▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 4,96 (-0,2%)
▼ Dollar Index (DXY): ~104,1 pontos (-0,1%)
O mercado de divisas deve repercutir a desaceleração do crescimento do PIB brasileiro no 4º trimestre, bem como dados mistos para atividade econômica chinesa. Adicionalmente, investidores voltam sua atenção também para resultado do Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial dos Estados Unidos de fevereiro, dado que deve inaugurar divulgações para o mês.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Produto Interno Bruto do 4º trimestre do Brasil (IBGE) – 09h00min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) industrial de fevereiro do Brasil (S&P Global) – 10h00min.
• Índice Gerente de Compras (PMI) industrial de fevereiro dos EUA (S&P Global) – 11h45min.
• Índice Gerentes de Compras (PMI) industrial de fevereiro dos EUA (ISM) – 12h00min.
• Confiança do consumidor de fevereiro dos EUA (UMICH) – 12h00min.
• Palestra da presidenta do Fed de Dallas, Lorie Logan – 12h15min.
• Palestra do membro do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Christopher Waller – 12h15min.
• Palestra do presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic – 14h15min.
• Palestra da presidenta do Fed de San Francisco, Mary Daly – 15h30min.
• Palestra da membra do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Adriana Kugler – 17h30min.
• Posição semanal dos agentes (CFTC) – 17h30min.
PIB brasileiro do 4º trimestre O dólar negociado no mercado interbancário operava em queda na manhã desta sexta-feira, com os investidores repercutindo a divulgação do Produto Interno Bruto do 4º trimestre pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados do instituto, o Brasil apresentou desaceleração do crescimento econômico nos três últimos meses do ano, com estabilidade em relação ao trimestre anterior e encerrando 2023 com alta de 2,9%, puxado principalmente pelo setor de agropecuária, o qual apresentou avanço de 15,1% no ano. Contudo, o resultado do trimestre mostrou que houve queda de 0,2% do consumo das famílias, abaixo da mediana das estimativas, que previa aumento de 0,3%, de modo que o componente encerrou o ano com alta de 3,1%. Assim, recuo da demanda das famílias durante o 4º trimestre, bem como a revisão para baixo do produto estimado do período anterior, corrobora a estratégia do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter o ritmo de cortes de 0,50 ponto percentual da taxa básica Selic. Nesse sentido, a continuidade do afrouxamento monetário brasileiro, somada à perspectiva de manutenção dos juros americanos em patamares altos por mais tempo que o previsto anteriormente, acaba por aumentar o diferencial de juros entre os países, desfavorecendo a entrada de divisas no Brasil e causando um efeito altista no câmbio.
Otimismo com a China Na China, ontem (29) foram divulgados os Índices Gerentes de Compras (PMI) oficiais e da S&P Global em parceria com o grupo Caixin, os quais apresentaram resultados mistos. Para o indicador oficial relativo à indústria, divulgado pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS), foi reportado um recuo de 49,2 de janeiro para 49,1 em fevereiro, abaixo da marca de 50 pontos, isto é, sinalizando contração do setor durante o período. O PMI de serviços da NBS, por sua vez, ficou em 51,4 pontos, acima da projeção do mercado de 50,9 e indicando expansão do setor no mês. Assim, o resultado consolidado do PMI oficial marcou 50,9 pontos, o que sinaliza expansão da economia chinesa em fevereiro. Nesse sentido, o índice de gerente de compras para a indústria calculado pela pesquisa Caixin/S&P Global, diferente do resultado oficial, registrou avanço de 50,8 em janeiro para 50,9 pontos no último mês, contribuindo para impulsionar o otimismo dos agentes com a economia do país asiático. Dessa forma, o resultado da China no mês alavancou o apetite por risco dos investidores, com sinalização positiva para a demanda de commodities, o que tende a ser positivo para ativos de maior volatilidade, como as moedas de países emergentes tal qual o real.




