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Resumo Semanal de Milho

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Milho termina semana estável após WASDE baixista
 
Raphael Bulascoschi
Analista de Inteligência de Mercado
25 milhões de toneladas foram adicionadas à produção de milho deste ano
  • Fatores baixistas
  • Grande produção no Brasil;
  • Produção recorde nos Estados Unidos;
  • Revisão postiva na área plantada norte-americana.
  • Fatores altistas
  • Consumo aquecido a nível global;
  • USDA estima estoques menores para a safra 2025/26 a nível global;
  • Exportações mais fortalecidas nos EUA.

Síntese semanal | Os futuros do milho encerraram a semana perto da estabilidade. O vencimento de dezembro/25 era negociado a US¢405,25/bu, leve queda de 0,1%. O desempenho estável foi surpreendente, em vista dos resultados apresentados no início da semana pelo USDA. O departamento reforçou a estimativa de safra recorde nos Estados Unidos ao adicionar 26,3 milhões de toneladas para a produção do país. O fato, que foi o grande destaque da semana, pressionou fortemente os contratos em um primeiro momento, mas foi observada uma recuperação durante os dias seguintes.

Intraday (15 min) contrato de dez/25 - CBOT

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Fonte: CBOT. Elaboração: StoneX.

WASDE | Na atualização da semana passada, o USDA trouxe uma revisão substantiva para a safra americana de milho que se manifestou em duas frentes. Em primeiro lugar, estimou-se uma produtividade média de 11,85 ton/ha, patamar recorde. Uma revisão positiva para essa variável já era aguardada: as condições da safra se mantêm muito boas desde o começo da safra, o que já fazia agentes se prepararem para essa revisão. A StoneX, por exemplo, estimava a produtividade em um número próximo ao divulgado pelo departamento, de 11,81 ton/ha. Em segundo lugar – e essa foi a grande surpresa desse WASDE – vimos uma revisão para a área plantada que resultou em um acréscimo de 850 mil hectares à área de milho no país. O resultado foi uma produção total de 425,3 milhões de toneladas para o país, maior resultado da história, elevando os estoques de passagem para 53,8 milhões de toneladas, maior nível desde 2018/19.

Ainda assim, alguma incerteza resta nesse número de estoques finais. Junto de ajustes de relevo para a oferta, o USDA costuma trazer melhores perspectivas para a demanda. A estimativa de exportações foi revisada para 73 milhões de toneladas (+5 milhões de toneladas) no ano-safra 2025/26. Por mais que o mercado exportador norte-americano esteja fortemente competitivo, atingir esse patamar será desafiador. Além disso, o consumo doméstico do país também sofreu uma revisão positiva, ficando em 332,25 milhões de toneladas (+8,8 milhões de toneladas).

No plano internacional, para além de uma revisão para baixo nas importações de milho da China, o USDA não fez grandes alterações. A produção brasileira 2024/25 segue estimada em 132 milhões de toneladas pelo departamento, número bem mais baixo do que estimativas locais têm apontado.

Conab | Além do WASDE, semana passada também foi marcada por uma revisão nas estimativas de safra da Conab. No relatório de agosto, a produção brasileira de milho foi revisada para 137 milhões de toneladas, patamar mais próximo mas ainda abaixo das 139,4 milhões de toneladas estimadas pela StoneX. Com essa produção robusta, a Conab elevou a estimativa de exportações brasileiras de milho de 36 para 40 milhões de toneladas neste ano.

As exportações continuam sendo acompanhadas com cautela. Embora a colheita de uma grande safrinha tenda a entregar grandes excedentes exportáveis, os embarques em julho ficaram 1 milhão de toneladas atrás do ano passado – e os resultados da primeira semana de agosto também apontam lentidão nas exportações. O milho brasileiro continua menos competitivo no mercado internacional. Porém, mesmo com o consumo doméstico robustecido, as exportações deverão ser uma via para ajustar o balanço interno frente a essa enorme oferta que vemos saindo dos campos. Dessa forma, um ganho de tração mais significativo dos embarques nas próximas semanas não está descartado, se as condições logísticas permitirem.

 

Intraday (15 min) contrato de nov/25 - B3

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Fonte: B3. Elaboração: StoneX.

Brasil | Como comentado, os preços domésticos seguem fortes. Na semana passada, o vencimento de novembro/25 na B3 encerrou negociado a R$67,43/saca (-0,3%), enquanto o mercado físico andou de lado em boa parte das praças acompanhadas pela StoneX. A comercialização continua relativamente lenta, gerando uma sustentação maior para os preços por aqui.


Tabelas de preços futuros e físicos

 

Contratos futuros negociados na CBOT (US¢/bu)

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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
 

Contratos futuros negociados na B3 (R$/sc)

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Fonte: B3. Elaboração: StoneX.

Preços fisicos no Brasil (R$/sc)

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Fonte: StoneX.
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