▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,26 (-0,2%)
▲ Dollar Index (DXY): ~106,2 pontos (+0,1%
O mercado de divisas deve repercutir a maior aversão ao risco observada desde o começo da semana após a mudança das metas para o superávit primário brasileiro nos próximos anos pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. De forma complementar, a desaceleração da inflação da zona do euro acaba por fortalecer a perspectiva de início do ciclo de cortes do Banco Central Europeu (BCE), contribuindo para o fortalecimento global da moeda americana.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de março da zona do euro (Eurostat) – 06h00min.
• Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) de fevereiro (BC) – 09h00min.
• Entrevista do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto – 14h00min.
• Livro Bege do Federal Reserve – 16h00min.
• Palestra da presidente do Fed de Cleveland, Loreta Mester – 18h30min.
• Palestra da conselheira do Federal Reserve, Michelle Bowman – 20h15min
Aperto monetário do Fed O dólar negociado no mercado interbancário operava em queda na manhã desta terça-feira, cotado ao redor de R$ 5,25 (10h05min). O desempenho dos ativos deve continuar a refletir um maior pessimismo dos agentes após Jerome Powell afirmar ontem (16) que os dados mais recentes da economia americana indicam que deve demorar mais tempo que o previsto inicialmente para que o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve atinja a confiança necessária para se iniciar o seu ciclo de cortes. Ao considerar a resiliência do mercado de trabalho estadunidense e o progresso recente da inflação, a autoridade sinalizou que os juros do país deveriam continuar em patamares restritivos por mais algum tempo, de modo que a aposta majoritária dos investidores é que o afrouxamento monetário do Fed deve começar na reunião de setembro. Assim, o investimento na renda fixa americana se torna mais atrativo aos agentes, o que tende a fortalecer o dólar em detrimento de ativos de risco, como o real brasileiro.
Inflação europeia Adicionalmente, o Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) divulgou nesta manhã o Índice de Preços ao Consumidor de março da zona do euro, o qual apresentou desaceleração e ficou em 2,4% no resultado acumulado de 12 meses, contra os 2,6% registrados no mês anterior. O núcleo da inflação apresentou avanço anual de 2,9%, ante o resultado de 3,1% registrado em fevereiro, o que amplia o entendimento de que o Banco Central Europeu (BCE) deve iniciar a redução da sua taxa de juros ainda neste semestre. Nesse sentido, o reforço da perspectiva de um maior diferencial de juros entre Estados Unidos e Europa contribui para o fortalecimento do dólar globalmente.





