- Produção mundial 2023/24 estimada acima do consumo, segundo o USDA;
- Melhora da produtividade com o avanço da colheita no Brasil;
- USDA corta safra do Brasil em apenas 1 milhão de toneladas;
- Safra deve ser favorável na Argentina;
- Preocupações com o ritmo da demanda mundial;
- Perspectivas de crescimento de área nos EUA;
- Corte mais acentuado de produção pela Conab;
- USDA revisa exportações chinesas para cima;
- NOPA traz esmagamento mais forte nos EUA em fevereiro, as dado oficial fica abaixo do esperado;
- Elevada posição liquida vendida dos fundos especulativos;
- Situação argentina ainda favorece reter a soja como um seguro.
As cotações da soja em Chicago terminaram a semana anterior no campo negativo, com o vencimento para maio encerrando a sexta-feira (dia 05) em 1185 cents por bushel, queda de 0,5% no período.
O mercado continua acompanhando a safra da América do Sul, além das exportações brasileiras, que estão mais competitivas que as norte-americanas.
Já o dado de intenção de plantio dos EUA, como destacado no relatório anterior, não trouxe surpresas para a soja, ficando de acordo com o esperado, em 35 milhões de hectares. Contudo, o número mais baixo para o milho acabou levando a combinação de área entre milho e soja também a ficar abaixo do esperado.
Dessa forma, há a possibilidade de aumento dessa área combinada dos dois grãos, apostando-se em num crescimento da área de milho, mas surpresas podem ocorrer, lembrando que o relatório de área plantada, divulgado pelo USDA no final e junho, geralmente promove mudanças importantes frente ao número de intenção de plantio.
As exportações brasileiras de soja atingiram 12,6 milhões de toneladas em março, nível mais baixo que no mesmo mês de 2023. No acumulado, desde janeiro deste ano, já foram exportadas 22 milhões de toneladas.
Esses volumes mais aquecidos de embarques de soja são usuais no primeiro semestre do ano e a oleaginosa brasileira tem se mantido mais competitiva que a norte-americana exportada pelo Golfo, situação que tem alimentado as preocupações com o nível de embarques e vendas dos EUA.


Na semana encerrada em 28/03, as inspeções de exportação dos EUA alcançaram 414,5 mil toneladas, volume mais baixo que uma semana antes, e levemente inferior ao alcançado na mesma semana de 2023. No acumulado, foram inspecionadas 37 milhões de toneladas, contra 45,46 milhões um ano antes. Apesar dessa diferença de 8,5 milhões de toneladas, o USDA estima queda das exportações anuais, mas destaca-se que ainda faltam cinco meses para o encerramento do ano safra 23/24.
Já as vendas de exportação da safra 23/24 na mesma semana alcançaram apenas 194,2 mil toneladas, ficando abaixo do piso das estimativas do mercado, que iam de 200 a 600 mil toneladas. No acumulado, foram negociadas 40,5 milhões de toneladas, abaixo do registrado no ano passado, em 49,9 milhões. Dessa diferença anual, a China é responsável por 7,5 milhões de toneladas, enquanto outros destinos compraram 1,8 milhão de toneladas a menos. Considerando as estimativas mais baixas para a exportação 23/24, o atraso das vendas seria de cerca de 2 milhões de toneladas.

Na Argentina, a Bolsa de Buenos Aires reportou que a colheita da soja alcançou 1,9% do total na última quarta-feira (dia 03). Os trabalhos no campo estão se tornando mais generalizados, mas as chuvas recentes resultaram em alguns atrasos. Por outro lado, a umidade é positiva num momento em que 72,4% da soja de plantio mais tardio (soja de segunda) passa pela fase de enchimento de grão. Destaca-se que 80% das plantas registram condições normais/boas.
No Brasil, a colheita da soja atingiu 79,9% do total na última sexta-feira (dia 05), levemente atrasada em relação ao ano passado, quando estava em 82,1%.
Mesmo com a colheita em torno de 80%, o que também tende a ser acompanhado por avanços nas negociações, destaca-se que a comercialização por parte dos produtores se mantém atrasada, tendo alcançado 41,3% do total no dia 04/04, de acordo com a StoneX, contra 50% nesse mesmo mês de 2023, para a safra 22/23, que também registrou lentidão nas fixações.
Nesta semana que começa, serão divulgados os relatórios mensais do USDA e da Conab, sempre muito aguardados pelo mercado. Ressalta-se que o USDA ainda não divulgará os números da safra 24/25 e não devem ocorrer grandes surpresas, com alguma mudança para a safra da América do Sul podendo acontecer. Já a Conab pode surpreender, com o ciclo estando mais avançado, a exemplo da revisão divulgada em março, que colocou a Companhia em um dos menores patamares de produção estimada para o Brasil neste ciclo 23/24.








