= Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,08 (0,0%)
▲ Dollar Index (DXY): ~105,3 pontos (+0,1%)
O mercado de divisas deve refletir a divulgação do Índice de Preços ao Produtor (PPI) de março dos Estados Unidos, o qual deve contribuir para a leitura do cenário inflacionário americano após o resultado mais forte que o previsto para a inflação ao consumidor ontem (10). Adicionalmente, os agentes devem repercutir a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Pesquisa Mensal de Comércio de fevereiro (IBGE) – 09h00min.
• Decisão de Política Monetária do Banco Central Europeu (BCE) – 09h15min.
• Índice de Preços ao Produtor (PPI) de março dos EUA (BLS) – 09h30min.
• Pedidos semanais de auxílio-desemprego dos EUA (DOL) – 09h30min.
• Palestra do presidente do BCE, Christine Lagarde – 09h45min.
• Palestra do presidente do Fed de New York, John Williams – 09h45min.
• Palestra da presidente do Fed de Boston, Susan Collins – 13h00min.
• Palestra do presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic – 14h30min.
• Índice de Commodities Brasil (IC-Br) de março (BC) – 14h30min.
• Fluxo cambial semanal (BC) – 14h30min.
PPI americano O dólar negociado no mercado interbancário oscilava entre perdas e ganhos na manhã desta quinta-feira, cotado ao redor de R$ 5,08 (10h30min), enquanto investidores repercutem divulgação de dados de inflação ao produtor dos Estados Unidos. De acordo com a Secretaria de Estatísticas Trabalhistas dos Estados Unidos (BLS), o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de março demonstrou alta de 0,2% no período, ante avanço e 0,6% em fevereiro. O resultado do último mês ficou abaixo da mediana das estimativas para o indicador, a qual previa alta de 0,3%, o que pode servir para aliviar os temores dos agentes de que a tendência de desinflação dos preços industriais teria chegado ao fim, sinalizando a possibilidade de pressões ainda maiores no Índice de Preços ao Consumidor (CPI). Dessa forma, o PPI não deve movimentar os mercados de maneira tão acentuada quanto a divulgação do CPI o fez ontem (10), mas permanece no radar dos agentes devido às maiores preocupações com a trajetória da inflação no país e futuro da taxa de juros americana. Nesse sentido, os operadores complementam sua leitura da conjuntura acompanhando as falas de autoridades do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), a fim de entender como os últimos dados afetam o balanço de riscos do comitê, e com o resultado dos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, o qual mostrou 211 mil novos pedidos do benefício durante a última semana, ligeiramente abaixo do valor esperado pelos analistas, que previam 215 mil novas solicitações. Assim, os investidores operam com cautela nesta manhã de divulgação de dados mistos, após um dia de forte aversão ao risco que levou ao adiamento das apostas para o início do ciclo de cortes do Federal Reserve, o que tende a favorecer o desempenho do dólar.
BCE Os dirigentes do Banco Central Europeu decidiram nesta manhã manter a taxa básica de juros da autoridade inalterada em 4,5% ao ano, afirmando em comunicado que a inflação no bloco econômico tem demonstrado tendência de arrefecimento. De acordo com a instituição, os juros estão em patamares elevados o suficiente para contribuir para o processo de desinflação em curso e que as taxas devem permanecer assim até que se tenha garantia que não há mais riscos relacionados ao avanço do nível de preços, de modo que os dirigentes do banco central acompanharão as próximas publicação de dados econômicos para amparar decisões futuras. Dessa forma, não foi sinalizado quando o banco central começará seu processo de afrouxamento monetário, apesar das expectativas que o BCE iniciasse seu ciclo de cortes em junho.
CPI da China Adicionalmente, contribui para o sentimento de aversão ao risco dos agentes o resultado abaixo do esperado para o Índice de Preços ao Consumidor de março da China, o qual mostrou alta de 0,1%, desacelerando em relação a fevereiro, quando o indicador marcou avanço de 0,7%. O CPI sinalizando tendência de moderação reforça o entendimento de baixo dinamismo da economia chinesa e que o desempenho positivo do começo do ano se deu em função dos feriados e festividades ocorridos no país. Assim, a perspectiva de demanda por commodities é afetada, prejudicando o desempenho de ativos arriscados, como o real.





