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Resumo Semanal de Soja

By: StoneX Intelligence Brazil, StoneX Intelligence Brazil

Previsões de chuva e temperaturas amenas nos EUA pesam sobre cotações
 
Ana Luiza Lodi
Especialista em Inteligência de Mercado
Clima nas próximas semanas será central para definição da produtividade da safra dos EUA
Fatores baixistas
  • Produção mundial 2023/24 estimada muito acima do consumo, segundo o USDA;
  • Indicadores econômicos ainda fracos;
  • Recorde absoluto de produção no Brasil e falta de armazenagem;
  • Previsão de chuva e temperaturas amenas nas próximas semanas;
  • Exportações fracas dos EUA.
 
Fatores altistas
  • Perdas consideráveis de safra na Argentina, devido ao clima;
  • Importações aquecidas de soja pela China;
  • Margens de esmagamento positivas na China;
  • Perspectivas de um balanço mais apertado nos EUA;
  • Área plantada muito abaixo do esperado nos EUA.

As cotações da soja começaram a semana anterior em alta, mas não sustentaram os ganhos, com o vencimento para novembro terminando a sexta-feira (dia 28) em 1382,5 cents por bushel, queda de 1,4% no período.

Os ataques russos a instalações portuárias na Ucrânia, incluindo armazéns no Rio Danúbio, no começo da última semana, afetaram as cotações do milho e do trigo, com a soja também avançando. A região do Mar Negro, principalmente a Ucrânia, se destaca na produção e exportação de óleo de girassol, com impactos no mercado de óleos vegetais e, consequentemente, na soja em grão. Destaca-se que os ataques no Rio Danúbio surpreenderam, pois essa é uma rota alternativa importante para a Ucrânia e que não tinha sido visada até então.

De qualquer maneira, no decorrer da semana a “falta de novidades” e a não ocorrência de novos ataques russos acabou abrindo espaço para outros fatores de oferta e demanda prevalecerem.

Intraday Semanal - novembro/23
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Fonte: CME. Elaboração: StoneX.

O clima nos EUA foi um ponto central no período, uma vez que a safra de soja está entrando na época chave do enchimento de grão, determinante para a produtividade das lavouras. As previsões ao longo da semana anterior, indicando boas chuvas na quinzena seguinte, aliadas e temperaturas mais amenas, foram bem recebidas pelo mercado. É importante destacar o papel das temperaturas não tão altas, que reduzem o estresse sobre as plantas, principalmente se as chuvas ficarem aquém do esperado.

Nesse último final de semana, foram registradas boas chuvas nas regiões norte, central, leste e sul do Meio Oeste, com os maiores volumes no norte de Nebraska, sul de Wisconsin, partes do norte de Illinois, norte de Indiana e sul de Michigan.

Para os primeiros dias de agosto, as previsões indicam que as chuvas devem ficar mais concentradas nas regiões planícies, com algumas áreas do centro e do sul do cinturão recebendo bons volumes de precipitação. Já a partir do próximo final de semana, as chuvas devem voltar a ocorrer em praticamente todo o Meio Oeste, aliadas a temperaturas mais amenas em grande parte da região produtora do país.

Na última divulgação do USDA, referente à semana encerrada em 23/07, o percentual bom/excelente das lavouras de soja dos EUA passou de 55% para 54%, mas houve melhora em estados importantes, como Illinois, com o aumento de 4 p.p. das plantas classificadas em bom/excelente, subindo para 44%.

Pelo lado da demanda, as inspeções de exportação dos EUA na semana encerrada em 20/07 alcançaram 283,4 mil toneladas, levando o acumulado para 40,2 milhões de toneladas, cerca de 3 milhões a menos do que no mesmo período do ano passado, destacando que as estimativas de exportação do USDA para o ciclo 2022/23 estão 4,7 milhões abaixo do registrado na safra 2021/22.

Já as vendas líquidas de exportação do país na mesma semana atingiram 198,5 mil toneladas para a safra 2022/23 e 544,6 mil para a 2023/24, volumes dentro das expectativas do mercado em ambos os casos. No acumulado, as vendas da safra 2022/23 alcançam 52,8 milhões de toneladas, enquanto a estimativa de exportações do USDA está em 53,9 milhões, até o final de agosto. É importante lembrar que cancelamentos são comuns no final de ciclo, assim como rolagens para o próximo ano safra.

Em relação às exportações da safra norte-americana 2023/24, as vendas acumuladas até o momento estão em 5,5 milhões de toneladas, volume bem mais baixo que em anos anteriores. Com a colheita da safra recorde no Brasil, há preocupações quanto aos embarques dos EUA, cujo melhor período é o último trimestre do ano, logo após a colheita.

Vendas de exportação EUA - safra 2022/23 (mil toneladas)
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Fonte: USDA. Elaboração: StoneX.

 

Em julho, até o dia 21/07, o Brasil exportou 7,96 milhões de toneladas de soja, volume que já supera o registrado em julho de 2022, para o mês completo. No acumulado desde janeiro, as exportações brasileiras de soja somam 70,8 milhões de toneladas. Amanhã (dia 01), será divulgado o dado oficial para o julho com um todo.

Destaca-se, também, que a StoneX divulgará seu primeiro número para a safra 2023/24 do Brasil amanhã. A divisão dos EUA também divulgará seu levantamento para a produtividade e produção da safra norte-americana 2023/24, na quarta-feira (dia 02).

 

Preços Físicos (R$/saca de 60 kg)
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