▼ Taxa de câmbio (USDBRL): ~R$ 5,12 (-0,9%)
▲ Dollar Index (DXY): ~105,8 pontos (+0,2%)
O mercado de divisas deve repercutir a divulgação de dados de inflação para os Estados Unidos e Brasil nesta sexta. Os investidores devem acompanhar com atenção o resultado do índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal de março a fim de recalibrar suas expectativas caso o indicador confirme ou não a tendência de aceleração dos preços, o que levaria o Federal Reserve a manter seu aperto monetário por mais tempo que o previsto anteriormente. No Brasil, os agentes observam a divulgação do IPCA-15 a fim de acompanhar o progresso da inflação e antecipar a trajetória da taxa básica Selic.
Agenda do dia (horário de Brasília):
• Índice Nacional de Preços ao Consumidor 15 (IPCA-15) de abril (IBGE) – 09h00min.
• Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de março (BEA) – 09h30min.
• Índice de confiança do consumidor americano de março (Umich) – 11h00min.
• Balança comercial de bens de março dos EUA (DOC) – 09h30min.
• Posição semanal dos agentes de mercado (CFTC) – 16h30min
PCE de março O dólar negociado no mercado interbancário operava em queda na manhã desta quinta-feira, cotado ao redor de R$ 5,12 (10h30min), refletindo as divulgações de dados de inflação para o Brasil e Estados Unidos. Para o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) de março — indicador de inflação mais utilizado pelo Federal Reserve em suas deliberações —, a Secretaria de Análise Econômica dos Estados Unidos (BEA) registrou um avanço de 0,3% no mês tanto para o núcleo quanto para o índice cheio, mantendo o ritmo registrado em fevereiro e em linha com o antecipado pela mediana das estimativas. No resultado acumulado de 12 meses, o indicador apresentou ligeiro aumento para 2,8% em março, ante 2,7% reportados no mês anterior. O resultado do índice PCE é divulgado após dados mais elevados que o previsto para o índice de preços ao consumidor (CPI) americano e falas de autoridades do Federal Reserva acerca da necessidade de haver mais segurança para que a autoridade monetária dê início ao seu ciclo de cortes da taxa de juros, o que levou os investidores a adiarem suas apostas para o início do afrouxamento monetário da instituição, de modo que as probabilidades implícitas para as próximas reuniões do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) indicam que o comitê deve realizar a primeira redução da taxa básica apenas no segundo semestre do ano, de acordo com dados do CME Group. Dessa forma, o resultado de março do PCE em linha com as expectativas dos agentes deve contribuir para que os operadores recalibrem suas expectativas no sentido de aliviar as preocupações acerca do prolongamento da do aperto monetário, o que tende a enfraquecer o dólar.
IPCA-15 de abril Adicionalmente, os investidores locais monitoram a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 de abril, a prévia oficial da inflação brasileira. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador apresentou alta de 0,21% no mês, desacelerando em relação ao avanço de 0,36% registrado em março. O IPCA-15 de abril ficou abaixo da mediana das estimativas, que previa aumento de 0,28% no mês, e foi o menor resultado para o mês desde 2020, quando o país passava pelo começo do isolamento devido à pandemia de Covid-19. Nesse sentido, apesar dos comentários de membros do Comitê de Política Monetária (Copom) acerca de mudanças no balanço de riscos da instituição devido à perspectiva de continuidade dos juros americanos em patamares altos e os maiores riscos relacionados à questão fiscal no Brasil, o resultado do índice de preços reforça o entendimento de que há espaço para que o Banco Central continue seu ritmo de cortes da taxa básica Selic de 0,50 ponto percentual.





