistas de avanço de 0,7%. A continuidade dos problemas na cadeia de suprimentos globais, as taxas de desemprego elevadas e queda do poder de compra da população frente à inflação acelerada então entre os principais fatores para os desempenhos negativos. 

Com a inflação de setembro, o preço do café moído acumula alta de 24,2% no ano. O que esperar para os próximos meses?

O IBGE divulgou na última sexta-feira o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de setembro, que com alta de 1,16%, alcançou sua maior variação para o mês desde 1994. Nos 9 primeiros meses do ano, o índice acumula 6,9% de alta, com avanço de 10,25% nos últimos 12 meses. Entre os principais responsáveis para o resultado, figurou novamente a energia elétrica (+6,47%), com o início da aplicação da bandeira tarifária “Escassez Hídrica”, que que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos, com altas significativas também para o gás de cozinha e combustíveis.

Segundo o indicador, os preços de café moído registraram um avanço de 5,5% nas gôndolas dos mercados brasileiros em setembro, depois de ter crescido 7,51% no mês de agosto. Os resultados dos últimos dois meses têm mostrado um repasse mais robusto por parte da indústria aos preços para o consumidor final, que pode ter se intensificado após a nova rodada de rali nas cotações a partir do final de julho, quando os efeitos das geadas no Brasil alçaram preços globais a novos patamares, que tem permanecido em Nova Iorque entre US₵ 180/lb e US₵ 200/lb desde então.

Evolução mensal dos preços de café ao consumidor no brasil em 2021
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Fonte: IBGE. Elaboração: StoneX.

Ao observarmos o acumulado do ano, o café moído detém alta de 24,2%, nível bastante acima do IPCA e do próprio grupo e subgrupo em que está alocado, de alimentação e bebidas (5,84%) e bebidas e infusões (7,27%), respectivamente. Entre os mais de 400 produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, o preço do café moído se encontra na posição de 18º que mais cresceu no ano. Já o café solúvel registra avanço abaixo da média de todos os produtos, tendo acumulado um incremento de 5,08% nos seus preços em 2021.

EVOLUÇÃO MENSAL DOS PREÇOS DE CAFÉ AO CONSUMIDOR no brasil em 2021 - acumulado em 12 meses
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Fonte: IBGE. Elaboração: StoneX.
Diante deste cenário, restam algumas perguntas, como até que nível os repasses das indústrias aos supermercados conseguirão ser realizados, e se uma continuidade das altas pode afetar de alguma maneira o consumo total no Brasil.

Até o final de setembro, segundo o indicador CEPEA, os preços de café arábica comercializado pelo produtor brasileiro se valorizaram 84,6%, enquanto os valores do café robusta subiram 102,6%. Levando estes valores em consideração, teoricamente ainda existe um espaço significativo para que os preços ao consumidor final avancem por ao menos mais alguns meses, apesar de ser provável que parte destas altas não sejam transmitidas aos mercados. As redes de supermercados, por sua vez, têm resistido frente às torrefadoras para que os repasses de preços ocorram da forma mais gradual possível, a fim de não prejudicar tanto sua lucratividade quanto o nível de consumo da população, o que pode garantir avanços menos bruscos na ponta final da cadeia do produto, se comparada com a volatilidade apresentada pela commodity.

No entanto, é certo que se mantidos os atuais patamares das cotações nas bolsas e nas praças domésticas, o IPCA deve mostrar novas altas significativas para o café moído até o final de 2021. Uma retomada de relativa  normalidade e maior previsibilidade no mercado global de café, com o reestabelecimento das cadeias logísticas globais, uma colheita bem-sucedida na Colômbia, América Central e Ásia, e uma recuperação mais expressiva da moeda brasileira, são fatores que de forma conjunta podem contribuir para amenizar a intensidade do crescimento dos preços globais nos próximos meses, e principalmente no mercado brasileiro.

Agenda Semanal
BRASIL
image 19587
eSTADOS uNIDOS
image 19588
* Horário de Brasília.
Tabela de indicadores
image 19589
Fontes: ICE/NY; ICE/EU; B3; Commodity Network Trader’s Pro.
 
 
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