
Panorama Semanal de Câmbio
Dólar deve refletir dados econômicos nos EUA, ata do Copom, inflação no Brasil e Oriente Médio

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By: Leonel Mattos, Market Intelligence Analyst • BRAZIL PRS

Dólar comercial (US$/R$) e Dollar Index (pontos)
Variações do dólar comercial | Diária: -0,44% | Semanal: +0,31% | Mensal: +0,31% | Anual: -7,18% | Em 12 meses: -6,26%
Variações do dollar index | Diária: -0,42% | Semanal: -0,36% | Mensal: -0,36% | Anual: +1,24% | Em 12 meses: +1,44%
Apostas para a decisão de juros do Federal Reserve de 16 de setembro
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados econômicos para os EUA, em especial os de inflação, buscando calibrar expectativas para os próximos passos do Federal Reserve (Fed).
Por que isso é importante: A expectativa de uma leitura mais branda para a inflação americana deve reduzir as apostas de investidores por novas altas de juros pelo Fed, reduzindo o rendimento dos títulos do Tesouro do país (Treasuries), dificultando a atração de capitais externos e, assim, enfraquecendo o dólar globalmente.
Estimativas: A estimativa mediana para o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano aponta que sua variação mensal passará de -0,4% em junho para 0,1% em julho, enquanto o núcleo do indicador, que exclui os componentes mais voláteis de alimentação e energia, deve passar de 0,0% para 0,2% no período.
“Payroll” surpreende novamente: Na semana passada, o Relatório da Situação do Emprego surpreendeu investidores ao mostrar pelo segundo mês seguido números bem mais fracos que o antecipado para o mercado de trabalho americano.
Variação no total de empregos urbanos (mil pessoas) e da taxa de desemprego (%) nos Estados Unidos
Alta de juros em dúvida: Além dos dados mais fracos para a economia americana, investidores também reduziram suas apostas por novas altas de juros nos EUA após o Federal Reserve causar uma impressão de menor firmeza no combate à inflação.
Brasil: Histórico e expectativa para a taxa de juros – boletim Focus de 31 de julho de 2026
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação da ata da última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 14,25% para 14,00% ao ano.
Por que isso é importante: Caso a ata da reunião reforce um tom mais cauteloso pelo Copom, a tendência é que os investidores aumentem suas apostas por uma interrupção do ciclo de cortes da Selic.
Tom mais neutro: No comunicado emitido após a última decisão, o Copom adotou uma comunicação mais sintética e objetiva, reconhecendo um cenário incerto e reforçando o tom de cautela para os próximos passos, sem se comprometer com nenhuma medida específica.
Melhoras na comunicação: O comunicado da reunião anterior, em junho, foi mal-recebido pelos investidores ao mencionar o primeiro trimestre de 2028 como horizonte relevante da próxima decisão de política monetária, um trimestre a mais do que o habitualmente usado pelo Copom, o que foi interpretado como um “improviso” para justificar novos cortes na taxa Selic e pressionou o desempenho do real na sessão seguinte à decisão.
IPCA acumulado em 12 meses segundo agrupamentos selecionados (%)
Em meio a dúvidas sobre os próximos passos do Copom, a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho deve ajudar os investidores a calibrarem suas expectativas para a trajetória da inflação e dos juros no Brasil.
Por que isso é importante: Uma nova desaceleração inflacionária tende a aumentar as apostas de mais cortes sobre a Selic, o que reduz os rendimentos dos títulos domésticos e tende enfraquecer o real.
Estimativa: A projeção mediana do boletim Focus antecipa que a variação mensal do IPCA deve desacelerar de 0,16% em junho para 0,08% em julho, reforçando uma percepção de pressões inflacionárias mais baixas.
Dados recentes: O dado inflacionário mais recente foi a leitura de julho do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que desacelerou de 0,41% em junho para 0,06% em julho, abaixo da estimativa mediana de 0,20%.
Perspectivas para a economia brasileira: No contexto atual, a trajetória inflacionária tem sido a maior preocupação entre os investidores e autoridades monetárias, uma vez que a reescalada do conflito no Oriente Médio e a nova alta do petróleo gerou pressões inflacionárias globais e prejudicou a convergência da inflação para a meta no país.
Na cena geopolítica, os investidores seguem acompanhando o noticiário sobre as negociações diplomáticas no Oriente Médio e a liberação do Estreito de Ormuz.
Por que isso é importante: A falta de sinalizações de avanços diplomáticos concretos eleva a percepção de risco entre os investidores, o que reduz o apetite por risco e prejudica o desempenho de ativos considerados arriscados, como ações e moedas de países emergentes.
Situação das negociações: O noticiário geopolítico segue cheio de divergências sobre o nível de consenso e as condições para um acordo entre Irã, Omã e EUA para a resolução do conflito e liberação dos fluxos pelo Estreito de Ormuz.
TABELA DE INDICADORES ECONÔMICOS

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O conteúdo a seguir foi disponibilizado ao vivo aos clientes membros do programa Focus, da consultoria StoneX, no âmbito da videoconferência mensal sobre câmbio, realizada em sexta-feira, 07 de agosto de 2026, às 10h30.


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