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Safra brasileira de soja 2025/26 consolida recorde, com estimativa de 181,8 milhões de toneladas produzidas

Produção recorde de soja marca a safra 2025/26

A safra brasileira de grãos 2025/26 segue consolidando um cenário positivo, com destaque para a produção recorde de soja e para a recuperação do milho, segundo estimativas da StoneX, empresa global de serviços financeiros.

A soja lidera o desempenho do ciclo, com produção estimada em 181,8 milhões de toneladas após leve revisão positiva de 0,1% no relatório de junho em comparação ao de maio. “O resultado reforça o recorde histórico da oleaginosa no país, sustentado por condições favoráveis na maior parte dos estados, apesar de impactos climáticos no Rio Grande do Sul que limitaram ganhos ainda maiores”, aponta Ana Luiza Lodi, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Com a colheita praticamente consolidada, o foco do mercado passa a se concentrar na demanda, especialmente diante do papel central das exportações para o escoamento da produção brasileira.

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Estimativa de Safra de Soja 25/26


No milho, a primeira safra 2025/26 também apresenta avanço relevante, com produção estimada em 28,3 milhões de toneladas, volume 11,1% superior ao ciclo anterior, mas estabilidade na comparação deste relatório de junho com o de maio. A safra de verão teve desempenho favorável e mantém papel estratégico no abastecimento interno até a chegada da segunda safra.

“A primeira safra de milho apresentou resultados bastante positivos neste ciclo, garantindo o abastecimento doméstico em um momento importante do calendário e contribuindo para a estabilidade do mercado interno”, destaca Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX.

Segunda safra de milho mantém oferta robusta apesar de ajustes

Já a segunda safra de milho, que representa a maior parte da produção nacional, teve leve ajuste negativo, 0,1% a menos em relação a maio, com estimativa de 106 milhões de toneladas. Ainda assim, o volume segue robusto, sustentado por ganhos de produtividade em estados-chave, como Mato Grosso, que compensaram parcialmente perdas associadas ao clima mais seco em outras regiões, como Goiás.

“Apesar dos ajustes, a safrinha brasileira segue com um nível de produção elevado. Houve uma compensação entre regiões, com aumento de produtividade em estados relevantes e perdas em áreas impactadas por condições climáticas adversas, mantendo o cenário geral de oferta robusta”, completa Bulascoschi.

No total, considerando todas as safras, a produção de milho no Brasil deve alcançar 136,8 milhões de toneladas em 2025/26, reforçando a relevância do país no mercado global do cereal.


Estimativa de safra 25/26

Exportações e competitividade no cenário internacional

Com a produção praticamente definida, o mercado passa a focar com mais intensidade nos fundamentos de oferta e demanda. Para a soja, os estoques finais da safra 2025/26 são estimados em 8,6 milhões de toneladas, com consumo interno projetado em 65 milhões e exportações em 112 milhões de toneladas.

“A competitividade da soja brasileira continua elevada no mercado internacional, com os embarques se mantendo firmes. Ao mesmo tempo, o cenário global exige atenção, especialmente diante das movimentações comerciais entre grandes players, como China e Estados Unidos”, avalia Ana Luiza.

No milho, a demanda permanece estável, com consumo doméstico estimado em 97 milhões de toneladas e exportações projetadas em 42 milhões. Com a leve redução da produção total, os estoques finais foram ajustados para cerca de 22 milhões de toneladas.

“No milho, a dinâmica segue mais estável do lado da demanda, enquanto a evolução da colheita da segunda safra deve impulsionar os embarques nos próximos meses, respeitando a sazonalidade de exportação brasileira”, conclui Bulascoschi.

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