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Resumo Semanal de Soja

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Soja registra estabilidade na semana, sem surpresas com intenções de plantio nos EUA
 
   Ana Luiza Lodi
 
 
 
Número em 35 milhões de hectares veio de acordo com a estimativa média do mercado
 
Fatores baixistas
  • Produção mundial 2023/24 estimada acima do consumo, segundo o USDA;
  • Melhora da produtividade com o avanço da colheita no Brasil;
  • USDA corta safra do Brasil em apenas 1 milhão de toneladas;
  • Safra deve ser favorável na Argentina;
  • Preocupações com o ritmo da demanda mundial;
  • Perspectivas de crescimento de área nos EUA;
Fatores altistas
  • Corte mais acentuado de produção pela Conab;
  • USDA revisa exportações chinesas para cima;
  • NOPA traz esmagamento mais forte nos EUA em fevereiro;
  • Elevada posição liquida vendida dos fundos especulativos;
  • Situação argentina ainda favorece reter a soja como um seguro.
 

As cotações da soja em Chicago terminaram a semana anterior, mais curta, por causa do feriado na sexta-feira (dia 29), praticamente estáveis, apesar de terem voltado a superar o patamar de 1200 cents por bushel no período. O vencimento para maio encerrou a quinta-feira (dia 28) em 1191,5 cents por bushel, variação semanal de -0,1%.

O mercado continuou acompanhando a o andamento da safra na América do Sul, além de a demanda, num momento de soja brasileira mais competitiva que a norte-americana. O grande destaque da semana foi a divulgação do dado de intenção de plantio para a safra 24/25 dos EUA.

O resultado para a soja, em 35 milhões de hectares, veio em linha com o esperado pelo mercado, confirmando as perspectivas de que a área da oleaginosa deve aumentar, dos 33,8 milhões de hectares semeados no ano passado. Esse resultado ficou levemente abaixo do trazido pelo Fórum Agrícola em fevereiro.

Como a área veio em linha com o esperado, não houve impactos significativos nas cotações da oleaginosa. Considerando uma produtividade dentro do normal, o balanço de oferta e demanda dos EUA pode caminhar para uma maior folga entre oferta e demanda, com crescimento dos estoques finais.

De qualquer forma, com o plantio começando neste mês, cada vez mais, o andamento da safra norte-americana vai passar a dominar as expectativas em relação à oferta com o mercado climático durante o desenvolvimento das lavouras tendo grande potencial de trazer volatilidade às cotações, a exemplo do observado no ano passado.

Destaque também para a divulgação do dado de posição trimestral dos estoques nos EUA em 01/03/2024, que vieram de acordo com a média esperada pelo mercado, ficando em 86,5 milhões de toneladas, o que também sinaliza que o consumo da soja norte-americana está caminhando dentro do esperado. Mesmo assim, como ainda faltam seis meses para o encerramento do ano safra 23/24 no país, o tamanho dos estoques vai se tornar mais relevantes nos meses finais do ciclo.

Intraday Semanal - maio/24
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

A colheita da safra brasileira de soja alcançou 74,7% do total na última semana, de acordo com a StoneX, mas as dúvidas sobre o tamanho da safra ainda permanecem, com divergências entre as várias divulgações. Enquanto a Conab aposta em um nível mais baixo, em 146,9 milhões de toneladas, há números inclusive superiores aos do USDA, que alcança atualmente 155 milhões de toneladas.

A StoneX divulgou nesta segunda-feira (dia 01) sua atualização de safra para o Brasil e um corte de 0,5% em sua estimativa para a produção de soja 23/24, que ficou em 150,8 milhões de toneladas. Esse pequeno ajuste mensal negativo foi resultado de cortes de produtividade nos estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Por outro lado, estados do Norte e Nordeste, onde o plantio é mais tardio, estão mostrando resultados mais positivos, tendo sido beneficiados pelas chuvas recentes.

Independentemente do tamanho das perdas no Brasil, a safra argentina continua mantendo as perspectivas positivas, com a estimativa da Bolsa de Buenos Aires em 52,5 milhões de toneladas. A colheita começou no país na última semana, como sinalizado pela instituição. As condições das lavouras apresentaram uma leve pior no comparativo semanal, com o percentual bom/excelente, caindo 2 p.p. De qualquer forma, principalmente o que foi semeado mais tarde está em condições muito boas.

Pelo lado da demanda, como comentado, as exportações brasileiras estão aquecidas, o que usual para o primeiro semestre do ano, e estão se mantendo competitivas em relação aos EUA.
O ritmo das exportações norte-americanas continua no radar, com as vendas líquidas na semana encerrada em 21/03 tendo alcançado 263,9 mil toneladas para a safra 23/24, abaixo do piso das estimativas do mercado, que iam de 300 a 700 mil toneladas. No acumulado, as vendas estão em 40,35 milhões de toneladas, contra 49,76 milhões no mesmo período do ano passado, sendo que o USDA projeta uma queda anual das exportações em 7,4 milhões de toneladas. Assim, as vendas precisam ganhar força para atingir a estimativa de 46,81 milhões de toneladas esperadas para as exportações do país o ciclo 23/24.

Vendas de exportação EUA - safra 2023/24 (mil toneladas)
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Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.

O mercado de exportações dos derivados da soja também está sendo acompanhado ainda mais de perto, com a recuperação da safra argentina, que deve garantir uma volta do esmagamento aos níveis usuais, aumentando a competição no mercado exportador de farelo e óleo. No caso do óleo de soja, as perspectivas apontam para um uso aquecido no Brasil e no EUA, o que já deve naturalmente condicionar uma redução dos embarques do óleo vegetal.

Nesta semana que começa, as atualizações de safra na América do Sul e o ritmo da demanda pela soja norte-americana devem continuar centrais, além de dados macroeconômicos, como os de emprego nos EUA, fundamentais para a condução da política monetária no país.

Preços Físicos (R$/saca de 60 kg)
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