O Relatório Trimestral de Perspectivas para Commodities já está disponível gratuitamente.  Faça seu download.  →

Logotipo da StoneX

Resumo Semanal de Soja

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Soja cai influenciada por safra da América do Sul e preocupações com tarifas
 
   Ana Luiza Lodi
 
 
 
Fórum Agrícola trouxe expectativa de queda de área para a safra 25/26 dos EUA, como era esperado
 
  • Fatores baixistas
  • Produção mundial 24/25 acima consumo, segundo o USDA;
  • Balanço de O&D ainda sem aperto nos EUA;
  • Preocupações com o ritmo da demanda mundial;
  • Estimativa de produção recorde para a safra brasileira 24/25;
  • Melhora das condições de safra na Argentina;
  • Preocupações com possíveis retaliações da China às tarifas de Trump.
  • Fatores altistas
  • Novas medidas de incentivo adotadas pelo governo chinês;
  • Clima quente e seco em pare da América do Sul;
  • Estimativa de queda de área na safra 25/26 dos EUA;
  • Perda de potencial da safra argentina; 
  • StoneX corta safra brasileira para abaixo de 170 milhões de toneladas.

As cotações da soja em Chicago terminaram a última semana de fevereiro em queda, com o vencimento para maio encerando a sexta-feira (dia 28) em 1025,75 cents por bushel, recuo de 3% no período. Além do andamento da safra da América do Sul, destacam-se os dados do Fórum Agrícola do USDA e as preocupações com possíveis retaliações às tarifas anunciadas/implementadas pelo governo Trump.

No Brasil, a colheita da safra de soja ultrapassou os 50% na última sexta-feira (dia 28), segundo a StoneX, levemente acima do registrado no mesmo período do ano passado. No geral, as perspectivas para a safra brasileira continuam positivas, indicando um recorde, mas a StoneX reduziu sua estimativa de 170,9 para 168,3 milhões de toneladas, como resultado de novos cortes de produtividade no Rio grande do Sul, no Paraná e no Mato Grosso do Sul. Destaque para uma nova redução de mais de 4 milhões de toneladas na safra gaúcha, como reflexo do clima seco deste início de ano. Houve outros estados que registraram aumento da produtividade, como Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Minas Gerais, mas que não foram suficientes para compensar as perdas no Sul. Acompanhe os números completos aqui.

Na Argentina, a Bolsa de Buenos Aires continua mantendo sua estimativa em 49,6 milhões de toneladas, destacando a melhora recente do clima, especialmente na região central. Por outro lado, no norte da região agrícola do país, o clima continua mais seco e com temperaturas elevadas. Assim, a melhora das condições das lavouras foi pequena, com o percentual normal/excelente subindo apenas 1 p.p., para 67%, enquanto a condição hídrica considerada adequada/ótima avançou apenas 2 p.p, alcançando 69% das lavouras.

Intraday Semanal - março/25
image 108949
image 108950
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

Na Argentina, a Bolsa de Buenos Aires continua mantendo sua estimativa em 49,6 milhões de toneladas, destacando a melhora recente do clima, especialmente na região central. Por outro lado, no norte da região agrícola do país, o clima continua mais seco e com temperaturas elevadas. Assim, a melhora das condições das lavouras foi pequena, com o percentual normal/excelente subindo apenas 1 p.p., para 67%, enquanto a condição hídrica considerada adequada/ótima avançou apenas 2 p.p, alcançando 69% das lavouras.

Como comentado no relatório anterior, o USDA realizou seu Fórum Agrícola anual, que trouxe os primeiros números para a safra 25/26 dos EUA. Apesar de não serem levadas em conta pesquisas junto aos produtores, com os números se baseando em fundamentos e modelos de projeção, houve um corte na área plantada dos EUA frente ao ciclo 24/25, para 34 milhões de hectares (em comparação a 35,2 no ano passado), diante dos preços mais baixos em comparação aos do milho. A produtividade dentro da tendência histórica alcançaria 3,53 toneladas por hectares, levando a produção para 118,9 milhões de toneladas, praticamente estável em relação ao colhido em 2024. Pelo lado da demanda, o Fórum espera aumento das exportações e do consumo doméstico, com estimativas de que o uso total da oleaginosa avançaria 2,7 milhões de toneladas, para 121,1 milhões. Com isso, como a produção ficaria praticamente estável, os estoques finais tenderiam a cair, sendo estimados em 8,7 milhões de toneladas, com uma relação estoque/uso de 7,2%. Mesmo assim, esse primeiro balanço projetado não indica uma situação de restrição nos EUA, não trazendo maiores mudanças para o balanço global. Ademais, as estimativas de exportação e esmagamento foram consideradas um pouco otimistas.

De qualquer forma, é cedo, e muita coisa ainda vai mudar em relação à safra 25/26, lembrando que o primeiro número de área dos EUA, com base em informações levantadas junto a produtor, vai ser divulgado no final de março, no relatório de intenções de plantio.

