fatores baixistas
- Estimativa de área e produção recordes no Brasil;
- Vendas de exportação dos EUA em ritmo lento;
- Embarques ainda baixos pela região do Golfo, após o furacão Ida;
- Avanço da colheita nos EUA com boas perspectivas de produção.
fatores altistas
- Possibilidade de uma nova ocorrência de La Niña;
- Situação do balanço dos EUA não indica estoques folgados;
- Margem de esmagamento em recuperação na China;
- Avanço da vacinação contra a Covid-19.
Na última segunda-feira (25), as cotações da soja em Chicago apresentaram fortes ganhos, impulsionados pelo mercado de óleo. Assim como ocorreu na semana anterior, o óleo de soja negociado na CBOT valorizou em decorrência de atrasos na colheita do óleo de palma, forte demanda por petróleo e escassez de óleo de canola. Com isso, na Bolsa de Chicago (CBOT, na sigla em inglês), o contrato de soja com vencimento em novembro/21 teve valorização de 16,60 cents/bushel, fechando a sessão principal a 1.237,25 cents/bu.
Ainda na segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulgou os dados de inspeção das exportações referentes à semana encerrada no dia 21 de outubro. De acordo com o relatório, os embarques físicos semanais totalizaram 2,104 milhões de toneladas, abaixo dos valores registrados na semana anterior (-14,1%) e no mesmo período do ano passado (-27,2%). Também abrindo a semana, em seu relatório de acompanhamento de safra, o USDA divulgou o avanço da colheita norte-americana. Até domingo (24), estima-se que 73% já havia sido colhida, frente a 60% na semana anterior e 82% no mesmo período do ano passado.
A partir de terça-feira (26), os valores da soja na CBOT começaram a caminhar de lado, com essa tendência se estendendo até o encerramento da sessão seguinte. Em ambas as sessões, o contrato futuro mais próximo (novembro/21) apresentou pequena variação, registrando ganhos de 0,60 cents/bu na terça e de 1,2 cents/bu na quarta-feira (27), fechando esse segundo dia a 1.239,25 cents/bu.
A falta de uma direção clara ocorreu devido à ausência de novos indicadores significativos. Mesmo notícias secundárias ou fundamentos já conhecidos, que poderiam ter influenciado os preços, acabaram não tendo impacto, pois a alternância entre fatores altistas e baixistas acabou anulando qualquer movimentação. Pelo lado da alta, podemos destacar a valorização acima dos 2,0% da curva futura do milho na quarta-feira (27), assim como os fortes ganhos do farelo de soja no mesmo dia, ambos na CBOT. Pelo lado da baixa, limitaram os ganhos o avanço da colheita americana, o avanço do plantio no Brasil e a desvalorização no mercado de óleo de soja.
Na quinta-feira (28), os preços futuros em Chicago voltaram a recuar, com o contrato de novembro/21 fechando a US¢ 1.233,60/bu. O que corroborou com a desvalorização dos futuros da soja foi a queda do volume de vendas de exportação, referente a semana encerrada no dia 21 de outubro. Segundo o USDA, foram realizadas vendas de 1.183,4 mil toneladas de soja para 2021/22, uma queda no comparativo semanal de 59% e de 22% contra a média das últimas quatro semanas. Destaca-se que na semana referida a China foi responsável pela compra de 1,08 milhão de toneladas, cerca de 39% abaixo do volume de compromissos registrados pelo gigante asiático no ano passado. No total, para 2021/22 e considerando todos os destinos, os compromissos equivalem a 65% dos registrados no ano passado.
Por fim, na sexta-feira (29), o mercado futuro de soja em Chicago fechou a semana em campo positivo, sustentado pelos futuros do milho e pela oil share. Ademais, o USDA reportou vendas flash no valor de 352 mil toneladas de soja. Na CBOT, o contrato mais próximo, de novembro/21, foi cotado a 1.235,60 cents/bu no fechamento da sessão principal.