- Diminuição da demanda mundial;
- Preços competitivos dos trigos ucraniano e russo;
- Queda ainda maior dos preços do trigo russo.
- Redução na estimativa europeia, principalmente na França;
- Possível aumento na demanda dos mercados asiáticos.
Em um período marcado por oscilações, o preço do trigo registrou desvalorização semanal de 0,4% para o vencimento de março. Na sexta-feira (dia 09), o valor em Chicago foi de 596,75 cents/bu, frente aos 599,75 cents/bu da semana anterior (dia 02).
As exportações nos EUA tiveram leve alta semanal, atingindo 378 mil toneladas até o começo de fevereiro (dia 01), mostrando que o resultado ainda é insuficiente para afirmar que houve um aumento na demanda que pudesse melhorar os preços.
Apesar das especulações em relação aos impactos que o frio chegaria a ter nas plantações do Sul do país, no último relatório de oferta e demanda (WASDE) publicado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), não se registraram mudanças na produção esperada, que continuaria sendo de 49,32 milhões de toneladas.
Entre os resultados das estatísticas indicadas, uma leve correção para cima que ajudou na recuperação dos preços foi um ajuste positivo no consumo mundial, que seria de 797, 52 milhões de toneladas, mantendo desta forma uma demanda superior em relação à oferta, que até o momento se espera que seja de 785,74 milhões de toneladas.


Já na Europa, apesar dos novos mínimos históricos atingidos na quinta-feira (dia 08), o último dia de transações na semana (dia 09) conseguiu uma recuperação, fechando em 209 euros/tonelada. Assim como no mercado estadunidense, a bolsa de Paris teve uma desvalorização semanal, que no caso foi de 1,76%.
No caso da produção da União Europeia, o valor foi ajustado para 134 milhões de toneladas no relatório do USDA, o que indica uma variação mensal negativa de 0,2%. No entanto, como já vinha sendo anunciado há algum tempo, o excesso de chuvas afetou a qualidade dos grãos, o que destinará o uso deles para outros objetivos, como ração animal. Assim sendo, a importação de trigo foi ajustada, ficando em 12 milhões de toneladas (um milhão há mais do que nas projeções do mês anterior).

A atualização mais aguardada na semana, era se o USDA faria algum ajuste na produção russa, já que atualizações locais indicaram que esperam uma produção acima do esperado inicialmente. Porém, não foram feitas modificações, e para a instituição a oferta do principal exportador do mundo ainda seria de 91 milhões de toneladas, enquanto os envios ao exterior seriam de 51 milhões de toneladas.
A semana começou com os preços na Rússia despencando até 228 dólares/tonelada, e encendendo o alerta internacional de que inclusive o valor poderia chegar a cair ainda mais, o que já acontecia na terça-feira, quando a tonelada passou a valer 223 dólares/tonelada. Desta forma, se confirmou a preocupação anunciada dias atrás, de que no intuito de colocar os seus produtos nos mercados, os russos estariam dispostos a reduzir ainda mais os seus preços. A partir disto, a pergunta continua sendo até onde eles estariam dispostos a continuar descendo o patamar mínimo.







