
Milho termina semana pressionado por estoques maiores nos EUA
- Bullish
- Consumo aquecido a nível global;
- USDA estima estoques menores para a safra 2025/26 a nível global;
- Exportações fortalecidas nos Estados Unidos;
- Comercialização brasileira lenta e consumo doméstico aquecido.
- Bearish
- Encerramento da colheita do milho safrinha no Brasil;
- Safra recorde nos Estados Unidos;
- Estoques maiores nos Estados Unidos.
Síntese Semanal | Os futuros do milho negociados em Chicago encerraram a semana em leve baixa, em resposta principalmente a um relatório de estoques nos EUA, que reportou um número maior do que o aguardado pelo mercado. O relatório foi o último grande direcionamento do mercado recebeu antes do início da paralisação de atividades “não-essenciais” do governo americano enquanto não se resolve um imbróglio orçamentário no congresso do país. Por causa desse fato, inclusive, não deveremos ver o WASDE de outubro, bem como estão também suspensos os relatórios semanais de vendas de exportação.
Intraday (15 min) contrato de dez/25 - CBOT

Fonte: CBOT. Elaboração: StoneX.
Relatório de estoques | Conforme já comentado, o relatório de estoques foi bastante baixista para o milho. Foram reportados estoques finais de 38,91 milhões de toneladas, acima das 33,96 milhões de toneladas, que era a média das estimativas do mercado. O sentimento de que o USDA terá de aumentar os rendimentos da safra 2024/25 para explicar esse excesso de oferta contribuiu com as baixas na CBOT. Uma revisão para o consumo de milho para alimentação animal também está no horizonte, o que também contribuirá com o tom baixista no mercado.
Fato é que os EUA entram na safra 2025/26 com mais milho do que era esperado, o que, somado a perspectivas de mais uma safra recorde, seguirá entregando preços mais baixos em Chicago.
Estimativas StoneX EUA | Na semana passada, foi publicada a terceira estimativa de safra conduzida pela StoneX nos Estados Unidos. Os resultados apontaram para uma produtividade de 11,67 ton/ha. Embora abaixo da estimativa de setembro (11,73 ton/ha), a estimativa ainda apresentou excelentes resultados.
O Economista Chefe de Commodities da StoneX, Arlan Suderman, tem reforçado bastante a tese de que grandes safras tendem a ficar menores conforme avança a colheita. É o que temos visto desde agosto. Mas, de qualquer forma, até o momento vemos também uma força das lavouras americanas em registrarem níveis bons de rendimento, apesar de problemas pontuais nos estágios finais da safra.
Intraday (15 min) contrato de set/25 - B3

Fonte: B3. Elaboração: StoneX.
Brasil | Ainda nesta segunda-feira, saberemos os dados oficiais das exportações brasileiras de milho para o mês de setembro. De qualquer forma, vimos um ritmo mais acelerado nos portos brasileiros nas últimas semanas, o que deve fazer com que o mês de setembro contabilize um mês de boas exportações.
O bom ritmo nos embarques acontece apesar de uma baixa competitividade do milho brasileiro internacionalmente, com a competição se acirrando não só com o milho americano escoado pelo golfo, mas também por um barateamento do milho ucraniano recentemente.
O milho na B3 terminou a semana sendo negociado a R$66,00/saca (-0,3%). Além da queda nos mercados internacionais, também vimos um recuo no mercado físico brasileiro, o que também ajudou a entregar pressão para a B3.
O plantio do milho verão seguiu em um bom ritmo ao longo da última semana, tendo alcançado os 31,7% na semana passada. O plantio da soja também está avançando bem, o que aumenta o otimismo com o milho safrinha do ano que vem.
Contratos futuros negociados na CBOT (US¢/bu)


Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Contratos futuros negociados na B3 (R$/sc)


Fonte: B3. Elaboração: StoneX.
Preços físicos no Brasil (R$/sc)


Fonte: StoneX.
AGENDA DE INDICADORES ECONÔMICOS
