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Resumo Semanal de Milho

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Apesar de WASDE sem grandes surpresas, futuros do milho avançaram expressivamente em Chicago
 
João Pedro Lopes
Contratos do cereal na cbot foram direcionados principalmente por clima nos EUA, demanda pelo milho norte-americano e conflito no mar negro
FATORES BAIXISTAS
  • Criação de corredores para a exportação de alimentos na Ucrânia;
  • Preocupação com novos casos de Covid-19  e lockdowns na China;
  • Redução da preocupação com o plantio nos EUA.
 
FATORES ALTISTAS
  • Avanço da vacinação contra a Covid-19;
  • Preocupação com safra de grãos na América do Sul;
  • Conflito entre Rússia e Ucrânia e expectativa de menor plantio na  Ucrânia.
 

Os contratos futuros do milho iniciaram a semana passada com expressivas altas em Chicago, acompanhando as valorizações observadas no mercado de trigo. O contrato com vencimento em julho de 2022 finalizou o pregão da segunda-feira (6) com um avanço de 15,5 cents/bu no comparativo diário.

Ao final do dia, o USDA divulgou seu relatório semanal de acompanhamento de safra. Segundo dados do Departamento, a semeadura atingiu 94% até o dia 5 de junho, um avanço semanal de 8 p. p. No mesmo período de 2021, o plantio havia alcançado 98%, ao passo que a média dos últimos 5 anos é de 92%. Com o plantio praticamente finalizado, as atenções do mercado se voltam para as condições do cereal. Até a mesma data, 73% das lavouras se encontravam em condição boa ou excelente, contra 72% na mesma época do ano anterior.

Intraday (15 min) contrato de julho/22 (CBOT)

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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Cotações do milho - CBOT (cents/bushel)
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

 

 

 

Na terça-feira (7), os futuros do milho tiveram mais um dia de expressivas altas, recebendo suporte da demanda pelo cereal e do cenário de estoques apertados. Os elevados preços do petróleo também contribuíram para o encarecimento do grão, visto que seu aumento eleva a atratividade do etanol, impulsionando a demanda pelo milho, visto que o cereal é a principal matéria prima utilizada para a produção do biocombustível nos EUA. No dia, o julho/22 do milho avançou 14,5 cents/bu em comparação com o encerramento do dia anterior.

Na quarta-feira (8), o contrato mais próximo do cereal finalizou mais um pregão no campo postivo, acumulando uma alta de 7,5 cents/bu no intradia. Previsões de um clima mas quente e seco para o Meio-Oeste dos EUA contribuíram para a sustentação dos preços do grão.

A Administração de Informação de Energia (EIA) relatou que a produção norte-americana de etanol contraiu para 1.039 mil barris por dia (mbpd) na semana encerrada em 3 de junho, recuo de 32 mbpd no comparativo semanal. Já os estoques do biocombustível avançaram para 23,64 milhões de barris, aumento de 675 mil barris em relação à semana anterior.

Também na quarta-feira, a Conab divulgou seu relatório mensal de oferta e demanda. A companhia realizou pequenos ajustes positivos nas 3 safras do Brasil. A primeira passou de 24,7 milhões para 24,8 milhões, a segunda de 87,7 milhões para 88 milhões e a terceira de 2,2 milhões para 2,4 milhões de toneladas. Com isso, a produção total passou de 114,6 milhões para 115,2 milhões de toneladas, número 1,6 milhão menor que o estimado pela StoneX. Não houve ajustes nas variáveis de demanda e, com isso, os estoques finais passaram de 9,9 para 10,6 milhões de toneladas. Cique aqui para acessar o relatório completo.

Na quinta-feira (9), véspera da divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA, os futuros do milho não seguiram um direcionamento único, com os contratos de vencimento mais próximo valorizando e os de mais longo recuando, sendo que o julho/22 acumulou uma alta de 8,5 cents/bu no intradia.

O USDA informou que as vendas líquidas referentes à safra 2021/22 totalizaram 280,4 mil toneladas na semana encerrada em 2 de junho, 94,7 mil toneladas a mais que o observado na semana anterior e 90,8 mil acima do registrado na semana equivalente de 2021. O volume ficou dentro da faixa esperada pelo mercado, que variava entre 125 mil e 500 mil toneladas. Os compromissos de todos os destinos avançaram para 59,5 milhões de toneladas, contra 69,3 milhões no mesmo período do ano passado.

Vendas semanais de exportação 2021/22 – EUA

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Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.

Na sexta-feira (10), os futuros do cereal avançaram novamente em Chicago. O julho/22 acumulou uma valorização de 0,25 cent/bu no comparativo diário. Com isso, o contrato em questão encerrou a semana cotado a 773,25 cents/bu, registrando alta de 46,25 cents/bu no período, ou 6,4%.

Apesar da divulgação do WASDE no dia, o mercado apresentou oscilações limitadas. Isso porque o relatório de O&D de junho, como já era esperado, não trouxe nenhuma grande surpresa, já que o Departamento aguarda o relatório de área plantada, que será divulgado no próximo dia 30, para realizar maiores mudanças na oferta de grãos dos EUA.

O principal destaque no balanço norte-americano foi a redução das exportações referentes à safra 2021/22 país, de 63,5 para 62,2 milhões de toneladas. Em contrapartida, o Departamento compensou parcialmente a redução na demanda externa com um leve aumento do consumo doméstico para alimentação, sementes e uso industrial, de 127 mil toneladas, para 173,1 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais da temporada 2021/22 foram elevados em 1,1 milhão de toneladas, para 37,7 milhões, resultando em uma relação estoque/uso de 10%, contra 9,6% no relatório de maio. Clique aqui para acessar o relatório completo.

Além disso, a Equipe de Inteligência de Mercado da StoneX elaborou uma matéria especial abordando as mundanças realizadas nos balanços de soja, milho, trigo e algodão no último relatório do WASDE. Clique aqui para acessar o material completo.

Nos próximo dias, ainda será importante acompanhar o conflito no Mar Negro, já que a Rússia continua realizando suas investidas e há uma grande incerteza em relação à exportação de grão pelos portos ucranianos. Na China, os casos de Covid-19 ainda são motivo de muita preocupação. Pequim fez um alerta recentemente sobre um possível novo surto e promoveu o endurecimento das restrições, enquanto Xangai tem promovido testes em massa para conter o avanço de novos casos. Por mais que a taxa de contaminação no país esteja baixa se comparada a outros locais, a China segue com sua política de tolerância zero ao coronavírus. Nos EUA, o clima e as condições de plantio continuarão sendo acompanhados de perto, visto que os próximos meses serão fundamentais para a definição da produtividade do milho nos EUA.

 

PREÇOS FÍSICOS (R$/sc 60kg)

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Fonte: StoneX, Aroglink e IMEA. Elaboração: StoneX.

 

 

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