Ainda sobre os EUA, as vendas de exportação do país na semana encerrada em 20/02 alcançaram 410,9 mil toneladas para a safra 24/25, com o acumulado alcançando 44,1 milhões de toneladas, acima do ano passado. As vendada China continuam abaixo de um ano atrás, mas outros destinos estão amis que compensando. Confira os números completos aqui.

Os preços da soja também acabaram pressionadas pela questão das tarifas anunciadas pelos EUA, que devem entrar em vigor amanhã (dia 04), afetando México, Canadá e China. Trump indicou que poderá aumentar para 20% as tarifas sobre produtos chineses, situação que deve resultar em retaliações por pare da China, podendo impactar produtos agrícolas e alimentícios dos EUA.

Nesta semana, o mercado deverá acompanhar o desenrolar das tensões geopolíticas, além do andamento da safra na América do Sul, com previsões de temperaturas muito elevadas no Rio Grande do Sul e na Argentina.  

Preços Físicos (R$/saca de 60 kg)
image 108951
 

 

Agenda de Indicadores Econômicos
  • Grãos e Oleaginosas

Este documento contém opiniões do autor e não necessariamente reflete as estratégias da StoneX. As previsões de mercado são especulativas e podem variar. O investidor é responsável por qualquer decisão baseada neste material. A StoneX só negocia com clientes que atendem aos critérios legais. O aviso legal completo está em https://www.stonex.com/pt-br/termos-e-condicoes/.

É proibida a cópia ou redistribuição deste material sem permissão da StoneX.

© 2026 StoneX Group, Inc.

Vista por satélite da Terra à noite mostrando cidades iluminadas na Ásia e no Oriente Médio

Descubra mais insights

Nossos assinantes têm acesso às análises de mercado da StoneX, abrangendo commodities, ações, moedas e muito mais.

Artigos relacionados para Grãos e Oleaginosas

Comentários de Abertura

5 de agosto – Os mercados de ações dos EUA estão em chamas nesta semana, com tanto o Dow Jones quanto o S&P 500 estabelecendo novas máximas históricas ontem, com os futuros indicando novos ganhos novamente hoje; o mercado permanece otimista quanto a um acordo com o Irã, apesar de nenhuma evidência disso até o momento. O petróleo bruto trabalha em uma máxima e uma mínima mais baixas hoje, mas permanece ligeiramente no lado alto na sessão, enquanto o dólar recua de volta em direção à mínima de quase dois meses de segunda-feira. O título de dez anos está estável a mais baixo nesta manhã (embora solidamente mais baixo até agora neste mês), em 4,605%, enquanto o índice VIX continua a se recuperar no meio da semana, com uma leitura de quase 17 pontos nesta manhã.

Matt Zeller
Matt Zeller
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais

Comentários de Abertura

4 de agosto – O índice de referência Dow Jones Industrial Average disparou no fechamento de ontem para terminar quase 700 pontos mais alto, em um fechamento recorde de 53.178 pontos – superando facilmente o topo anterior de quase um mês atrás. O S&P 500 está à beira de seu próprio recorde também, enquanto o índice NASDAQ está aquém das máximas de junho, mas trabalhando em uma forte alta de três sessões. Todos os três apontam para aberturas positivas hoje. A Palantir (uma empresa de software dos EUA) reportou lucros melhores do que o esperado ontem à tarde, após o fechamento, impulsionando o setor de tecnologia, embora uma série de outras empresas também tenha reportado lucros fortes. O título de dez anos continua recuando da máxima de sexta-feira, agora em 4,67%, com o dólar no lado alto do patamar de paridade, enquanto o índice VIX, agora abaixo de 16, mostra volatilidade reduzida.

Matt Zeller
Matt Zeller
  • Grãos e Oleaginosas
  • Energia
  • Leite
  • Combustíveis Renováveis
  • Cacau
  • Café
  • Algodão
  • Açúcar
  • Carnes e Pecuária
  • Produtos Florestais

Comentários de Encerramento de Mercado

Comentários sobre o fechamento dos mercados de grãos e oleaginosas para o dia 03/08/2026.

StoneX Intelligence Brazil
StoneX Intelligence Brazil
  • Grãos e Oleaginosas
Abrimos mercados

Utilizamos nosso capital, conhecimento e profunda experiência para proteger as margens de nossos clientes, reduzir custos e fornecer soluções personalizadas para obter sucesso nos mercados globais competitivos de hoje.

Confiança

Valorizamos relacionamentos próximos e de longo prazo com nossos clientes. Ao oferecer o melhor serviço e suporte tecnológico, nossos clientes confiam em nós para entrar nos mercados mais desafiadores e atender aos seus pedidos mais difíceis.

Transparência

Oferecemos preços competitivos e transparentes, além de entrega garantida e segura em mais de 140 moedas em mais de 185 países.

Especialização

Com insights e informações de todo o mundo, fornecemos aos nossos clientes notícias, dados e comentários agregados de todas as vertentes de nossos mercados, desde interconexões de complexos de commodities até fluxos globais de capital.