▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,06 (+1,1%)
▲ Dollar Index (DXY): ~104,9 pontos (+0,8%)
O mercado de divisas deve refletir a divulgação de dados de inflação para o Brasil e Estados Unidos nesta manhã. Espera-se que o resultado do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) americano de março ajude os investidores a calibrarem suas expectativas para a trajetória dos juros praticados pelo Federal Reserve. De forma complementar, o resultado abaixo do esperado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referente ao último mês acaba por fortalecer a perspectiva de continuidade do ritmo de cortes do Copom, prejudicando o diferencial de juros entre Brasil e EUA.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março (IBGE) – 9h00min.
• Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de março dos Estados Unidos (BLS) – 9h30min.
• Palestra da integrante do Conselho de Governadores do Federal Reserve, Michelle Bowman – 09h45min.
• Decisão de política monetária do Banco Central do Canadá – 10h45min.
• Palestra do presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee – 13h45min.
• Ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) – 16h00min.
• Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de março da China (NBS) – 22h30min.
CPI americano O dólar negociado no mercado interbancário operava em alta na manhã desta quarta-feira, cotado ao redor de R$ 5,06 (10h25min), enquanto investidores repercutem divulgação de dados de inflação para o Brasil e Estados Unidos. Após uma série de dados mistos para a economia americana na última semana, com resultados para o último mês do Índice de Gerentes de Compras (PMI) industrial e saldo de empregos (payroll) acima do esperado e PMI de serviços abaixo das expectativas, a leitura do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de março deve ajudar os investidores a ajustarem suas posições em relação à trajetória dos juros do país. De acordo com dados do Departamento do Trabalho dos EUA (DOL), o CPI do último mês apresentou avanço de 0,4%, acima da mediana das estimativas, que previa alta de 0,3%, e igual ao aumento registrado em fevereiro. Para o núcleo da inflação, que exclui os voláteis componentes de alimentação e energia, o DOL reportou avanço de 0,4%, também igual ao mês anterior e acima da projeção de 0,3%. O ritmo de avanço dos preços nos Estados Unidos causa preocupações entre os agentes, os quais entendem a persistência inflacionária como um fator de risco para a economia estadunidense, de modo que as perspectivas de continuidade do aperto monetário praticado pelo Federal Reserve são fortalecidas, o que torna a renda fixa americana mais atrativa e tende a fortalecer o dólar. Nesse sentido, a divulgação da ata referente à última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) nesta tarde deve contribuir para esclarecer a visão de conjuntura dos membros do Fed, uma vez que, mesmo após dois meses com dados de inflação mais aquecidos que o previsto, alguns de seus membros continuam a declarar que a economia dos EUA segue de acordo com as projeções.
IPCA de março Adicionalmente, no Brasil o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou desaceleração com o menor resultado para o mês de março desde 2020, encerrando-o com alta de 0,16% após o aumento de 0,83% registrado em fevereiro. A leitura do IPCA do último mês ficou abaixo da mediana das estimativas, que previa alta de 0,24%, e consolidou um resultado acumulado de 3,93% em 12 meses, contra os 4,50% reportados em fevereiro. Dentre os grupos estudados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), destaca-se a alta da categoria de Alimentação e bebidas, que registrou a maior alta e avançou 0,53% em março, além do recuo do grupo de Transportes, o qual apresentou baixa de 0,33%. Assim, o arrefecimento da inflação brasileira amplia o entendimento de que o Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC) tem maior margem para continuar o ritmo do seu ciclo de cortes da taxa básica de juros (Selic), o que é prejudicial para a perspectiva do diferencial de juros entre o Brasil e Estados Unidos, de modo a causar pressões altistas no câmbio.





