▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 4,97 (-0,2%)
= Dollar Index (DXY): ~102,8 pontos (0,0%)
O dólar negociado no mercado interbancário deve refletir a divulgação de índices inflacionários para o Brasil e os EUA referentes ao mês de fevereiro. Enquanto no Brasil se antecipa um IPCA mais acelerado, porém que não altere as estratégias do Banco Central no curto prazo, nos EUA um CPI mais aquecido pode reduzir expectativas de cortes de juros pelo Fed ao longo de 2024.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Boletim Focus semanal (BC) – 08h30min.
• Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro (IBGE) – 09h00min.
• Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de fevereiro dos EUA (BLS) – 09h30min.
Aceleração do CPI O dólar negociado no mercado interbancário flutuava amplamente na manhã desta terça-feira, refletindo a divulgação de índices de inflação para os EUA e o Brasil. Nos EUA, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de fevereiro apresentou nova leitura mais aquecida, com uma alta de 0,4% no índice geral (em linha com as estimativas) e também de 0,4% no núcleo do indicador, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia (mais alto que a mediana das estimativas, de 0,3%). Gasolina e custos de moradia representaram 60% da alta no mês, enquanto os preços de automóveis usado apresentou o maior crescimento desde maio de 2022. O dado pode trazer reforçar uma postura mais cautelosa do Federal Reserve ao conduzir sua flexibilização monetária, que pode desejar acumular mais evidências de que a inflação no país segue uma tendência de retorno à meta anual de 2% de forma estável antes de iniciar um ciclo de cortes de juros. A perspectiva de que os juros permanecerão elevados por mais tempo deve contribuir para uma busca por ativos de segurança e, consequentemente, um fortalecimento da divisa americana.
Aceleração do IPCA Por outro lado, a divulgação do IPCA de fevereiro para o Brasil pode contribuir para um fortalecimento do real, ao sinalizar para o Banco Central (BC) que a inflação no Brasil pode não estar se reduzindo conforme o esperado. O índice se acelerou de 0,42% em janeiro para 0,83% em fevereiro, acumulando alta de 4,50% nos últimos 12 meses. Embora o mês de fevereiro costumeiramente apresente leituras mais elevadas, puxadas por reajustes nos custos de educação, com altas de 0,84% em 2022 e de 1,01% em 2021, o dado ainda assim pode reforçar dúvidas sobre o processo de moderação de preços no Brasil, visto que o núcleo dos preços aumentou em 0,65% no mês e serviços aumentou 0,96%. Em falas recentes, os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom) ressaltaram uma perspectiva otimista para a estabilização de preços, porém alertaram para “pontos de atenção”, como a inflação de serviços. Embora o dado de hoje não deva alterar a decisão do Comitê da próxima semana, ele pode motivar uma revisão para a estratégia de manter cortes de 0,50 p.p. para a taxa básica de juros (Selic) nas próximas reuniões.





