- Diminuição da demanda mundial;
- Preços competitivos dos trigos ucraniano e russo.
- Redução na estimativa europeia, principalmente na França;
- Possível aumento na demanda dos mercados asiáticos.
Apesar de um começo em baixa, a semana terminou com a recuperação dos preços do trigo em Chicago no início de fevereiro. Observando o balanço semanal, houve um ganho de 0,75%, dado o fechamento na sexta-feira (dia 02) em 608 cents/bu, frente aos 603,50 cents/bu da sexta-feira anterior (dia 26).
Em relação às exportações, foram enviadas 322 mil toneladas até o 25 de janeiro, o que indica um decréscimo semanal de 29% quando comparado a semana anterior, segundo as estatísticas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Desta forma, as preocupações perante a recuperação da demanda continuam, uma vez que o esperado aumento na procura dos mercados asiáticos ainda não se concretizou.
Após observar o começo da semana nas bolsas estadunidenses, analistas do Sudoeste, importante região produtora de trigo no país, indicaram que, possivelmente, os preços em 2024 serão inferiores aos de 2023. Fazendo uma análise de janeiro de 2024, poderia ser que o nível de preços observado marque a pauta para o resto do ano, em um contexto em que a em que a competitividade entre o Mar Negro e a Europa continua puxando os preços para baixo.


Na bolsa de Paris, o fechamento semanal foi novamente negativo, com a sexta-feira (dia 02) fechando em 212,75 euros/tonelada, o que indica uma redução de 0,82% quando comparado ao fechamento da semana anterior.
Mínimas históricas foram registradas na quinta-feira (dia 01), quando o preço chegou a cair para 207,8 euros/tonelada, resultado principalmente das incertezas em relação às exportações. Como a demanda no Norte da África tinha causado um alívio no final de 2023, sustentando os preços, esperava-se que o nível se mantivesse, porém, os pedidos não chegaram conforme o esperado.
Uma questão importante na véspera das eleições para os representantes no Parlamento da União Europeia são os protestos dos agricultores, que continuam em um impasse com vários dos governos na Zona do Euro. A França é um dos países onde se observaram várias das maiores mobilizações, mas o mesmo acontece nos Países Baixos, na Alemanha, na Polônia, em Portugal e na Grécia.
Segundo os agricultores europeus, aumentaram os custos, principalmente da energia, dos fertilizantes e do transporte, em um momento em que os preços continuam em baixa pela competição causada pelas cotas cedidas à Ucrânia, após os conflitos no Mar Negro. Desta forma, analistas políticos consideram que a pauta agrícola poderá marcar o resultado das próximas eleições na região.

Na Rússia, as exportações de trigo caíram 7,7% em relação ao mesmo mês do ano passado. Também ao final do primeiro mês do ano, 96% das lavouras se encontravam em condições boas ou satisfatórias, alertando que o excesso de oferta diante de uma demanda em baixa elevaria os estoques no segundo trimestre do ano. Desta forma, foi anunciado que o país estaria disposto a continuar diminuindo os preços em prol da colocação no mercado dos seus produtos, deixando a dúvida de até onde estariam dispostos a baixar os preços.







