StoneX eleva estimativa da safra brasileira de café 2026/27 para 77,2 milhões de sacas após revisão de rendimento
StoneX revisa para cima a safra brasileira de café 2026/27
A StoneX, empresa global de serviços financeiros, revisou para cima sua estimativa para a safra brasileira de café 2026/27, que passa de 75,3 milhões para 77,2 milhões de sacas. O novo número representa um aumento de 2,6% em relação à projeção anterior e um avanço de 23,9% frente à safra 2025/26, estimada em 62,3 milhões de sacas.
Estudo de rendimento embasa revisão das estimativas
A revisão é resultado de um amplo trabalho conduzido pela equipe de Inteligência de Mercado da StoneX ao longo de toda a colheita brasileira. Além do acompanhamento em campo nas principais regiões produtoras, a consultoria realizou um estudo detalhado de rendimento para validar e atualizar as projeções divulgadas anteriormente.
Levantamento nas principais regiões produtoras
Foram coletadas amostras nas principais áreas cafeeiras do país, incluindo Sul de Minas, Matas de Minas, Cerrado Mineiro e Norte do Espírito Santo, região de destaque na produção de conilon. O material passou por processos de secagem, beneficiamento e avaliação física, com análises de peso, rendimento e percentual de peneiras.
Estimativas da produção brasileira por região (milhões de sacas). Fonte: StoneX.
O levantamento também incorporou informações obtidas junto a produtores, cooperativas, corretores, armazéns e outros participantes da cadeia produtiva, permitindo uma avaliação mais abrangente do comportamento da safra em diferentes regiões.
“O estudo de rendimento mostrou que os cafés brasileiros apresentaram desempenho superior ao que havíamos projetado inicialmente. Observamos resultados positivos tanto nas áreas produtoras de arábica quanto de robusta, o que aumentou nossa confiança na revisão dos números da safra”, afirma Leonardo Rossetti, especialista de Inteligência de Mercado da StoneX.
Produção de robusta tem ajuste positivo
Nas regiões produtoras de conilon e robusta, os rendimentos ficaram próximos ou ligeiramente acima das expectativas iniciais. Com isso, a estimativa da produção brasileira da variedade foi elevada de 25,1 milhões para 25,4 milhões de sacas, avanço de 1,3%.
O Espírito Santo, principal estado produtor, teve sua projeção revisada de 16,9 milhões para 17,2 milhões de sacas. Rondônia e Bahia apresentaram ajustes marginais. Ainda assim, a produção nacional de robusta segue 1,6% abaixo do volume estimado para a safra 2025/26.
Arábica registra produção acima das projeções iniciais
O estudo também apontou rendimento superior ao esperado nas regiões produtoras de arábica. Apesar de os grãos não apresentarem tamanho excepcional em algumas localidades, o elevado peso específico observado contribuiu para um melhor aproveitamento no beneficiamento e, consequentemente, para um volume final acima do inicialmente projetado.
Com isso, a produção nacional de arábica foi revisada de 50,2 milhões para 51,8 milhões de sacas, aumento de 3,2%.
Cerrado Mineiro lidera revisão positiva entre as regiões
Entre os destaques, o Cerrado Mineiro apresentou a maior revisão positiva, passando de 8,2 milhões para 8,8 milhões de sacas, avanço de 7,4%. Também registraram aumento as regiões das Matas de Minas, Espírito Santo e São Paulo. O Sul de Minas, maior polo produtor do país, teve ajuste mais moderado e alcançou 18,1 milhões de sacas.
“O peso específico dos grãos chamou atenção em diversas regiões produtoras. Mesmo quando o percentual de peneiras maiores não atingiu todo o potencial esperado, o rendimento no beneficiamento foi mais elevado, resultando em uma produção superior à prevista anteriormente”, destaca João Pena, técnico de pesquisa de campo da StoneX.
Condições climáticas favoreceram o desenvolvimento da safra
Para validar os resultados observados em campo, a StoneX também realizou uma análise climática das principais regiões produtoras durante todo o ciclo da cultura.
Segundo o estudo, entre dezembro de 2025 e março de 2026, período considerado decisivo para a expansão e granação dos frutos, predominou um regime de chuvas bem distribuído, acompanhado por temperaturas dentro das faixas consideradas favoráveis para o desenvolvimento das lavouras.
A ausência de episódios relevantes de estresse hídrico ou térmico contribuiu para a formação de grãos com maior peso específico, fator diretamente relacionado aos rendimentos observados durante o beneficiamento.
“Os dados climáticos corroboram os resultados identificados nas amostras e nas informações coletadas junto aos participantes da cadeia. A combinação de clima favorável e bons rendimentos reforça a consistência da revisão realizada para a safra brasileira de café”, afirma Pena.
Produção brasileira de café alcança 77,2 milhões de sacas
Com base nos estudos de rendimento, no acompanhamento de campo, nas informações coletadas ao longo da colheita e na análise climática das regiões produtoras, a StoneX revisou a estimativa da safra brasileira de café 2026/27 para 77,2 milhões de sacas.
Segundo a consultoria, a revisão positiva reflete principalmente a melhora no rendimento observada em diversas regiões produtoras, consolidando uma perspectiva mais otimista para a oferta brasileira de café no ciclo 2026/27.
“A convergência entre as diferentes frentes de análise trouxe maior robustez às estimativas. Os resultados confirmam uma safra significativamente superior à do ciclo anterior e reforçam o papel do Brasil como principal fornecedor global de café”, conclui Rossetti.
Evolução da produção brasileira de café (milhões de sacas). Fonte: StoneX.
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