As cotações da soja em Chicago começaram a semana anterior, mais curta devido ao feriado do dia do Trabalho nos EUA, em queda, com o mercado já se preparando para o relatório mensal de oferta e demanda do USDA, que foi divulgado na sexta-feira (10).
As expectativas apontavam para aumento da produtividade da safra norte-americana 2021/22, com a manutenção da área plantada. Além disso, para a safra 2020/21, esperavam-se estoques inalterados, mesmo com dúvidas pelo lado do consumo doméstico.
As inspeções de exportação dos EUA na semana encerrada em 02/09 trouxeram embarques de 50 mil toneladas da safra 2020/21 e 190 mil para o ciclo 2021/22, alimentando também as perspectivas de que o USDA possa acabar ajustando para baixo as exportações 2020/21, lembrando que no final de setembro serão divulgados os estoques finais da safra encerrada no final de agosto, consolidando também os dados de consumo.
No final da tarde, o acompanhamento de safra do USDA veio em linha com as expectativas do mercado, com aumento de 1 p.p. no percentual bom excelente das lavouras norte-americanas, para 57%, contra média para o período em 64%.
Intraday semanal - novembro/21 (CME)
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Fonte: CME. Elaboração: StoneX.
Na quarta-feira a soja oscilou nos campos positivo e negativo com o mercado acompanhando o desenvolvimento final da safra norte-americana e ajustando posições antes do relatório de oferta e demanda do USDA (WASDE). Foram reportadas vendas de 106 mil toneladas de soja 2021/22 dos EUA para a China.
A quinta-feira foi, no geral, uma sessão de baixa para a soja, sob influência da movimentação do Oil Share e com o mercado apostando que o relatório WASDE poderia surpreender, trazendo dados mais baixistas para o mercado.
A Conab atualizou os números da safra 2020/21 do Brasil, mas trouxe um ajuste marginal para a produção, que ficou em 135,9 milhões de toneladas. A Bolsa de Rosário também revisou os números da safra Argentina, apostando em 48,8 milhões de toneladas para o ciclo 2021/22, 200 mil a menos que o estimado anteriormente, devido a revisões de área plantada.
A sexta-feira foi de alta para as cotações da soja na CBOT, após o relatório de oferta e demanda do USDA ter trazido uma diminuição de área para a safra norte-americana. Apesar da diminuição ter sido pequena e de a produtividade ter subido para 3,4 toneladas por hectare, mais que compensando a queda de área e levando a produção para a casa de 119 milhões de toneladas, o mercado estava sobre vendido antes dos números, o que abriu espaço para a alta no dia.
Com essa produção maior, a estimativa de estoques finais 2021/22 dos EUA aumentou para 5 milhões de toneladas, mesmo com o ajuste positivo da perspectiva de exportação para 56,88 milhões de toneladas. Por outro lado, houve queda no esmagamento, além de os estoques iniciais terem subido um pouco, após ajustes de demanda da safra 2020/21.
Para o Brasil, as exportações 2020/21 foram reduzidas em 500 mil toneladas, para 82 milhões, enquanto os embarques argentinos aumentaram para 5,2 milhões de toneladas.
Para a China, o USDA aumentou as importações do ciclo 2020/21 para 99 milhões de toneladas, após os cortes nos últimos relatórios.
Leia mais sobre o WASDE de setembro no relatório especial desta semana.
Foram divulgadas, ainda, as vendas de exportação dos EUA, na semana encerrada em 02/09, que ficaram acima das expectativas, mas aquém do registrado um ano atrás. Foram negociadas 1,47 milhão de toneladas de safra 2021/22.
Vendas semanais de exportação 2021/22 – EUA
Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.
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