▲ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,13 (+0,8%)
▲ Dollar Index (DXY): ~106,0 pontos (+0,7%)
O mercado de divisas reflete ainda a divulgação do CPI americano na última quarta (10) e a perspectiva de continuidade do aperto monetário praticado pelo Federal Reserve, contrastando com a possibilidade de o Banco Central Europeu (BCE) iniciar seu ciclo de cortes no primeiro semestre do ano. De forma complementar, o apetite por risco dos investidores foi mitigado pelos dados decepcionantes para a balança comercial chinesa, divulgados na esteira de um índice de preços ao consumidor também mais fraco que o previsto.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de fevereiro (IBGE) – 09h00min.
• Confiança do Consumidor de abril dos EUA (UMICH) – 11h00min.
• Palestra do presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic – 15h30min.
• Palestra da presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly – 16h30min.
• Posição semanal dos agentes (CFTC) – 16h30min.
Aversão ao risco O dólar negociado no mercado interbancário oscilava entre perdas e ganhos na manhã desta sexta-feira, cotado ao redor de R$ 5,13 (10h30min), enquanto se desenha um ambiente externo de alta aversão ao risco. Os investidores ainda repercutem os resultados mostrando um nível de atividade mais alto que o esperado os Estados Unidos — especialmente o resultado do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de março —, de modo que os agentes passaram a adiar suas apostas do início do ciclo de cortes do Federal Reserve para o segundo semestre do ano. Nesse sentido, o desempenho do dólar foi fortalecido pelas falas de dirigentes do Banco Central Europeu (BCE) após a decisão de manter sua taxa básica inalterada em 4,5% ao ano, com a ampliação do entendimento de que a instituição deve iniciar seu processo de afrouxamento monetário na reunião junho foi ampliada, percepção que é reforçada pela leitura do CPI da Alemanha — maior economia do bloco econômico — de março, o qual mostrou o menor resultado em três anos. Assim, com o menor otimismo dos operadores e expectativas de um maior diferencial de juros entre os Estados Unidos e Europa, a moeda estadunidense ganha força e o euro é enfraquecido.
Balança comercial chinesa Adicionalmente, contribui para as perdas sofridas pelos ativos de risco — tais como commodities e moedas e países emergentes, como o real — o resultado decepcionante da balança comercial chinesa de março, cujo saldo ficou bem abaixo da mediana das estimativas. De acordo com a alfândega do país asiático, no último mês as exportações e importações tiveram uma diferença positiva de US$ 58,55 bilhões, contra o valor esperado de US$ 70,20 bilhões. A queda de o saldo de US$ 125,16 bilhões registrado em fevereiro se deu pela forte desaceleração das exportações, com o recuo da demanda por produtos de vestuário e mecânicos. Para as importações também foi registrada contração, o que aumenta os temores relativos ao desempenho da economia da China, a qual tem apresentado baixo dinamismo. Dessa forma, os investidores mostram menor otimismo e aumentam sua busca por ativos de segurança, o que tende a causar fortalecer o dólar.





